Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

6/3/09

OS VITORIOSOS

Em 1970 o Brasil conquistou em caráter definitivo a taça Jules Rimet, ou seja, a copa do mundo. Todos torceram, para que o Brasil a ganhasse e então foi uma festa geral, gritos, pulos, fogos, uma vibração geral com os jogos, sobretudo na vitória final. Foi um entusiasmo geral, um contentamento sem igual, pois os brasileiros se sentiram parte de um time vencedor. Porém, não é somente nos esportes que as pessoas podem ser vitoriosas. Muitos lutam por vencer nos estudos, no trabalho, na família com o objetivo de conquistar maior prestígio, maior poder e mais comodidade.

O mundo em que vivemos é um mundo dinâmico onde quem não é ativo nos mais diversos aspectos fica para trás. A vida cristã, de forma idêntica, também é dinâmica e não pode parar. O cristão deve crescer sempre, não se acomodar à situação da vida espiritual atual. Porém, o que significa vitória na vida cristã? Que deve fazer ou qual caminho a seguir para alcançar esse crescimento? Qual o ganho com isso? Vejamos o que segue:
 
I – O OBJETIVO – Todo aquele que participa de uma competição certamente tem um objetivo ou uma meta a alcançar. (I Corintios 9.26). O jogador de futebol precisa de gol. Gol vem da palavra inglesa “goal”, que significa exatamente meta, alvo. Portanto qual a meta que o cristão precisa alcançar? A estatura de Cristo é a resposta. Isto é crescer constantemente para aproximar-se o mais possível da perfeição de Cristo (I Coríntios 1.28). Não se pode pensar em vitória sem que se tenham os olhos fixos na meta. Mas, saber qual o alvo que se deve atingir não é o bastante. Precisa-se caminhar para alcançá-lo (Filipenses 3.13,14). Para isso veremos mais um ponto.
 
II – EMPENHO – Qualquer pessoa que está em uma competição, em uma luta, necessita de empenhar-se. Um corredor automobilístico prepara-se a si mesmo e ao seu carro com muito treinamento e no momento da competição com muita concentração. Outros esportes necessitam de preparação física e psicológica. Eles se preparam muito para atingirem seu objetivo, ou seja, uma glória passageira, quanto mais deve então se preparar o cristão para um objetivo bem mais glorioso e eterno.
O empenho que o cristão deve ter não é preocupar-se com seu físico, isso não quer dizer que não precisa cuidar de sua saúde e aparência, mesmo porque ele é templo do Espírito Santo e não é propriedade sua, mas de Deus. Nesse sentido, portanto, o cristão é apenas mordomo dele? Com isso deve amar o seu corpo, cuidar dele, alimentá-lo, vesti-lo. Mas, o melhor empenho é cuidar da mente, desenvolver os dons que Deus lhe deu (Mateus 25.14-30), selecionando suas amizades e ambientes de convivência, enfim precisa ser disciplinado no mais importante que é o crescimento espiritual. É esse crescimento que promove constante comunhão com o Senhor, portanto indispensável (I Timóteo 4.8).
 
III – A JORNADA – Como vimos, o empenho no crescimento e no preparo para uma vida cristã mais dinâmica não está alienada à jornada da vida aqui neste mundo. Qual o adversário a enfrentar? A Escritura nos diz que são forças do mal (Efésios 6.11-12). Essas forças agem no mundo nos tentando para que pequemos e assim estejamos ainda que por pouco tempo afastados de Deus. Ao nos submetermos às insinuações dessas forças somos levados à desobediência e à infidelidade a Deus. Os nossos pecados, as nossas fraquezas, o nosso comodismo, as ofertas deste mundo, querem nos levar para longe de Deus. Portanto a vida cristã nos apresenta vários desafios que devemos lutar por vencê-los com o objetivo de vivermos uma vida santa. Duas coisas devem nos incentivar nessa jornada, a certeza de que Deus está em nosso auxílio e a vitória final que é eterna.
 
