Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

14/5/08

ABSTER-SE

“Abstende-vos de toda forma de mal”. I Ts 5.22 

Se há uma coisa que a carne não gosta de fazer, é deixar de desfrutar das delícias que ela mesma julga serem boas para si. Nestas delícias estão incluídos, alimentos, bebidas, vestuário, prazeres outros da carne, enfim, tudo aquilo que circunda a mente humana que se relaciona com o corpo. Por isso, mesmo, nós podemos não partir para nenhum extremo, porque, senão poderemos cair em um formalismo que tem uma aparência de santificação, ou numa liberalidade, onde nada é pecado. Assim podemos fazer um pequeno estudo desta fórmula dada pelo versículo acima.

1. Abster-se – Esta palavra pode ser traduzida literalmente por “Renunciai”, ou ainda “Afastai”. Renunciar, no sentido que está empregado aqui no texto está equivalente a “Recusar”. Desta forma o entendimento fica assim desenvolvido. A minha mente deseja alguma coisa, porém, esta coisa não está de acordo com os princípios espirituais que se coadunam com os mandamentos de Deus. Contudo, esta recusa não deve ser feita, por medo, mas por discernimento, e com o entendimento de que a recusa destas coisas condenadas por Deus, só traz benefícios. Portanto, quando o crente se abstém de alguma coisa, ele simplesmente está glorificando e santificando o nome de Deus em seu próprio ser.

2. Forma – “Aparência” – Não é simplesmente abster-se daquilo que se pode ingerir, usar, o mesmo praticar através do corpo, mas de coisas que aparentam. Neste sentido, é, o mesmo que dizer, que não se deve freqüentar ambientes, usar coisas que podem comprometer o testemunho que se dá de Cristo. Até mesmo um corte de cabelo pode comprometer, por Exemplo: Há certas coisas que tanto homens como mulheres que não são convertidos usam, que para o crente usar é condenável. E neste sentido, não se fala somente daquilo que a Bíblia condena, mas também daquilo que a sociedade como um todo condena. Vejamos um exemplo. Moralmente é condenada a mini-saia pela própria sociedade, quando usada pelo crente, embora esta mesma sociedade a use. Ou, então é também, moralmente condenado pela sociedade que o homem crente use brinco. A Bíblia, não fala claramente na mini saia, mas, fala que o corpo não deve ser mostrado, e, que os brincos são um sinal de escravidão. Qual forma aparente de mal que está inserido nisso. O crente foi chamado, ou separado do mundo para ter uma vida diferente. Logo quando ele tem os mesmos costumes da Sociedade, escandaliza o nome de Cristo. Assim, ele, usar e usufruir conforme o faz a sociedade comum, ele escandaliza o nome de Cristo, mesmo porque Cristo é Santo. Lembre-se de Mateus 5.48 “Sede santo, porque o vosso Pai Celestial é Santo”.

3. Mal – O mal aqui também, não é algo que venham penalizar o transgressor das regras acima, mas como já enfatizamos no item 2. É um grande mal para o nome de Cristo, para a Igreja de Deus, quando o crente não é prudente e não se abstêm de coisas que são inúteis, fútil. Também é um mau para ele próprio, porque ao se submeter às regras da sociedade, ele é simplesmente um escravo dela, e já não tem domínio próprio, nem tampouco, poder, torna-se uma pessoa comum no mundo, é claro que estamos aqui falando, no sentido espiritual. Uma pessoa que mesmo que fale de Cristo não é ouvida porque não está acompanhado de um testemunho que reflete a pessoa de Cristo, por não ser semelhante à santidade que Ele possui.

Portanto, meus amados irmãos, vejam como andais, para que não venham ser pedra de tropeço para os neófitos e para o próprio mundo que o tem como uma pessoa diferente, e se assim ele o tem, é porque você são nova criatura e as coisas do velho homem, ou seja, do homem natural, já passaram para ti. Glorifique o nome de Cristo em sua vida, e saiba que com isso você será verdadeiramente um servo de Deus abençoado e abençoador.

Pr Diomar Vaini.

