Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

19/6/09

COMO USAR O CORPO -(Gl 5.16-26)

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Um moço entrou na farmácia com uma receita. Enquanto o farmacêutico aviava a receita, o moço puxou prosa, com um senhor que estava também comprando alguns medicamentos.

     O moço começou a dizer "quando a gente cai na farra, não pensa nas conseqüências". E então começou a dar explicações de como o seu corpo estava estragado por causa dos desregramentos sexuais. Dava pena ver o moço. Pálido, fraco, semblante envelhecido e muito mais coisas.

     Que diferença, porém, nas causas do enfraquecimento dos servos de Deus!

     Alguns trabalhando em regiões difíceis, carentes dos meios de saneamento básico, e envolvidos sacrificialmente com populações doentias e ambientes contaminados, aqueles obreiros do Senhor foram atingidos por moléstias contagiosas.

     O moço que mencionamos no início tinha oferecido o seu corpo como oferta ao pecado. Os obreiros cristãos tinham oferecido seus corpos ao serviço de Cristo, como aroma suave ao Senhor, "por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus". (Rm 12.1).

     Nem todos os que se entregam ao pecado ficam tão estragados no corpo como aquele moço; nem todos os obreiros cristãos sofrem no físico as conseqüências que os acima referidos sofreram. Mas a diferença entre dedicar o corpo ao pecado e dedicá-lo a Deus é grande e merece cuidadosa atenção. E também, é certo que os resultados do serviço ao pecado e do serviço a Deus não são somente físicos e terrenos, mas também morais, espirituais e eternos. Por isso, é indiscutível a importância deste estudo.

     Espero que este estudo seja uma bênção para a sua vida e por seu intermédio, para muitas outras vidas, sob a graça de Deus.

     COMO DEVEMOS USAR O CORPO? Não daremos aqui um rosário de regras sobre a maneira como usar o corpo. Queremos mostrar alguns princípios expostos no texto.

     Partamos, pois, de um texto dentro deste contexto: I Co 6.13a; Paulo fala sobre o alimento; em seguida na parte b, faz uma afirmação que não se refere apenas a alimentos, mas, a todos os aspectos relacionados com o uso do corpo.

     Se examinarmos o começo do capítulo 6 e o capítulo 5 verá que Paulo estava repreendendo e exortando os crentes da Igreja de Corínto por diversas formas de pecado. Portanto, I Co 6.13b se liga com todas as exortações que Paulo estava fazendo, e não apenas com a primeira parte do versículo. Com esse esclarecimento, vejamos agora os princípios presentes do texto.

O corpo não é para a impureza - Não devemos facilitar a contaminação do nosso corpo com alimentos ruins ou contaminados ou que nos envenenam ou nos viciam. Somente o serviço sacrifical, feito por amor a Deus e ao próximo, justifica a sujeição a coisas prejudiciais ao corpo. E, ainda assim, quando não podemos evitá-las sem prejudicar o serviço fiel.

     Agora, os hábitos e costumes pecaminosos, tão comuns entre os mundanos, têm que ser evitados totalmente pelos cristãos.

Exemplos: O fato de ser natural a alimentação, não justifica a glutonaria. (Gl 5.21).

     Também o fato de ser natural a relação sexual entre um homem e uma mulher, não justifica o adultério.

     Este mesmo raciocínio aplica-se a todas as outras formas de pecado. Portanto, quando o cristão sentir-se tentado a fazer uso indevido do corpo, tem que se lembrar da palavra apostólica: 1. O corpo não é para a impureza; 2. O corpo é do Senhor. Portanto usemos nosso corpo, nossa vida, para glorificar o nome do Senhor Jesus.

 

Pr. Diomar Vaini

 

criado por dvaini    6:30 — Arquivado em: Sem categoria

11/6/09

OS SOFRIMENTOS

2ª Coríntios 11:22-23 “São Hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim) Eu ainda mais: em trabalhos, muitos mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitaz vezes.”

 
Eu nunca ouvi alguém afirmar que gosta de sofrer por ser uma boa coisa. Dizem que o masoquista gosta de sofrer, contudo eu tenho minhas dúvidas quanto a isso. Porém ninguém pode negar que para o cristão o sofrimento traz benefícios. Muito seria se pudéssemos viver aprendendo sem passar pelas experiências que se chama escola do sofrimento.
O sofrimento começou com o pecado de Adão, e no momento que Adão pecou, o sofrimento entrou no mundo e passou a todas as criaturas de Deus e o ser humano como toda a natureza começou a sofrer. Veio o medo, a vergonha e o sofrimento físico.
Assim sendo, o sofrimento é conseqüência da queda espiritual de nossos primeiros pais, e esta queda resultou em uma vida de lágrimas, dor, morte, lutas e problemas, insegurança, conflitos, etc. O ser humano sofre ao nascer, no viver e na morte. No entanto o sofrimento não deve ser motivo para desânimo e tristeza. Deus sempre abre espaço para o sorriso, Ele sempre promove a luz no meio das trevas, um oásis no deserto e refrigério no abrasador fogo. E, para aqueles que têm a Jesus como Salvador, tem a certeza absoluta da vida eterna, e sente-se como peregrino, estrangeiro nesse mundo e caminha para o novo céu e a nova terra, onde nada disso mais haverá. Lá novamente a alegria perene e completa por toda a eternidade.
 
Observe o texto, como o apóstolo Paulo serviu a Cristo no meio de muitas tribulações, sofrimentos, perseguições, preocupações e muito mais..
 