Concluindo podemos dizer que os que perseveram nessa jornada com uma vida santa, já têm a vitória garantida por Deus (I Coríntios 9.24-25) e é uma vitória concedida por Deus (I Coríntios 15.57). A coroa da vida que é a nossa vitória (Apocalipse 2.10). Sabemos que nessa jornada sobre a terra passamos por tribulações, mas a recompensa é maior que as dificuldades. A vida que teremos na eternidade junto de Jesus cheia de alegria, sem quaisquer problemas, sem dores, sem pranto, sem clamor, sem morte (Apocalipse 21.4) ultrapassa a nossa compreensão. Portanto a Ele o Senhor Jesus é que devemos servir para que sua Igreja seja santa, sem sensacionalismo, sem comoção, mas equilibrada e racional para que a Ele seja dada a glória de nossa vitória. A nossa vitória, a nossa taça é muito maior que a “Jules Rimet”, a nossa alegria é muito maior que a alegria do povo brasileiro quando teve toda aquela emoção em que a nação inteira foi envolvida. Aquela taça já foi roubada e destruída, a nossa coroa é eterna e nem a traça e a ferrugem a consome e nem o ladrão a rouba. Ela tem o selo não de uma pessoa humana, mas o carimbo do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Pr Diomar Vaini.
 
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26/2/09

AS BEM-AVENTURANÇAS

 Mateus 5.1-12

 
Nesta passagem convencionada por “Sermão do Monte, ou da Montanha”, um discurso particular para seus discípulos, foi realizado em campo aberto. E foi nesse sermão que o Mestre estabeleceu os pontos básicos do reino que veio instalar.
 
I – NARRAÇÃO – Nesse sermão foi estabelecido Jesus como eterno ou sumo sacerdote e profeta. Antes, porém Jesus passou pelos dois batismos: a) o da justiça – Mt 3.13-15), b) o do fogo (tentação) Mt 4.1. Agora investido, inicia seu ministério com a pregação cf Mt 4.17, e daí por diante passou a ter vários seguidores, entre os quais alguns se fizeram seus discípulos – Mt 4.23 e 25. Foi com estes que Jesus realizou um curso de doutrina pedagógico e prático, por cerca de três anos, no qual o sermão do Monte foi a inauguração, e a aula que teve, na noite da Santa Ceia foi o seu encerramento. No sermão do Monte Jesus apresenta as diretrizes do seu Reino. O texto em apreço ressalta as características dos cidadãos do Reino, ou o caráter do cristão. O texto destaca o fato de que o Mestre se afastou da multidão, e seus discípulos de acercaram dele, então e lhes dá essa primeira aula das diretrizes do Reino.
 
II – AS BEM AVENTURANÇAS – Bem-aventurado expressa felicidade, ventura. Essa característica é íntima do cristão. O cristão é feliz e genuinamente feliz. Essa felicidade é gerada pelo Espírito Santo que lhe dá o senso moral, ou seja, uma consciência que tem a cumprir os princípios cristãos. As bem-aventuranças são oito, as quais passaremos a uma análise.
 
1.Humildes de espírito– verso 3 – Pobres de espírito conforme o original, não são pessoas retardadas nem simplórias. A palavra no original é “pobres no espírito”. É algo interior, ou seja, humildade, pureza e sinceridade interior. É a isenção de má fé, malícia ou maledicência, é uma demonstração de humilde sentimento de sinceridade e modéstia interior.
 
2.Os que Choram –verso 4 – A referência aqui não é apenas para um choro exterior, ou emocional. O significado aqui é para aquele que embora sinceramente entristecido por causa do mal seja feliz. É uma consciência ocasionada pela consciência do mal em sua vida, e também observação da existência do mal, neste mundo. É a sensibilidade espiritual ante a existência e das conseqüências do pecado, em sua vida e na dos outros.
 
3.Mansos – verso 5 – Esta virtude somente o verdadeiro cristão a possui. Ela é resultado da humildade interior referida no verso 3. Significa que três cousas estão ausentes: 1) pretensão ou vaidade; 2) ressentimento; 3) impaciência ao enfrentar a injustiça. São Atitudes dinâmicas e positivas, pois elas exigem esforços, domínio próprio e compreensão.
 
4.Sede de Justiça – verso 6 – “Fome e sede de justiça” é um desejo profundo de agir de forma correta. É a procura de respeitar as leis humanas e cumprir as leis de Deus. Jesus aponta o ideal cristão de vida correta. O cristão aceita esses padrões e princípios como forma correta de vida e procura viver essa retidão.
5.Misericórdia – verso 7 – Por ter o cristão um padrão muito elevado, torna-se difícil de ser seguido. Esse atributo aparece apenas duas vezes no Novo Testamento, aqui, como padrão e em Hebreus 2.17, como atributo de Cristo. Misericórdia significa se preocupar com o bem dos outros: 1) emocionalmente, presta solidariedade; 2) voluntariamente, exerce compaixão com compreensão; 3) praticamente, exerce beneficência. A misericórdia leva o cristão a sentir, emocionar-se e ajudar na necessidade alheia.
 