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22/4/08

LOUVOR

Louvor é algo que caracteriza a vida do povo de Deus. É uma atitude básica de alegria e também de tristeza.
Deus se compraz e se deleita em Suas obras - Gn 1. Sl l04.31. Pv 8.30,3l. E toda a criação, incluindo os anjos, expressam sua alegria por meio do Louvor: Jó 38.4-7; Ap 4.6-11.
O Homem foi especialmente criado para regozijar-se nas obras de Deus, Sl 90.14-16, e cumpre esse propósito ao receber os dons de Deus. Ec 8.15; 9.7; 11.9; Fp 4.4,8.
A vinda do reino de Deus até este mundo é assinalada pela restauração da alegria, do louvor da parte do povo de Deus e da criação inteira. Is 9.2; Sl 96.11-13; Ap 96.11-13; Lc 2.13,14. Esta alegria onde o louvor se origina é franca pela presença remidora de Deus. Dt 27.7; Nm 10.10; Lv 23.40.
Portanto, na terra o louvor é dado a Deus tanto por causa da criação, como por causa da redenção. Sls 24 e 136. Este louvor é apenas um eco do louvor que vibra no céu. Ap 4.11 e 5.9,10.
Esta é uma diferença fundamental entre os pagãos e os filhos de Deus. Os pagãos negam atribuir qualquer fato à glória de Deus Rm 1.21 e Ap 16.9. Enquanto que o louvor é uma característica do povo de Deus para a glória de Deus I Pedro 2.9; Ef 1.13-14 e Fp 1.11.
O ato do louvor implica o dever da mais íntima comunhão com Aquele que está sendo louvado. Assim o louvor não somente expressa, mas completa o desfrutar de sua consumação tencionada.
No entanto, o louvor a Deus é freqüentemente ordenado aos homens como um dever, e a atitude do louvor deve depender da atitude de sentimento, Jó 1.21.
Alegrar-se perante o Senhor é parte da vida comum do Seu povo Dt 12.7; 16.11,12..
Há salmos que falam do louvor por toda a congregação, Sl 22.25; 34.3; 35.18. - onde o louvor honra o prazer a Deus 50.12.
Há salmos que são de um indivíduo, dando seu testemunho, 51.12-15.
Arranjos musicais elaborados eram feitos para a condução do louvor no templo. Sl 42.4. Havia coros ou solistas e coros Ex 15.20; O louvor era algo elaborado e não qualquer tipo de som ou barulho, ou letra. Salmo 150. Lembremo-nos dos cantores e levitas no templo.
Em termos de louvor o salmo que mais me impressiona é o 95. A Igreja primitiva guardou o hábito deste regozijo Lc 24.53 e At 3.1. Embora agora o louvor esteja muito mais ligado à redenção Lc 18.43 e Mc 2.12.
Novos hinos com a fisionomia cristã foram elaborados Ap 5.8-14, cf Cl 3.16 e I Co 14.26.
Ex Fp 2.6-11, foi composto e usado como hino de louvor a Cristo. Temos ainda Rm 8.31-39. O louvor deve ter como principal ponto:
Gratidão - Dt 26.1-11, auto-oferta sacrificial Fp 2.17-18.
Portanto louvor não é prazer individual das pessoas que louvam, mas deve ser um prazer para Deus ao recebê-lo. Porém, Deus não se agrada do louvor de tolos ou do louvor que não está em acordo com aquilo que Ele mesmo determina e para tanto registrou na Palavra.
Todo louvor que não expressa a verdade bíblica e tudo aquilo que não se coaduna com culto bíblico não agrada a Deus, mas somente as pessoas que o entoam.

Coletânea feita pela PR Diomar Vaini.