Podemos ver na vida algumas coisas interessantes sobre o sofrimento:
 
1ª – Quais os sofrimentos nessa vida?
A – subsistência – Depois do pecado de Adão: No suor do rosto é que comemos nosso pão. Uma grande realidade. Temos necessidade do alimento, da roupa, do abrigo, e tudo isso conseguimos com a bênção do Senhor, porém com um trabalho árduo.
B – enfermidades – ninguém passa pela vida, sem que tenha sofrido nem que seja uma simples dor, mesmo que seja no ultimo fôlego de vida. Quantas doenças existem hoje! Temos doença de cunho moral, doenças contraídas por vícios, por contaminação da água, do ar, pela alimentação que está toda sendo produzida com o uso de drogas.
C – moral – Aqui está o maior problema do sofrimento. A dor que sofremos quando falhamos em alguma coisa, quando somos ofendidos, incompreendidos e injustiçados. Quando perdemos um ente querido, quando somos desprezados. Isso tudo nos abate o moral desapontando nossa fé tirando o encanto da vida.
 
2ª – Os sofrimentos que o Evangelho provoca?
Ser servo de Cristo é fazer sua obra, e isso não é fácil. A bíblia nos diz que para seguir a Cristo necessário é negar-se a si mesmo, e tomar a cruz que é símbolo de sofrimento (Mateus 16.24).
Paulo sofreu muito por causa do Evangelho para ser um servo fiel a Cristo, mas ele fez tudo por gratidão pela Salvação. Nós recebemos tantas bênçãos do Senhor sendo a maior delas a salvação, e esta foi através de muito sofrimento na cruz, também devemos tomar nossa cruz e sermos servos fieis a Cristo, o que implica em falar do evangelho às pessoas e isso não é uma tarefa fácil, mas temos que ser abnegados, mesmo quando somos escarnecidos, ridicularizados e perseguidos.
O trabalho da Igreja exige abnegação. Quantas coisas é preciso sacrificar para realizar a obra. Há Igrejas em que os membros não querem aceitar os ministérios, as tarefas. Todos querem ficar na platéia, o que é muito mais cômodo, assistir e emitir opiniões sobre a tarefa dos outros, como em um espetáculo que opinamos sobre os atores, sobre a filosofia da peça. Esse comodismo é como uma espécie de “pago para ver”, contudo não se dispõem a realizar para receber. Realizar exige sofrimento, esforço, abnegação, etc.
 
3ª – Sofrimentos devida a Insensatez.
Muitos dos nossos sofrimentos poderiam ser evitados. Pois acontecem por causa da nossa insensatez. Muitos estão sofrendo e fazem outros sofrer por causa do pecado. O pecado é a maior insensatez que o crente pode cometer, com ele ofendemos a Deus, e quase sempre o nosso semelhante. Em muitos lares o sofrimento, a desarmonia, é conseqüência da insensatez. A insensatez provoca a infidelidade entre os cônjuges, desobediência dos filhos, dificuldade nos relacionamentos dos membros da família, exigências pessoais, e nunca há disposição para servir, compreender, perdoar, porque a insensatez não permite amar. Ela provoca o egocentrismo, ou seja, “eu sou o centro”, “tenho direito”, e isso anula a visão dos deveres.
 
Portanto, precisamos raciocinar com a bíblia e deixarmos de usar Jesus como objeto de exploração e passarmos a adorá-lo como Senhor de nossas vidas. Tê-lo como Senhor é reconhecer que precisamos seguir os seus conselhos, obedecermos aos seus mandamentos e andarmos em Sua Luz.
Se quisermos amenizar nosso sofrimento, esta é a receita.
 
                                                                                                                      Pr Diomar Vaini
criado por dvaini    12:09 — Arquivado em: Sem categoria

4/6/09

UM NOVO CAMINHO

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Eu preciso gastar tempo com Deus.
Se eu orar farei grandes coisas
e Deus me deixará conhecê-lo.

Gozarei então a essência da vida:
o prazer da santidade é eterno,
o prazer do pecado é efêmero.

Haverá um dia - intransferível -,
em que a questão será pessoal:
entre Ele e mim, somente!

Nossa única e imensa nave
caminha a Seu encontro
e dará conta de todos.

É necessário entender o tempo,
mas o tempo noutra esfera:
em milhões de anos-luz.

A Terra está cheia da Graça de Deus,
e independente de nós, e apesar de nós,
Ele é eterno e eternamente fiel.

Não tenho que buscar (necessariamente)
um novo caminho,
mas um novo caminhar.

 

Pb. Avaniel Marinho

Igreja Presbiteriana de Boa Viagem, Recife/PE

(www.avanielmarinho.com.br)

 

 

criado por dvaini    6:17 — Arquivado em: Sem categoria

27/5/09

ADORAÇÃO FORMAL

"Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como carmesin, se tornarão como a lã." Isaias 1.18.

Uma das coisas que mais os homens fazem é justificar-se com explicações para acobertar seus erros. Adão e Eva assim fizeram, Eva jogou a culpa na serpente não assumindo seu desejo, Adão foi conivente não a repreendendo e além disso acusou-a de ser a culpada de lhe dar do fruto. Ambos justificaram-se e deram explicações para acobertar a sua desobediência. Portanto, adorar a Deus em Espírito e em Verdade é necesário uma vida íntegra, assumindo as próprias ações e quando estas contrariam os mandamentos de Deus, rrepender-se e confessar buscando o perdão.

Vamos três pontos importantes:

I - Adoração formal

1.Em Isaias 1:10-18, Isaias descreve como os filhos de Israel procuravam as bênçãos do Senhor sem contudo satisfazer os santos requisitos dos mandamentos (Verso 10).

2.Eles usavam de oblações (objetos que se oferece à divindade), luas novas, sábados, incensos, sangue de bezerros, a gordura de carneiros e outras coisas mais, mas especialmente a assembleia convocada e o encontro solene (versos 11 a 14)

Em objeção a esta grande omissão, Isaias mostra abertamente os requisitos de Deus (versos 16,17). Ele expõe que o fundamental era a retidão e o cumprimento da ordem para atender os necessitados como os órfãos e viuvas (vesos 17 e Tiago 1.27).

II - Analisando o texto acima

"Vinde, pois, e arrazoemos" Como foi no Éden, quem toma a iniciativa é Deus convidando o homem a raciocinar junto com Ele acerca do pecado e suas consequências em face da desobediência de sua lei, oferecendo a oportunidade de reconciliação.