6.Pureza – verso 8 – É o interior purificado pelo Espírito Santo. A pureza cristã é algo que está na alma, um interior genuíno. Em Natanael Jesus não viu dolo, o cristão sincero é pessoa limpa pelo Espírito de Deus.
 
7.Pacificadores – verso 9 – A palavra no original grego significa cultivar e promover a paz. O cristão é devidamente habilitado para estabelecer a paz porque ele tem a noção consciente e experiência de paz. Ele é um trabalhador incansável na luta pela paz. Ele não é um grevista ou pacifista, mas verdadeiro pacificador: Romanos 12.18 “se possível, quanto depender de voz, tende paz com todos os homens”.
 
8.Perseguidos por causa da justiça – verso 10 – O cristão é a pessoa que com as características até aqui assinaladas vive em constante conflito com o mundo. Na prática o cristão vive padrões diferentes dos padrões do mundo. Embora na maioria das vezes incompreendido, o cristão é feliz mesmo vivendo os conflitos e as adversidades que o mundo lhe impõe. Embora esteja sendo perseguido por causa da justiça de Cristo na luta dos seus conflitos ele se exercita e se disciplina como súdito do reino de Cristo.
 
9.Prova final – versos 11 e 12 – Esta bem-aventurança nos parece uma continuação da anterior. O cristão exercendo sua missão para glorificar e anunciar a Cristo passa por essa tremenda prova, sujeitando-se à crítica insultuosa (injúria), à tensão externa (perseguição), às tentações do mal (todo mal) e finalmente à maledicência (mentiras).
 
10.Recompensa final – verso 12 – O cristão ao passar por esses rigorosos testes, liberalmente, para seguir este mais elevado padrão de conduta e moral pela relevância de seus motivos: 1) A mais nobre e elevada causa – “por minha causa”, 2) A mais digna companhia – “Assim perseguiram os profetas”, 3) A mais elevada recompensa – “grande é o vosso galardão nos céus).
 
Portanto, o cristão que se desvencilha das coisas da carne e dos prazeres do mundo sofre e goza as bem-aventuranças, porém é portador da paz na alma que somente ele pode sentir o que é impossível descrever, e isso incomoda as pessoas e até mesmo os cristãos francos na fé, mas agrada e glorifica a Deus.
 
Pr Diomar Vaini
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21/2/09

COMBATI O BOM COMBATE

 

“Quanto a mim, a hora de ser sacrificado já chegou, e já é tempo de deixar esta vida” 2 Tm 4.6
 
Parece que foi ontem que comecei a lutar por Cristo. E tudo passou tão rápidamente…
Ao longo do tempo as marcas do combate apare­ceram em meu corpo. Meus olhos e suas lagrimas, minha voz e a rouquidão das pregações, dos cânticos e dos gritos de dor.      .
Minhas mãos e os calos das agulhas de tecelão e as manchas das tintas.
Meus pés e a marcha por caminhos que Ele um dia me fez andar.
Combati o bom combate, não para derramar san­gue ou fazer violência, mas para repartir o amor de Deus com os outros.
E o sangue do meu coração se uniu às lágrimas do meu rosto pela dureza de coração daqueles que rejei­taram o amor de Jesus.
Combati o bom combate. E ainda que meu corpo se aproxime do fim, do ponto final, da grande chegada por essa estrada que me levou, ainda assim a fé no Senhor me faz olhar alem da cortina do tempo e do imenso espaço.
Chego ao fim da carreira, mas não para o deses­pero do não ter futuro. Contemplo uma estrada longa que me espera.
E Ele, que esteve comigo na manha daquele cami­nho de Damasco, quando atônito fui jogado ao chão, já me espera "um pouco além do presente", na esquina do tempo e da eternidade.
 
                                                                                                       Extraído do Cada Dia
 

 

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17/2/09

SISTEMA DE VALORES

 INTRODUÇÃO

 
Creio que o supremo valor a ser preservado é a vida humana, tanto estado físico como no sentido espiritual, ou seja, no que se refere à vida temporal quanto à vida eterna. A vida eterna e suas perspectivas surgem quanto é descoberto o princípio da lealdade suprema de Deus, que estão expressos na bíblia. É a partir deste ponto que se estabelece o sistema de valores, significando que os valores espirituais têm uma visão de uma categoria de valores mais elevados e assim subordina os demais valores que dão significado à vida humana.
 