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21/4/08

O CONSOLADOR

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,”. João 14.16

Se existe algo na vida de uma pessoa que pode confortá-la, este algo só pode vir do Senhor Jesus. Quando Jesus ainda exercia seu ministério aqui na terra, como o Deus encarnado, no contexto do texto acima, estava confortando e fortalecendo os discípulos para aquilo que iria acontecer com Ele. Certamente Ele seria preso, morto na cruz e depois ressuscitaria. Mas antes que os discípulos pudessem entrar em pânico por tudo que iria acontecer, Jesus os avisa e os conforta, não somente para aqueles instantes desagradáveis que estavam prestes a se concretizar, mas a promessa aqui se estende para todos os dias da vida daqueles crêem nele e vivem sobre a face da terra, “a fim de que esteja para sempre convosco”.
Quando alguém está aflito, em tribulação, com enfermidade, em perseguição, ou qualquer outro tipo de adversidade que se possa imaginar, necessariamente é carente de Consolo. Jesus conhecendo as aflições que os seus discípulos iriam passar por aqueles dias, e que a Igreja seria perseguida, e que neste mundo a vida é cheia de aflições, faz a maior de todas as promessas para os seus viverem com a sua paz sobre a face da terra. Promete vir como Consolador na pessoa do Seu Espírito, ou seja, o Espírito Santo. Ele jamais abandona suas ovelhas, sempre está com elas e sobre elas para sustentá-las nos momentos de maiores perigos e adversidades que esta vida oferece.
Portanto diz Ele: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro CONSOLADOR”. Que maravilha não! Saber que podemos ter a certeza que em momentos difíceis da vida, Jesus está presente em nós na pessoa de um Consolador. Este Consolador, não somente tem a função de consolar, mas de sustentar a salvação, conceder forças, sabedoria e suporte para que o crente enfrente com ousadia, cara a cara todos os problemas que possam surgir. É exatamente por isso que o apóstolo Paulo escreve no livro à Igreja de Roma no cap 8.37 “Em todas as cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. E isto ele fala no contexto de que nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Nessa condição de termos junto a nós o Consolador, podemos confiantemente viver na paz de Deus. Não precisamos de modo algum nos desesperar seja qual for o problema que porventura venha nos atingir, porque esse Consolador também, nos guarda e nos protege como a menina de seus olhos, e assim tudo aquilo que possa nos atingir, certamente Ele mesmo estará tomando as providências necessárias. Assim, podemos descansar no Senhor, e confiar porque tudo o mais Ele fará.
Portanto, vivamos como consolados, como vencedores, porque Cristo já nos garantiu isso, tanto aqui na terra, como especialmente no novo céu e na nova terra. Rev. Diomar Vaini

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7/4/08

ALEGREI-ME

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor" S1 122.1

Alegria é resultado um sentimento que emanam de acontecimentos que envolvem o ser humano, mormente nas vitorias, nas realizações, nas conquistas e no lazer. Em assim sendo, o ser humano esta sempre a procura da alegria. Portanto, ele luta para que os seus objetivos sejam alcançados, para que o almejado a conquistar de fato e de verdade se concretize, então se prepara muito para o lazer. Por exemplo, ele trabalha uma semana um mês e até mesmo um ano com sua mente fixa no período de férias para ir a uma praia, fazer uma viagem, tudo em nome do descanso, mas na realidade. O que ele quer, salvas as exceções, é a satisfação e o lazer da carne.
Muitas vezes, um ápice de alegria está em uma conquista, para a qual, no entanto, não foram poupados nem pessoas nem métodos indecentes para atingi-lo. Este tipo de alegria é a mais alta satisfação do ego do ser humano, que em verdade em futuro próximo o cume atingido, se toma em lagrimas e tristeza.
Portanto o que o salmista diz sobre alegria, no texto em apreço nada tem haver com a alegria terrena, e sim com a alegria espiritual que emana da benção de Deus. A alegria do salmista está exatamente em ir à casa do Senhor, cuja casa é chamada casa de oração, onde o lazer da carne não é cultuado, as realizações, conquistas e tudo mais para a vida do ser humano na terra são deixadas para traz e pensa-se em cultuar a Deus, em plena comunhão com Ele, por se entender que nela se convém render graças por tudo o que Deus tem realizado na vida pessoal e na vida da Igreja (4), e por se entender que nela está o trono da justiça.
Por isso mesmo ele pede para que oremos pela paz da Igreja para que sejam prósperos os que amam ao Senhor (6) e assim e feito um pedido muito forte para que reine a paz na Igreja (7) esta paz seja por amor dos irmãos e amigos (8) e assim haja uma busca constante para o bem da Igreja e da Casa do Senhor.
Fica em tudo isso algumas perguntas para todos: Como temos nos comportado diante destes aspectos? Temos tido alegria em ir à casa do Senhor para nela cultuarmos a Deus e não a nos mesmos? Temos de fato rendido graças ao Senhor quando nela estamos ou temos ido apenas no intuito de buscarmos bênçãos? Temos orado pela paz da Igreja e a paz de cada irmão, por amor a eles e aos nossos amigos? Temos buscado o bem da Casa do Senhor? Pois bem se o nosso comportamento não tem sido esse, peçamos perdão a Deus, e mudemos a nossa vida espiritual. 