"Ainda que os vossos pecados são como a escarlate" Escarlate, carmesin estes termos são praticamente sinônimos designando um vermelho vivo, o que contrasta fortemente com a cor da neve e la â em seu estado natural.

"Eles se tornarão brancos com a neve" É purificação total prometida, obra exclusiva de Deus e não do homem. Deus oferece o perdão mediante o arrependimento e confissão. Isso é uma obra do pedão livre de Deus que age no coração do homem para leva-lo ao arrependimento.

III - Últimas considerações

O pecado é o desviar-se de Deus. É cumprir todo o ritual exigido pela lei, porém com a mente distante do Senhor, apenas uma coisa formal para buscar favores (Isaias 29.13).

Deus exige que o homem retorne a Ele para isso providenciou o substituto e o sacrifício foi realizado na Cruz, para expiação do pecado, tudo isso é que o povo fazia, porém não compreendendo o verdadeiro significado. Assim, como hoje muitos falam do sacrifício de Cristo sem contundo entenderem o grande objetivo dele.

O convite "vinde, pois, e arrazoemos", é para que a Igreja viva sinceramente uma vida santa e preste um culto santo a Deus, com seus pecados apagados pelo arrependimento, confissão e consequente perdão.

Concluindo

Como está você em relação a Deus? Como você presta culto a Deus?

Pois bem, somente ligado a Ele em uma vida santa você poderá contemplar seus mandamentos, sua criação, sua salvação e desfrutar da paz, força e consolo que emanam de seu trono.

Pr Diomar

criado por dvaini    7:29 — Arquivado em: Sem categoria

2/5/09

A GUERRA DOS DEUSES

  No Egito antigo, em termos espirituais o que predominava era a religiosidade da nação. Embora houvesse uma noção sobre o Deus Vivo e Verdadeiro quanto ao culto que lhe era devido, os egípcios se enveredaram pela espiritualização da natureza, adorando o sol, a lua, o rio Nilo e os animais. O próprio Faraó era endeusado e ele próprio se considerava deus. Nessa imensa idolatria foi que Deus colocou seu povo para viver durante 400 anos. Nesses anos todos este povo recebeu as influências religiosas e filosóficas egípcias as quais eram assustadoramente negativas. Ocorre que dentro do plano pré-estabelecido por Deus Ele haveria de libertar o Seu povo com mão forte e executando seu Juízo sobre o Egito e todos os seus deuses. Travou-se então uma guerra com objetivos definidos pelo Senhor, culminando com a saída de Israel. A guerra foi o envio de Deus de dez pragas como demonstração de Sua soberania e do Seu poder contra todas as potestades espirituais do mal e porque não dizer do próprio Satanás que é o comandante de toda espécie de idolatria ou religiões não submissas ao Único Deus Vivo e Verdadeiro. Mostraremos três aspectos ilustrativos:

 

I – O FIM DAS DEZ PRAGAS

 

Conforme Registra o livro de êxodo do capítulo sete ao capítulo doze percebe-se claramente que estas pragas evidenciam o julgamento de Deus sobre aqueles que oprimiam Seu povo, ou seja, Faraó com todos os ídolos cultuados ali.

Aprendemos com a Bíblia e com a experiência cristã, que os atos de Deus estão revestidos de um fim bem definido. Deus não age por acaso, nem por capricho. Ele o faz com um fim pré-determinado e definido. Destacamos, portanto, que o fim definido de Deus ao enviar sucessivas pragas contra o Egito teve dois entraves importantes:

 

1 – A evidência de Sua soberania. Em nome do Senhor Moisés e Arão chegam à presença de Faraó e pleiteiam a saída de Israel do Egito. Faraó com insolência e desprezo responde-lhes  “…Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel…” (Êxodo 5.2). Deus responde a Faraó através das pragas manifestando sua majestade não somente aos Egípcios como a todo o povo da terra. As pragas provaram que Deus é Soberano e tem o controle de todo o Universo, ou seja, sobre tudo que existe no céu, na terra, nos ares bem como sobre Faraó e todos os seus deuses.

 

As pragas foram: SANGUE, atingiu o deus Nilo; RÃ sucumbiu a deusa Hequite que era representada pela rã; PIOLHOS, que contra Khepera, o deus que defendia o povo dos piolhos; MOSCAS afetaram a deusa Seb, a deusa da terra; PESTE, nos animais atingiu o gado que representava no macho boi o deus Apis, um dos mais elevados; ÚLCERAS, contra a deusa Neit, que sem seus cultos cinzas era espalhada pelos seus sacerdotes como sinal de bênçãos; SARAIVA, atingiram Isis e Osíris os deuses da água e do fogo; GAFANHOTO atingiu Isis e Serapis, os protetores do país contra gafanhotos e outras espécies similares; TREVAS mostraram a impotência de Ra, o deus do sol; finalmente MORTE, dos primogênitos, o golpe fatal contra todos os deuses e especialmente Faraó.

 

2 – Crescimento da fé no coração de Israel. Por quatrocentos anos Israel conviveu com a religiosidade e idolatria do Egito e foi influenciado sem, contudo perceber a fragilidade, incompetência e engodo desses deuses e do “soberano” Faraó. As pragas, portanto, teve como ação fundamental o crescimento da fé de Israel e lhe mostrar duas coisas: a) – só o Senhor é Deus (Deuteronômio 6.4); b) – o Senhor como Deus é o único poderoso para livrar e conduzir o seu povo à vitória (Ex 18:9-11).