Nos capítulos 5 a 7 do evangelho segundo Mates Jesus nos apresenta no Sermão do Monte os princípios fundamentais de seu Reino. Se retirarmos dos símbolos de fé e da vida dos cristãos, o Evangelho perde uma parte insubstituível de seu conteúdo. O texto nos remete àqueles que vivem hipocritamente ao demonstrarem uma vida de religiosidade, porém destituída de uma fé autêntica e de personalidade bastante corrompida. O intuito dos hipócritas é apenas manter aparências. Tudo o que eles desejam é formarem uma imagem de si mesmos favorável aos demais. Eles vivem em função de glórias humanas e para tanto sacrificam qualquer coisa para satisfazerem suas vaidades e orgulho pessoais. Jesus mostra especialmente em Mateus 6, a humildade no jejuar, como não se pode servir a dois senhores, estes dois comparados mostram a hipocrisia da religiosidade. Pois, Jesus se refere à recompensa que o Pai concede àquele que ora em secreto. Misturar piedade com vantagens materiais cf versos 22 e 23 certamente fere os princípios da verdadeira fé, pois nos versículos são apresentados luz e trevas para significar a interioridade da verdadeira religião e o que ela produz sobre o indivíduo por completo.
 
Não acumuleis para vós outros tesouros. Não há especificação do tipo de tesouro, desta forma pode ser aplicados a qualquer bem material, roupas, alimentos ou dinheiro. Refere-se à tendência de gastar a vida no constante esforço para possuir tudo aquilo que torna o homem rico, porém perece e por aqui fica. Também Jesus aplica a bens imateriais, como a fama, o prestigio as honrarias, os elogios, etc.
 
Sobre a terra. Refere-se à natureza dos bens, evidencia aquilo e se origina na terra, nela também fica. Se os homens entendessem que o juntar casa a casa, campo a campo, até que não haja mais lugar e ficarem como únicos moradores na terra Is 5.8 não lhes trazem felicidade, o mundo certamente seria bem melhor, não haveria guerras, não haveria tantas injustiças, as guerras cessariam e o homem passaria a desfrutar as belezas verdadeiras da terra e não a destruiria. Homens matam, roubam, falseiam para ajuntar tesouros que nem sequer conseguem levar para a sepultura. Ficam ali na terra e muitas vezes desperdiçados por seus herdeiros.
 
Onde a traça e a ferrugem. Expressa bem o que ocorre com os bens acumulados ou retirados de circulação. Não beneficiam a ninguém e foram consumidos sem proveito até para o seu próprio dono. A cupidez e o egoísmo é um retrato que mostra que não somente roupas, alimentos, dinheiro se tornam imprestáveis quando guardados por longo tempo, mas também os sentimentos nobres, as boas ações, as amizades, o qualquer outro valor equivalente, todos igualmente são corroídos pelas traças e ferrugem. Por isso essa advertência do Senhor se torna muito grave.
 
E onde ladrões escavam e roubam. Aqui vemos outra agência de destruição. No primeiro caso os bens são destruídos pela ação do tempo. Aqui se trata de algo exterior provocada por aqueles que igualmente ambiciosos ou preguiçosos e de má índole, também desejam os mesmos bens, mas acham muito penoso trabalhar para o ajuntarem esses bens. Jesus disse à Igreja de Laodicéia no Apocalipse 3. “conheço as tuas obras… dizes: Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”.
 
Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça e nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam. Esta exortação vem no sentido positivo. Em lugar de cobiça de bens passageiros, de valor temporário, o homem deve buscar a posse de bens permanentes, tesouros que possa guardar, não em cofre de aço, mas na sua mente, no seu coração, riquezas que consistam não de alqueires de terra, nem de ações na Bolsa de valores, ou de casas de aluguel, mas que são substâncias morais que consolidam o caráter. Trata-se de virtudes que procedem e refletem a graça que provém do Espírito Santo que colocam o homem em harmonia com Deus. Esses bens são de natureza espiritual e provoca discernimento, paciência, humildade, honestidade de propósito, disposição para amar e confiar integralmente. Como não são bens de origem terrena, estão guardados contra a traça, a ferrugem e os ladrões.
 
Onde está o teu tesouro, ai estará também o teu coração. Este ensino deixa claro a íntima relação dos bens e de sua natureza espiritual, e o nosso viver diário. De um lado vivemos sustentados pela esperança da posse da vida eterna com Deus nas delícias da pátria celestial que nos está prometido. E assim não permitiremos que esses valores espirituais prejudiquem a riqueza de nossa vida com Deus. Porém aos que dão valor apenas aos tesouros da terra, serão eternamente atormentados no lago de fogo. Vejam a parábola do rico e Lázaro.
 