Pr Diomar Vaini

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3/4/08

TENHAMOS AMOR

“E, vendo Davi ao anjo que feria o povo falou ao Senhor, e disse: Eis que eu sou o que pequei, e eu o que iniquamente obrei; porém estas ovelhas que fizeram? seja, pois a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai.” II Sm 24.17 

Davi cometeu um pecado contra Deus, o pecado de mandar fazer o senso (contagem) do povo sem a permissão de Deus. Por este pecado foi então que Deus propôs a Davi três coisas: 1. Sete anos de fome sobre a terra; 2. Estar fugindo durante três meses dos inimigos; 3. Três dias de peste na terra. Davi respondeu que estava em grande angústia e preferia cair nas mãos do Senhor e não nas mãos dos homens. Então Deus enviou a peste a Israel.
Deus, desta forma tocou no que havia de mais precioso para Davi, que era o seu povo, aqui colocado como ovelhas demonstrando todo o seu cuidado. Ele havia pecado e agora intercede a favor das ovelhas. E pede que a mão do Senhor seja contra ele, Davi, e contra os da sua casa, poupando, assim, as ovelhas que estavam sofrendo a conseqüência do pecado cometido por ele.
Isto nos traz uma primorosa lição, a qual devemos aplicar à nossa própria vida. Se olharmos para Davi contemplaremos que ele não teve medo do Senhor. Sentiu, sim, uma grande dor pelas ovelhas que estavam sendo acometidas pela peste por sua culpa junto ao Senhor e que elas estavam sofrendo. É uma lição de amor, uma lição de altruísmo que deve nos movimentar para mudar o nosso ser. Quando vemos nossos irmãos doentes, necessitados, angustiados, atribulados, o que é que temos feito? Temos visitado? Temos orado por eles? Temos nos colocado à disposição deles para ajudá-los? Temos desenvolvido empatia, isto é, sentido o mesmo que estes nossos queridos sentem, se é que os temos por nossos queridos de fato? Será que já desejamos alguma vez estar no lugar do nosso irmão que está enfermo, angustiado, atribulado, necessitado, por amor a ele? Lembremo-nos que Cristo mostrou seu amor assumindo o nosso lugar na cruz.
O que de fato precisamos é ter mais amor, mais calor espiritual, mais comunhão e menos dissensões. Precisamos ser menos críticos, menos discordantes, menos difamadores.
Tomemos por exemplo o amor de Davi pelos seus irmãos, e apliquemos este exemplo em nossa vida diária para termos uma vida realmente cristã.

Rev. Diomar Vaini.

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1/4/08

PROTEÇÃO E SEGURANÇA

“Os caminhos do Senhor são retos; os justos andarão neles…” 

Em nenhum lugar da Bíblia é dito que a vida cristã seja fácil e que nosso roteiro nos seja dado com muita antecedência. O que Deus diz claramente é que Ele chama os filhos para exercitar a fé, para aprenderem a viver da Palavra que sai de Sua boca, continuando sempre em Seu caminho.
É o próprio Cristo que diz, em João 8.12 “Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. Todo crente sabe, de antemão, que os caminhos do Senhor são retos, seguros e traçados por Sua mão. Andando neles os justos permanecem firmes e em paz. Daquilo que não compreende sabe que terá um dia a explicação; não procura fugir às dificuldades; aceita-as como disciplina do Pai Celeste para instruí-lo. Basta ao crente saber que está dentro da vontade de Deus, em comunhão com Ele, sob céu aberto.
Muitas vezes o Senhor não nos conduz pelo caminho que nos parece o mais curto, mas Ele sabe conduzir pelo deserto o povo redimido por tão grande preço e seguramente por meio dos perigos através do Seu Santo Espírito. Andar em Seus caminhos é para o crente segurança e proteção, mesmo em situações adversas o Senhor nos abre caminho, e prepara-nos veredas para andarmos em frescor ainda que seja nos desertos da vida.
Ele disse; “Ensinar-te-ei o caminho que deves andar” Sl 32.9-8. Eis o segredo do repouso, da paz, da prosperidade e do sucesso espiritual: ficar nos caminhos de Deus, saber que são justos e que Ele conduz seus filhos passo a passo. Quando o cristão permanece nessa atitude, o maravilhoso plano de Deus se desvenda em toda a clareza de Seu amor, o qual conhece o fim desde o começo. É desta forma que o crente tem paz com Deus e comunhão com todos.