 

 

II – A LIMITAÇÃO DOS MAGOS DE FARAÓ

 

II - A OPOSICAO DOS MAGOS - Na luta travada pelo Senhor e Seus servos contra os deuses do Egito e a opressão de Faraó, fica evidente a participação dos magos, contra os pianos de Deus. Os magos eram elementos influentes na vida religiosa de seu país e gozavam da confiança de Faraó. Seus nomes nos são revelados em II Tim. 3:8, bem como o caráter de ambos e o fim de sua oposição. Janes e Jambres fizeram oposição a Moises simplesmen­te imitando-o, e isso até onde o Soberano Deus Ihes permitiu, tudo aquilo que ele fazia. Com essa permissão de Deus os próprios magos eram iludidos com seu poder enganador ou mau e pensavam estarem neutralizando os efeitos sobre a consciência do povo. O que Moises fazia também eles o podiam fazer, de modo que, então qual a grande diferença? Um era tão bom como os outros. Um milagre é um milagre. Se Moises fazia milagres para tirar o povo do Egito, eles podiam fazer milagres para os obrigarem a ficar no país.

 Se considerarmos as sutilezas de oposição que Satanás realiza à verdade de Deus em primeiro lugar é, opor a violência; se isso falhar, corrompe-Ia por meio de imitação. Por isso, procurou em primeiro lugar matar Moises (capitulo 2:15), e tendo falhado em realizar o seu propósito, procurou imitar as suas obras. Da mesma forma aconteceu com a verdade confiada à Igreja de Deus. Os primeiros esforços de Satanás eram alimentar a Ira dos principais sacerdotes e anciãos do povo por melo do tribunal, o cárcere e a espada. Porém, na passagem que reproduzimos da segunda epístola a Timóteo não se faz menção de tais processos. A violência aberta foi substituída por um meio muito mais astuto e perigoso de uma profissão vazia, ineficaz de imitação. O inimigo, em vez de se apresentar com a espada da perseguição na Mão, usa o manto da profissão professando e imitando aquilo que em outro tempo combateu e perseguiu; e, assim consegue vantagens assombrosas no tempo presente. O pecado moral tem revestido de formas horríveis de século para século manchando a história da humanidade, não apenas nos antros e caver­nas das trevas humanas, mas nos ocultos do manto de uma profissão fria, impotente e esta é uma das obras primas de Satanás e naturalmente o homem, como ser caído e corrompido, torna-se egoísta, cobiçoso, vaidoso, altivo; mas tudo isso sob uma formosa aparência de piedade, denotando uma força especial de Satanás contra a verdade “nos últimos dias”.

 

 

III – A ESTRATÉGIA DE FARAÓ

 

Quando Faraó percebe que seus magos nada mais podem fazer para imitar as pragas e que começa haver uma distinção entre o povo de Deus e o povo do Egito conforme êxodo 8:16 e sgs, ele faz várias tentativas para manter Israel cativo nas terras do Egito procurando desvirtuar o sentido amplo da santificação, adoração e serviço ao Senhor.

Primeira tentativa, era de que Israel sacrificasse na própria terra do Egito. A sutileza de Satanás aqui é colocar todos os deuses no mesmo nível do Deus Vivo e Verdadeiro, apenas fazendo distinção entre Israel e o Egito, ambos com o seu culto, porém todos no Egito. Assim, nós adoramos os nossos deuses eles adoram o Deus deles, porém somos iguais ou superiores porque eles ainda continuam nossos escravos.

Segunda tentativa, não ir longe. Estando Israel nas fronteiras do Egito e sendo vigiados por eles, a influência continuaria e facilmente poderiam ser reconduzidos de volta ao Egito.

Terceira tentativa, Israel estaria liberado para ir adorar, desde que os filhos não os acompanhassem. Uma libertação parcial que implicaria na divisão de Israel, enquanto os pais serviam ao Deus Vivo e Verdadeiro, os filhos estavam entregues à idolatria e ao mundo. Eis aqui um cuidado para os pais cristãos tomarem. Isto provoca inutilidade do culto e desonra para Deus.

Quarta tentativa, não conseguindo seu intento nas primeiras tentativas, procura agora subtrair os meios que Israel tinha para servir a Deus. Estaria Israel liberado para a adoração e sacrifício desde que seus bens não fossem levados, então Israel não teria como oferecer os seus sacrifícios. A resposta de Moisés, porém foi enfática e clara conforme êxodo 10:25:26: “Respondeu-lhe Moisés: Também tu nos tens de dar em nossas mãos sacrifícios e holocausto, que ofereçamos ao Senhor nosso Deus. E também os nossos rebanhos irão conosco, nem uma unha ficará, porque deles havemos de tomar, para servir ao Senhor, até que cheguemos lá.”

 

Concluímos dizendo que Deus endureceu o coração de Faraó para não facilitar a saída de seu povo, por isso Faraó foi indisposto a liberar Israel. Mas isso foi para a manifestação da gloriosa majestade de Deus e demonstração do Seu poder real e não apenas ilusório. Deus não somente venceu a Faraó, como também encorajou seu povo em todos os tempos para as lides da vida com tranqüilidade e Sua paz. “ELE É O SENHOR QUE PELEJA POR NÓS! (DEUTERONÔMIO 1.30).

 

Pr Diomar Vaini


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29/1/09

A ALEGRIA DE VIVER

 INTRODUÇÃO:

 Este assunto é muito atual. Temos algumas palavras que entraram na moda como: “fossa”, “alto astral”, “baixo astral”, “na pior” etc. Muita gente se expressa sua alegria ou tristeza, sua situação de momento através dessas palavras. O mundo atual é um parque de diversões com seus cinemas, teatros, clubes, programas de televisão, passeios, turismo, esportes, etc. Contudo, a tristeza parecer dominar ainda a vida de muitas pessoas. Por que isso? Porque a alegria não vem de momentos de diversões, ou pelo modo de enfrentar a vida. Muitos buscam em todas as diversões que o mundo oferece uma alegria artificial, mas isso dura poucas horas, o restante do tempo estão mergulhados na “fossa”. Viver é uma luta, é trabalho de sol a sol, ter altos e baixos, ver coisas boas e más, ter alegrias e tristezas, porém não deve ser um cordão de lamentações. Não se pode negar que passamos por momentos de tristezas, de lágrimas, de coração partido, momentos que o sorrir é um contra-senso. No entanto se no anoitecer vem o choro, a alegria vem pela manhã (salmo 30.5) á noites tristes de lamentos e morte, mas não tarda vem a alegria e a ressurreição. Um cronista dos anos 60 dizia: “muita gente vive buscando um motivo para se desesperar, mas com um pouco de esforço, todos nós podemos ser alegres”. Hora essa é uma verdade, porém para o homem comum, sem Deus não é uma realidade. Porém para aquele que tem sua fé depositada em Cristo mesmo no trabalho árduo, difícil e penoso, ou nas circunstâncias mais desagradáveis ele é portador do gozo da paz, do consolo e da força espiritual proveniente da fé que lhe dá garantia da salvação eterna, do amor de Deus.