Concluindo:
 
  1. Cristo é o Autor e Consumador de nossa fé, e a Ele devemos obediência acima de qualquer outra preocupação.
  2. O Reino de Deus e a sua justiça devem ocupar o primeiro lugar em nossas cogitações, porque as portas dele foram abertas por Cristo.
  3. O Espírito Santo é quem nos ilumina para fazermos as seleções de valores e selecioná-las.
  4. Não devemos gastar tempo para acumular falsos valores, mas enfrentarmos as duras provas como testemunhas de Cristo no meio de uma geração má e corrompida pelo pecado, e sabermos que o nosso tesouro está escondido com Deus em Cristo Jesus.
Pr Diomar Vaini
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29/11/08

Os caminhos do Senhor são retos

Em nenhum lugar da Bíblia lemos que a vida cristã seja fácil. O que Deus diz claramente é que Ele chama os filhos para exercitarem a fé, para aprenderem a viver da Palavra que sai da Sua boca, não se desviando de Seu caminho.
É o próprio Cristo quem diz, em Jo 8.12; Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. Todo crente sabe, de antemão, que os caminhos do Senhor são retos, seguros e traçados por Sua mão. Andando neles os justos permanecem firmes e em paz muitas vezes naquilo que não compreendem, mas sabem que terão no dia final a explicação; não procuram fugir das dificuldades; aceita-as como disciplina ou provas vindas do Pai Celeste para instruí-lo ou usá-lo, para isso basta ao crente saber que está dentro da vontade de Deus, em comunhão com Ele, sob céu aberto. Muitas vezes o Senhor não nos conduz pelo caminho mais curto, mas Ele sabe conduzir pelo deserto o povo redimido por tão grande preço e dirigi-lo seguramente por meio dos perigos através do Seu Santo Espírito. Andar em Seus caminhos é para os crentes segurança e proteção. Mesmo em situações adversas o Senhor lhes abre o caminho, e prepara veredas para andarem firmes mesmo nos desertos da vida.
Ele disse: Ensinar-te-ei o caminho que deves seguir Sl 32.8. Eis o segredo do repouso, da paz, da segurança, da felicidade e do sucesso espiritual: Ficar nos caminhos de Deus, saber que são justos e que Ele conduz seus filhos passo a passo. Quando os cristãos permanecem nessa atitude, o maravilhoso plano de Deus se desvenda com toda a clareza e passam a compreender a amplitude do Seu maravilhoso amor e a gozá-lo diariamente.

Rev. Diomar Vaini

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11/11/08

CONSOLADOR

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja pra sempre convosco,”. Jo 14.16

Algo na vida do crente que pode confortá-lo é poder ouvir do Senhor Jesus. O texto acima quando e de Jesus dito quando Ele exercia seu ministério aqui na terra como o Deus encarnado. No contexto do texto, estava confortando e fortalecendo os discípulos para aquilo que iria acontecer com Ele. Certamente seria preso, morto na cruz e depois ressuscitaria. Mas antes que os discípulos pudessem entrar em pânico por tudo por esses acontecimentos, Jesus os avisa e os conforta, não somente para aqueles instantes desagradáveis que estavam prestes a se concretizar, mas a promessa se estende para todos os dias da vida que o crente vive sobre a face da terra, “a fim de que esteja para sempre convosco”.
Quando alguém está aflito, em tribulação, com enfermidade, em perseguição, ou qualquer outro tipo de adversidade que se possa imaginar, necessariamente é carente de Consolo. Jesus conhecendo as aflições que os seus discípulos iriam passar por aqueles dias, e que a Igreja seria perseguida, e que neste mundo a vida é cheia de aflições, faz a maior de todas as promessas para os crentes viverem com a sua paz sobre a face da terra. Promete vir como Consolador na pessoa do Seu Espírito, ou seja, o Espírito Santo. Ele jamais abandona suas ovelhas, sempre está com elas e sobre elas para sustentá-las nos momentos de maiores perigos e adversidades que esta vida oferece.
Portanto diz Ele: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro CONSOLADOR”. Que maravilha não! Saber que podemos ter a certeza que em momentos difíceis da vida, Jesus está presente em nós na pessoa de um Consolador. Este Consolador, não somente tem a função de consolar, mas de sustentar a salvação, conceder forças, sabedoria e suporte para que o crente enfrente com ousadia, cara a cara todos os problemas que possam surgir. É exatamente por isso que o apóstolo Paulo escreve no livro à Igreja de Roma no cap 8.37 “Em todas estas cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. E isto ele fala no contexto de que nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Nessa condição podemos confiantemente viver na paz de Deus. Não precisamos de modo algum nos desesperar seja qual for o problema que porventura venha nos atingir, porque esse Consolador também, nos guarda e nos protege como a menina de seus olhos, e assim tudo aquilo que possa nos atingir, certamente Ele mesmo estará tomando as providências necessárias e assim, podemos descansar no Senhor, e confiar porque tudo o mais Ele fará.
Portanto, vivamos como consolados, como vencedores, porque Cristo já nos garantiu isso, tanto aqui na terra, como especialmente no novo céu e na nova terra. Rev.