Rev. Diomar Vaini

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29/3/08

SER VENCEDOR SOBRE A CANRE

II Co 3.6
"O qual nos fez também capazes de sermos ministros dum novo testamento, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, e o espírito vivifica”. 

É muito comum em nossos lábios a expressão: “A carne é fraca", embora seja bíblica e verdadeira, quando a pronunciamos, normalmente é porque queremos ocultar o pecado ou o erro que o nosso irmão praticou. Esta é uma forma que muitas vezes usamos para ocultar os nossos próprios pecados e erros. Quando dizemos ocultar não é no sentido de divulgar para todos ou a qualquer pessoa o nosso pecado ou o pecado de outrem, mas, no sentido de acharmos uma desculpa para nós mesmos, tirando com isso a responsabilidade de sobre nós, jogando-a na carne, daí a expressando "A carne é fraca” ser usada abundantemente fora do sentido bíblico mais profundo. Jesus ao dizer esta frase (Mc 14:38), exorta antes para vigiar e orar, para que não entremos em tentação, porque o Espírito é está pronto, mostrando com isso que a vontade da carne pode ser crucificada.
Se quisermos ser vitoriosos e vencedores dos desejos da carne precisamos: 1) Vivermos a Palavra de Deus, isto é seguirmos os seus mandamentos e sua orientação, para o nosso viver diário; 2) Devemos viver o espírito da letra, isto significa que a Bíblia e seus ensinamentos deve ser regra de fé e prática, não devendo servir apenas para conhecimento intelectual; 3) é verdade que a carne é fraca, mas Jesus nos deu poder para sermos fortalecidos no Espírito o qual mata a vontade da carne. Ef 6:10 "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu Poder", significa que se nos revestirmos do Espírito, a carne fraca com suas paixões e vontades desenfreadas, não resistirá ao poder do Espírito.
Portanto, podemos ser mais do que vencedores nesta luta da carne contra o espírito se tivermos em Jesus. No poder do Espírito dominamos a vontade da carne. E se assim andarmos, acontecerá que seremos “Mais que vencedores, por aquele que nos amou” porque estaremos na força do Seu poder.

Pr Diomar Vaini.

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26/3/08

O MEDO

O medo contém o homem pelo temor do castigo, sentimento de que ele nunca se liberta. (Maquiavel – O pensamento Vivo, 110)

Em João 8.32 Jesus disse: “E conhecereis a verdade e a verdade os libertará”