 Mateus 6.25 é uma interrogação para evidenciar a superioridade da vida e do corpo sobre o alimento e a roupa. “Não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais do que as vestes”? Com esta pergunta somos argüidos a encararmos algumas verdades extraordinárias, que vamos expor.

 1 – A VIDA E O ALIMENTO

 Para muitas pessoas, em especial nessa crise mundial que estamos vivendo, a vida e o alimento é um motivo de tristeza para elas. A ansiedade dessas pessoas por medo de faltar o pão de cada dia é impressionante. Mas Jesus que não há motivo de tristeza, porque Deus nos deu a vida que é muita mais difícil, como não nos daria também o alimento? De outro lado Ele diz: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4.4). O alimento é apenas um meio de sustentar a vida física, mas o viver real depende das ordens de Deus. Elias, quando não tinha nada para comer em Querite, não foi Deus que ordenou os corvos para alimentá-lo? A viúva de serepta não foi milagrosamente sustentada com farinha e azeite multiplicados? (I Reis 17:1-16). Assim, a busca pelo pão não deve jamais apagar o sentido alegre da vida.

 2 – O CORPO E AS VESTES

 Sem dúvida, vivemos em um mundo maravilhoso com suas descobertas e invenções, tecnologias, máquinas e aparelhos maravilhosos são industrializados que produzem conforto e beleza, porém nada se compara à máquina humana. O simples levantar de um braço, o caminha pelas ruas exige o funcionamento de um mecanismo fabuloso. A máquina industrializada pelo homem por mais engenhosa que seja jamais realizará os mesmo movimentos com a mesma harmonia, leveza e precisão. O que diríamos da maravilha de nossos olhos? E o nosso sistema nervoso que em fração de segundos faz complexas comunicações a todo o corpo? Ora, se Deus criou este corpo tão admirável para nele soprar a vida, por que então vivermos ansiosos pela roupa que apenas cobre esse corpo? O que Jesus quer que sintamos de fato é quão preciosa vida, que por ser tão preciosa ele a deu para um corpo maravilhoso.

 Desta forma Deus nos deu três coisas importantes para vivermos.

 I – DEUS NOS DEU UM MUNDO ALEGRE

 Deus não é triste, porque se o fosse, não criaria um mundo alegre e harmonioso em toda a sua estrutura. Para qualquer lado que olharmos a natureza que nos cerca vemos beleza e alegria.

Plantas que cobrem o verde numa infinidade de cores; As montanhas e as planícies têm uma beleza indescritível; Flores das mais diversas espécies com coloração viva nascem aqui e ali com suas pétalas mimosas, dando-nos um espetáculo fabuloso e sendo um colírio para nossos olhos; O mar forma um quadro maravilhoso quando suas ondas de arremetem contra as rochas formando um véu de espuma maravilhoso; Tudo isso sem falar nos rios nas cascatas, nos astros; Que pintor seria capaz de descrever ou pintar o nascer do sol? Quem seria capaz de captar a policromia que se forma no céu quando o sol se põe?

 Quanta beleza há em uma borboleta ou em um beija-flor! Enfim, a vida é extraordinariamente bela, em todas as suas formas. O dia é constituído de 24 horas com um período de trevas, mas a pergunta é: a noite é triste? De modo nenhum. Ela é triste para aqueles que não olha para o céu estrelado, que forma um tapete escuro pintado de pontos luminosos, quem pode negar a beleza da noite? A chuva é bela com seus pingos a cair prateando toda a terra, e a coloração do arco-íris. Tudo é vida, tudo é alegria no cenário que Deus nos deu para viver.

 II – DEUS NOS DEU A CAPACIDADE DE EXPRESSÃO DA ALEGRIA

 Sem que entremos em uma análise profunda do ser humano, podemos perceber que Deus o criou com a capacidade de expressar sua alegria. Então concluímos que criado para ser alegre. A capacidade de sorrir, de cantar, de pintar, de escrever, de compor músicas, evidencia a demonstração de que Deus quer que sejamos alegres. Deus criou o homem para viver uma alegre perene de alegria, mas o pecado tirou a alegria perene, porém não a extinguiu. Mesmo depois do pecado o homem passou a habitar em uma terra prodigiosa que encanta os seus habitantes. Apesar de o pecado ter corrompido a perfeição da natureza física. As cidades e as suas avenidas, os parques e edifícios, nos dão um ar de festa e mostram ao ser humano a capacidade de exprimir em formas exteriores sua alegria. Embora a interferência do homem seja maligna, por vezes com sua técnica e cultura dão à natureza uma forma aprimorada de beleza. Isso nos mostra que temos aspiração pelo belo que há dentro de cada um de nós. A arte exterioriza os sentimentos profundos que Deus nos transmitiu ao soprar em nós o fôlego da vida. Viver alegre não é forçar a natureza, mas apenas seguir aquilo que é inato. Veja uma criança em sua ingenuidade com exceção dos momentos de enfermidade e de fome ela vive a sorrir e a brincar. Viver triste é um desvirtuamento, é uma anormalidade. Por isso o apóstolo Paulo mesmo estando preso diz: “Alegrai-vos sempre, no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos”. (Filipenses 4.4).

 III – HÁ BÊNÇÃO NA ALEGRIA

 É inegável que momentos de tristezas pelos quais passamos, representam bênçãos para a nossa vida. Porém, o comum é a alegria e as bênçãos ser companheiras. Alegria que resulta de nossa confiança em Deus e de nossa comunhão com Ele, sem nenhuma dúvida é uma grande bênção. Por isso dizer o salmista “NA TUA PRESENÇA HÁ PLENITUDE DE ALEGRIA” (Salmo 16.11). Se a alegria é um elemento indispensável ao louvor e ao trabalho cristão, ela traz bênçãos para nós e para as pessoas com quem convivemos. “Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor diante dele com cântico” (Salmo 100:1-2), O fato é que, para nos apresentarmos a Deus precisamos de júbilo, alegria e cântico. Por isso mesmo o verso 4 desse salmo diz: “entrai por suas portas com ações de graça… rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome”. Se temos que ter uma vida de hinos e louvores e gratidões ao Senhor em meio à pregação do seu Evangelho que significa “BOAS NOVAS”, em nenhum modo podemos andar tristes. Só seremos uma bênção na vida das pessoas e a atrairemos para a salvação se formos capazes de irradiar, aos corações um pouco de alegria de Cristo. Aquela poderosa alegria que emanou do Espírito Santo e que inundou a Igreja primitiva.

 Concluímos:

 Perguntando:

 1.      Como você acha o mundo de hoje, triste ou alegre? …..

2.      E Deus, com suas exigências de culto, santificação, pureza, etc, é triste? …..

3.      O ser humano foi criado para ser alegre? Ou triste? …..

4.      Vale a pena nos esforçarmos para uma vida alegre? …..

                                                                                                                Rev. Diomar Vaini

criado por dvaini    11:08 — Arquivado em: Sem categoria

18/10/08

A VERDADEIRA SALVAÇÃO – Síntese de minha palestra.

»ROMANOS [10.10] “Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação”.

Introdução: - O mundo anda desesperado, buscando a salvação, o livramento. As pessoas nos atuais dias de opressão, de angústias, de inquietude e ansiedade. Dias que realmente a humanidade não tem paz, não tem segurança, não tem saúde, não tem perspectiva quanto ao futuro.
Esta humanidade que sofre as angústias do inferno aqui na terra procura a solução para os seus problemas, mas não o encontra, porque a origem do problema não está aqui na terra, e consequentemente a solução dos problemas também não vêem da terra.
A ORIGEM DO PROBLEMA SEM DÚVIDA NENHUMA, está no pecado original. Pecado original, ou seja, o pecado cometido por Adão, que nada mais é do que a desobediência à ordem do Senhor.
A solução para este problema está em Cristo Jesus, o pão da vida que desceu do céu, e hoje está a Destra de Deus, atuando no mundo através da Sua Igreja, que é movida pelo Seu Espírito Santo.

NARRAÇÃO – Este texto fala exclusivamente da salvação que Deus opera. Ele parte da primícia, de que a Igreja do Antigo Testamento, isto é, a Igreja que viveu até a cruz, ou até a morte de Cristo a qual era formada pelo povo de Israel e tinha a promessa da salvação completa em Cristo Jesus, mas que não o recebeu quando Ele veio e o rejeitou.
Daquela Igreja somente o receberam aqueles a quem o próprio Deus havia separado, para que pudesse levar a pregação da salvação, aos próprios judeus e também aos gentios, que são aqueles que não pertencem â nação de Israel.

TEMA: A VERDADEIRA SALVAÇÃO.

I – A verdadeira salvação vem com Cristo Jesus.
O primeiro ato de Cristo no coração do homem sem dúvida nenhuma é depositar a fé no coração daquele que vai ser salvo.
Para isto ele o chama a ouvir a Palavra de Deus, e a entendê-la – Rm 10.17. “E, assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus”.
Quando ele entende acontece algumas coisas interessantes: -
Verso 9: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor, e em teu coração creres Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.
• Ele confessa no coração que Jesus é o Senhor – não porque recebeu bênçãos, mas porque se convenceu do pecado e estava morto nos delitos e pecados. João l6:8 “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”.
• Entende que Jesus realmente ressuscitou dos mortos e passou a ter vida com Deus.
Ele sabe que a Palavra está perto dele, ela sai pela boca, porque está no coração, ele ouviu a pregação. Verso 17.

II – A verdadeira salvação é operada no Espírito e visa à eternidade.
Versos 13 – “porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”
Ao ouvir a Palavra de Deus, o Espírito lhe abre a mente Ele passa a entender então começa a INVOCAR O NOME DO SENHOR. – Ele invoca porque tem certeza que no Juízo eterno será salvo porque já ressuscitou para Deus.
Porém, aquele que não der ouvido a esta Palavra da salvação, não será salvo, antes continua condenado por continuar sendo participante do pecado original e nessa condição será jogado no lago de Fogo eterno.

III – A Verdadeira salvação produz:
1 – Conhecimento pleno da justiça de Deus cf verso acima de João 16.8;
2 – Consciência de ser um real pecador desde o nascimento, Salmo 51.5;
3 – Arrependimento – que produz confissão – e traz a salvação, Atos 2.38 e 39;

CONCLUSÃO – Se você está lendo meu querido amigo, não é por acaso. O acaso não existe para Deus.
Você está lendo porque Deus te ama, Deus está lhe mostrando, porque Ele determinou que você ouvisse as palavras que opera a salvação, mas também avisa da condenação.
Porém, atente agora para os versos 18-19 “Pergunto mais: Porventura, não terá chegado ao conhecimento de Israel? Eu vos porei em ciúmes com um povo que não é nação, com gente insensata eu vos provocarei à ira. E Isaias a mais se atreve e diz: Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim”.
Verso 20 “quanto a Israel, porém diz: Todo o dia estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente".
Portanto se você quer que eu ore por você quer mais esclarecimentos ou conversar comigo estou pronto a te esclarecer deixe o seu comentário ou pedido no blog e te responderei.