O ser humano medroso é aquele que olha o futuro como incógnita, como uma nebulosa através da qual não se é capaz de contemplar o que está após ela, e assim a incerteza invade com um sentimento pessimista provocando o medo. Portanto, o medo é um sentimento de insegurança porque a pessoa não sabe como será o dia seguinte, se os seus projetos serão realizados e bem sucedidos, se irá viver ou não, se vencerá o seu adversário ou não, sem ter certeza de como os amigos, colegas e parentes estão agindo em relação à sua própria pessoa, e assim se torna castigado pelos seus próprios sentimentos.
Dessa forma quando Jesus disse que “a verdade nos liberta”, é porque vivemos bem o presente, olhamos para o futuro com projetos, no entanto aguardando o momento exato de eles serem concretizados, sem nos importarmos com o resultado. Sabemos que neste mundo passamos por aflições como o próprio Jesus nos alertou, porém temos a convicção que essas aflições são passageiras, desde que no momento em que passamos para a eternidade tudo isso finda, e começa uma outra vida espiritual.
O medo especialmente da morte é exatamente a incerteza do que se vai encontrar no além, e como é inato em cada um a existência de Deus, e isso traz o sentido se julgamento pelos próprios atos, assim fica estabelecido que Deus é justo e o homem pecador, dai o medo da morte pelo julgamento fiel de Deus e o destino desse julgamento.
Há dois caminhos para o homem, um é o estado original aqui na terra, onde ele age de acordo com os próprios pensamentos, satisfazendo a vontade da carne e andando segundo o curso do mundo, vivendo, portanto, distante de Deus, e isso nunca traz satisfação plena e produz o medo. O outro é Jesus Cristo que liberta a pessoa desses pecados, sufocando a vontade da carne, matando seu desejo e saindo do curso do mundo para viver sob a égide da Palavra de Deus, guardando seus mandamentos e estatutos. Isso traz para a pessoa uma certeza de vida eterna com Deus em um novo céu e uma nova terra, e convicção que está liberta do inferno. Então a pessoa passa de uma velha vida para uma nova, agora olhando para o futuro como certeza e não mais uma incógnita, porque tem a garantia espiritual da vida futura, ou seja, vida após morte, e já não tem o apego nas coisas da terra, passando a fazer uso delas apenas para a sobrevivência, sem mais a doença da vaidade, da avareza, do egoísmo, do orgulho exarcebado e da satisfação temporária da carne, porque espera o momento da vida plena no novo céu e na nova terra.
Você vive como? Com medo ou com confiança. Se com medo saiba que você está completamente dominado pelo mundo, se com confiança na vida após morte com Deus, você venceu a carne e é mais que vencedor em Cristo Jesus.
Medite e pense sobre o assunto.

Pr Diomar Vaini

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25/3/08

MAIOR PERDÃO, MAIOR AMOR.

A parábola do credor e seus dois devedores, em Lucas 7.41-43, faz parte de um texto maior que começa no versículo 36 e se estende até o versículo 50. Nele, afirma-se que o Senhor Jesus Cristo está em casa de um fariseu chamado Simão, que o havia convidado para jantar. Quando o Senhor toma lugar à mesa, chega uma mulher pecadora e age de maneira estranha, se considerado o comportamento, que na época se exigia da mulher, em publico: Ela beija os pés do Senhor, com a cabeça descoberta e os cabelos soltos. Beijar os pés de uma pessoa era o maior sinal de gratidão que alguém poderia demonstrar para com aquele que lhe havia salvado a vida. Soltar os cabelos na presença de um homem era um ato de descompostura jamais praticado por mulher de boa reputação. Assim, estamos diante de uma mulher que, que foi salva por Jesus Cristo, demonstrando para com o seu salvador uma gratidão imensa, a ponto de não se importar com a opinião das pessoas a respeito de seu comportamento em público.
O fariseu hospedeiro censura a acolhida que o Senhor Jesus dá a mulher de má reputação. Então, o Mestre lhe propõe a parábola do credor e seus dois devedores. Diz Ele que duas pessoas deviam para um mesmo credor. A primeira devia o equivalente a 50 dias de serviço de um trabalhador. A segunda devia o equivalente a 500 dias de serviço. Portanto, a segunda devia 10 vezes mais do que a primeira. A ambas, o credor perdoou a dívida. E o Mestre pergunta ao fariseu qual dos dois devedores deveria demonstrar maior gratidão. Ele nem precisou parar para pensar. Responde de pronto que era o que havia contraído a maior dívida.
Com a parábola, o Senhor chama a atenção do fariseu para si mesmo: Simão, você me recebe em sua casa. Você é muito gentil. Apenas isso. Na verdade, minha presença aqui em nada afeta a sua vida. Esta mulher me recebe de modo diferente. Ela me recebe no coração. Assim, a minha presença afeta inteiramente a sua vida. Simão, ela é pecadora sim. Concordo com você. Mas, Simão, o pecado não é barreira intransponível entre Deus e o homem. Digo-lhe que o Pai celeste ama o pecador e quer manter com ele uma relação de pai-filho verdadeira. Assim, se alguém considera a profundidade de seu pecado há de experimentar a grandeza do perdão de Deus. Mais que isso, reconhece as bênçãos de Deus e mostra-se grato a ele, como fez esta mulher. Ela, apesar de pecadora, está mais perto do reino de Deus do que você. Sabe por que? Porque ela tem aquilo que você não tem: profunda gratidão. Ela reconhece - você não - as bênçãos de Deus. Lembra-se da parábola? Pois é, ela está representada naquele que devia 500 dias de serviço. Maior perdão acarreta maior amor. Entendeu, agora, Simão, por que ela está mais perto do reino de Deus do que você?
O puxão de orelhas que Jesus Cristo dá em Simão, o fariseu, serve de lição para nós. Há, nessa lição, quatro aspectos fundamentais:
Primeiro - O verdadeiro cidadão do reino dos céus reconhece as bênçãos de Deus e, por isso, demonstra a sua gratidão, por meio da obediência à vontade do Senhor, em palavras e ações.
Segundo - a demonstração de nossa gratidão a Deus é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade das bênçãos que consideramos ter recebido do Senhor. Todo aquele que pouco agradece pouco considera ter recebido. Todo aquele que muito agradece muito considera ter recebido.
Terceiro - a salvação de nossa vida depende da fé e não de atos meritórios (Lc 7.50). A verdadeira fé aceita o perdão de Deus em Cristo e manifesta-se em amor para com o seu Senhor e Consumador que é Jesus Cristo.
Quarto - Deus não faz acepção de pessoas. A preferência que temos por determinadas pessoas - seja no trabalho da Igreja, seja em outra esfera - é marca da nossa humanidade. Ao Senhor o que realmente interessa é a qualidade interior da vida. Ao Senhor interessa a essência da vida, não a sua aparência.
Rev Diomar Vaini