Pr Diomar Vaini

criado por dvaini    7:17 — Arquivado em: Sem categoria

2/9/08

ALIMENTAR-SE DA BÍBLIA

“Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” I Pedro 2.2

O apóstolo mostra uma preocupação, que em minha opinião é essencial para que os filhos de Deus cheguem ao pleno conhecimento do Pai. Podemos comparar a palavra com a mãe que dispensa cuidado especial para o desenvolvimento dos filhos. A palavra de Deus “A Bíblia”, também faz com que nos desenvolvamos e cresçamos espiritualmente diante de Deus e Pai.
Pedro usa a figura de um bebê recém-nascido “meninos novamente nascidos”, para melhor exemplificar a ação positiva que a Bíblia exerce sobre os filhos de Deus.
DESEJAI, ansiar, uma criança recém-nascida, não deseja outra coisa, a não ser encontrar-se com o seio da mãe, para dali sugar o leite que lhe sustenta a vida e a faz crescer e desenvolver-se no seu corpinho ainda inseguro, ainda sem coordenação motora, ou seja, ‘Domínio próprio”, ou “Temperança”, cf Gl 5.23.
Examinando os acontecimentos industriais, políticos e econômicos da atualidade, nos deparamos com falsificações de alimento de todos os tipos, inclusive do leite materno. Quando a mãe, por exemplo, é uma fumante, o leite por si só já é contaminado, não produzindo boa saúde para o bebê. O leite chamado de bar, então nem se fala. Por exemplo, certa época no Rio Grande do Sul, estavam misturando cal ao leite, em outros estados, misturavam ao precioso líquido para as crianças, trigo, polvilho e tantos outros seres estranhos ao leite, sem contar a radioatividade causada no leite, provocada pelo acidente da usina atômica russa. Nos dias atuais temos outras espécies de contaminação no leite e em muitos outros tipos de alimento.
É por isso, que o apóstolo alerta: “O leite racional, não falsificado”. Este alerta é para toda a Igreja de Cristo, há muitos falsificadores da Bíblia, moldando o ensino deles ao seu próprio ego, à sua própria interpretação, daí, o apóstolo, dizer, “Leite racional não Falsificado”.
A Bíblia é a Palavra de Deus. Por intermédio dela o Espírito Santo promove o novo nascimento, alimenta espiritualmente os filhos de Deus. Assim como a mãe dá o seu ventre para a criança nascer, e depois o seu seio para alimentá-la, também é o processo bíblico, é a fonte da vida e de alimentação. Portanto, não pode ser contaminada pela vontade do homem, mas deve ser aceita como a Soberana Vontade de Deus, como alimento genuíno, puro, não falsificado. Não podemos colocar nesse alimento, nada do que não é próprio dela mesma.
Portanto, não nos deixemos levar pelos falsos profetas, os falsificadores da verdade Bíblica, que criam doutrinas não expressas nesta verdade. Alimentemo-nos dela com oração buscando a compreensão do seu ensino, e não buscando algo que simplesmente satisfaça o nosso ego, cuja satisfação, nada mais é do que doença espiritual.
Como filhos de Deus, tenhamos desejo intenso de buscarmos na Bíblia, aprender de Deus e colocar em prática aquilo que aprendemos. Tenhamos uma vida diária nos moldes que Cristo exige em sua Palavra. Tenhamos a Bíblia como regra única de fé e PRÁTICA, para que possamos gozar plenamente das bênçãos do Pai celestial.

Pr Diomar Vaini

criado por dvaini    6:29 — Arquivado em: Sem categoria

19/1/08

Discipulado Lição 7

LIÇÃO SETE - O QUE FAZER PARA SER SALVO

Nesta lilção você deve ler os textos citados ia Bíblia.
Você deve estar se perguntando agora: como poderei ser salvo?
Esta pergunta pode estar na tua cabeça, porque agora você sabe que é pecador e que Deus fechou o caminho para árvore da vida. Então tem consciência de estar numa terra amaldiçoada e longe de Deus.
Você ainda pode estar se perguntando: Quem vai para o céu e quem vai para o inferno?
Isso é que começaremos a responder agora:
1. Ninguém se salva por ser bonzinho, por fazer boas obras. Já vimos que não há um homem perfeito, ou, bom sequer. Todos os nossos pensamentos são impuros, egoístas. Nesta condição ninguém pode salvar a si mesmo. Efésios 2.8-9.Este presente pode chegar até você mediante a consciência do pecado, do arrependimento, confissão e o perdão de Deus. Lucas.24.47 “e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém.”. Atos 5.31.
2. A Bíblia tem uma figura simbólica, (simbolismo é aquilo que mostra e se compara com alguma coisa), esta figura é a ovelha. Por que a ovelha? A ovelha é um animal dócil, um animal passivo e obediente. Os crentes são comparados à ovelha, enquanto que Cristo é comparado ao Cordeiro. O Cordeiro tem as mesmas características da ovelha.
3. Isaías 53.4-8: Cristo é comparado ao Cordeiro, por que Ele foi obediente, dócil, mesmo quando foi levado para morrer na cruz. Veja: na Bíblia
4. Cristo cumpre a lei que Adão não cumpriu. Adão desobedeceu a Lei, Jesus obedeceu a lei. A lei para Adão era não comer da árvore da ciência do bem e do mal. A lei para Cristo era morrer na cruz no lugar do pecador. Adão desobedeceu e Cristo obedeceu. Leia - Filipenses 2.6-8; Colossenses 2.14; João 5.24; I João 3.14.
5. Arrependimento - Quando a pessoa se confronta com a justiça e a santidade de Deus, reconhece e aceita ser pecadora, inegavelmente se a Palavra de fato desceu ao seu coração ela se arrepende e confessa a Deus o fato de ser pecadora, pede perdão. Deus na sua infinita misericórdia perdoa, então o Espírito Santo aplica-lhe o sacrifício de Cristo, isto é, a banha simbolicamente com o sangue de Cristo, e ela fica livre do pecado. Isto é a salvação eterna. I João 1.8 a 2.2.
6. Novo nascimento - O ato do arrependimento e do perdão é chamado de novo nascimento, de salvação, ou de nova vida. Estudemos os seguintes textos: II Corintios 5.17; Tito 3.5-7; I Pedro 1.22-25; João 1.12 e 13; Romanos 5.1; Romanos 8.31 a 37; Colossenses 2.14; João 8.32. Nesta nova vida adquirida em Cristo, o salvo deixa de aceitar naturalmente o pecado, tem uma mente renovada no sentido espiritual sabendo discernir entre o bem e o mal. Colossenses 2.13, Leia Efésios 1.1-10 e Leia Efésios 2.1-10:

Vejamos agora o Contraste entre Cristo e Adão.
Adão cometeu o pecado no Éden, este pecado é o original que nos coloca no inferno.
Apocalipse 20.11-15: “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.”
21.8. “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.”.
Cristo obedece até a morte de Cruz, resgatando o homem, levando-o a Deus, com isto coloca-o no caminho que leva de volta ao Éden, onde terá de volta a sua condição de inocência.
Apocalipse 21.1-7. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.”.
Exercício
Medite em João 14 todo o capítulo, estude todo o texto e escreva com suas palavras o que você entendeu.

criado por dvaini    8:50 — Arquivado em: Sem categoria

16/1/08

Discipulado Lição 6

LIÇÃO SEIS - DEUS É JUSTIÇA MAS TAMBÉM É AMOR

Na lição anterior vimos Deus exercendo plena justiça. Ele não poderia fazer outra coisa diante da desobediência do homem a não ser tomar as providências que tomou.

Contudo, a Bíblia nos diz que Deus é Amor:
I João 4.8 “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” Se Deus é amor, Ele não poderia deixar de exercer este amor e exercer apenas a justiça.
Deus não errou em exercer a justiça. Porém, se Ele não salvar ninguém Ele prova o seu Amor? Claro está que não.
Se salvar a todos ele prova a sua justiça? Também está claro que não. Por isso Deus salva alguns para cumprir seu amor e deixa os outros no estado de pecado.
Mas por que Deus faz isto? Ora! se Deus é o Poder absoluto, se ele não salvar ninguém, Satanás sairá vitorioso. Se ele salvar a todos ele deixa de ser perfeito. Deus precisa conciliar tudo isto.
Isaías 48.9 “Por amor do meu nome retardo a minha ira, e por causa do meu louvor me contenho para contigo, para que eu não te extermine.”
Este amor que está expresso no versículo não é um amor egoísta, é o amor da perfeição que Deus distribuiu aos que serão salvos.
Mas de que forma Deus exerce estas duas coisas, isto é, a justiça e o amor.
1. Deus precisou de um homem perfeito para cumprir a lei da obediência. - Então olhou para a terra buscando pelo menos um justo.
Salmo 14.2 “O Senhor olhou do céu para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento, que buscasse a Deus.”.
E o que ele encontrou? O próprio homem consciente de que não havia ninguém justo sobre a terra.
Salmo 53.1 “Diz o néscio (louco, ou débil mental) no seu coração: Não há Deus. Corromperam-se e cometeram abominável iniqüidade; não há quem faça o bem.”.
Eclesiastes 7.20 “Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.”.
Romanos 3.12 “Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.”.
2. Então Deus gerou um filho. Este filho seria o homem perfeito, um homem que não cometeria pecado. Ele é o próprio Deus tomando a forma humana.
O Evangelho de João 1.1 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” e no versículo14, “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”.
3. Este Filho é o próprio Jesus Cristo. Como Ele se tornou homem, e ao mesmo tempo era Deus?
Ele foi gerado por um milagre. Não houve fecundação humana. O próprio Espírito de Deus gera no ventre da virgem Maria:
Lucas 1. 35; “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.”.
Desta forma a mulher virgem apenas foi instrumento de Deus para dar forma humana a si mesmo. Não houve neste caso a semente do homem. Este Jesus é o único verdadeiro Filho de Deus. Todos os demais seres humanos são criaturas, geradas do primeiro homem que fora criado do pó da terra.
Observação: Maria foi virgem somente no nascimento de Jesus, depois ela de seu esposo José concebeu outros filhos conforme:
Mateus 13.55-56 “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?”
4. Este Filho de Deus, o homem perfeito, sem pecado, obedeceu ao Pai em tudo, e tornou-se o único salvador.
Filipenses 2.6-8; “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.”.
Atos 4.12; “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”.
I Pedro 3.18; “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito,”
I Tessalonicenses 5.9; “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo,”.
II Timóteo 2.10; “Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória.”.
II Timóteo 3.15; “e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.”.
Hebreus 9.28. ”assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”
5. Cristo como Filho, sendo o próprio Deus, que desceu do céu para morrer em nosso lugar na Cruz, é fruto do amor de Deus para conosco.
João 3.16. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Temos, pois, a justiça de Deus sendo justamente exercida na desobediência de Adão, mas também vemos que o amor de Deus providenciou alguém para cumprir a lei da obediência para que alguns possam ser salvos.
Na próxima lição veremos quem será salvo.

Exercícios
01) – Como Deus aplica sua justiça e seu amor?
02) – Porque foi preciso Jesus Cristo vir a este mundo?
03) – Após o nascimento de Jesus Cristo Maria continuou virgem? Comente.
04) – O que foi preciso Jesus Cristo fazer para vir a este mundo?
05) – De que maneira Jesus Cristo prova o amor de Deus para conosco?

criado por dvaini    20:14 — Arquivado em: Sem categoria
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