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19/3/08

AUDIÇÃO, COMPREENSÃO E AÇÃO

"Nós vos mandamos, irmãos em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de qualquer irmão que anda desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes." II Ts 3.6

Vos aparteis, a palavra originalmente significa equipar, aprontar, referindo-se especialmente à preparação de um exército para uma expedição ou viagem marítima. Daí veio a significar reunião, ajuntar, como, por exemplo, uma pessoa ajunta as roupas e disso vem o sentido de uma reunião interior ou retiro, e, assim, de evitar ou desviar-se. Aqui denota o afastamento em relação aos irmãos que estão fora do caminho. Aqueles que se rebelam contra a doutrina séria e verdadeira, para se apegarem em coisas emocionais, em dogmas filosóficos que nada mais são do que sofismas. São pessoas que antes de procurarem a verdade, se deixam levar pelos sofismas, porque procuram agradarem a si mesmas.
Tradição, o apóstolo faz uma junção daqueles que andam desordenadamente e não seguem a tradição, isto é, o ensino autoritário que o apóstolo dava desde que, ele tinha a autoridade concedida pelo próprio Cristo. Portanto, não podia ele levar sofismas aos fiéis da Igreja. A verdade de Cristo, por si só, é autoritária, sem meio termo, e por vezes dura. Era isto que o apóstolo Paulo estava dizendo aqui como tradição. A tradição era permanecer na verdade, ensinar a verdade, e não fazer aliança, com os dissidentes desta verdade.
Recebestes, a palavra é direta e sem nenhum subterfúgio, é receber aquilo que é ensinado, e imediatamente colocar em prática. Esta é uma obrigação de todo crente. Jesus é muito claro no Evangelho, quando diz: Vós sereis meus amigos, se ouvirdes as minhas palavras e as praticardes. Tiago é enfático quando diz: Não sejais apenas ouvintes, mas sejais praticantes. Assim sendo, receber a palavra implica em audição, compreensão e ação. O crente ouve e é iluminado pelo Espírito Santo a compreender para imediatamente passar a viver de acordo com o que fora ensinado.
Meus queridos e amados, uma das coisas que mais agrada a Deus é a obediência. A obediência em todos os aspectos é a maior fonte de bênçãos do crente. Então que você se torne um filho obediente ao Deus e Pai, e por Ele seja grandemente abençoado.

Pr Diomar Vaini

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