Diomar Vaini

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17/8/08

ORAÇÃO

“E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus.” Rm 15.30.

É público e notório pela narração bíblica, que, em toda a vida do apóstolo Paulo, ele era odiado entre sua própria nação em razão das falsas acusações assacadas contra ele, ou seja: que ele ensinava os judeus a apostatarem de Moisés. Paulo era consciente o quanto às interpretações equivocadas podem afetar o inocente, particularmente entre os judeus que se deixavam levar por cego entusiasmo. Também havia o testemunho do Espírito Santo, mencionado em Atos 20:23, o qual freqüentemente o prevenia de que dores e prisões havia de padecer em Jerusalém. Assim, quanto maior fosse o perigo, mais determinado ele se tornava para orar. Por isso, Paulo tinha um grande anseio em recomendar às Igrejas sua segurança. Portanto, não é estranho o fato de que ele vivia ansioso por sua vida, porque bem sabia que sua morte seria grande prejuízo para a Igreja.
A frase “Que luteis juntamente comigo nas vossas orações”, é fundamental no contexto, pois, indica as dificuldades nas quais é colocado, e ao suplicar a ajuda deles nesta batalha, evidencia a sensibilidade que deve inspirar as orações formuladas pelos crentes em favor de seus irmãos. Diz ele que os irmãos devem tomar parte nas aflições de seus irmãos como se estivessem colocados nas mesmas circunstâncias difíceis. Também mostra o efeito que tais orações têm. O crente que apresenta um irmão ao Senhor proporciona-lhe uma grande medida de apoio ao receber uma porção das aflições dele sobre si mesmo. Se nossa força depende das orações dirigidas a Deus, então o caminho mais seguro de fortalecermos nossos irmãos é orando a Deus em favor deles.
Sendo assim, necessário se faz que cada sociedade da Igreja, cada Departamento, cada conjunto musical, crie pelo menos uma reunião de oração por mês. Esta reunião de oração levará ao trono da graça as dificuldades, colocará diante do Senhor os irmãos que estão desanimados, com problemas, com dificuldades de desempenharem seus ministérios e, certamente o resultado é o fortalecimento de Deus para cada membro participante e por conseqüência o fortalecimento da Igreja como um todo.
Também é importante que estejam orando pelo pastor, para que ele tenha o revestimento do Espírito Santo, tornando-se desta forma, sábio, espiritual, bom conselheiro, bom condutor, com o fim de edificar toda a Igreja.
É importante ainda, que se ore por aqueles que estão em eminência no governo terreno da Igreja, para que sejam homens de Deus, para administrarem com sabedoria, amor e verdadeira justiça, as causas da Igreja de Cristo.
O crente comprometido e envolvido com Cristo quer um ministério cheio de vitória, cheio de amor, de prosperidade espiritual. O caminho para que esta prosperidade chegue é exatamente a oração. Portanto, oremos sem cessar, a todo instante para que possamos realmente ter a alegria da vitória e da glória ao nosso Senhor Jesus Cristo.
A todos os meus queridos irmãos, desejo uma vida de amor, de comunhão, de paz, repleta de alegrias. Que as famílias sejam unidas e harmoniosas, que as dificuldades sejam superadas, e o amor seja reinante.
E que o amor de Deus o Pai, a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho, e a comunhão consoladora do Espírito Santo, estejam sobre todos. Amém.

Rev. Diomar Vaini

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21/7/08

LIBERTOS DO PECADO

“Agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus…” Rm 8.1a.

O apóstolo Paulo vinha falando à Igreja em Roma, sobre o combate que os crentes têm continuamente contra a carne, volta a consolá-los sobre o pecado que vez por outra tem uma vitória aparente, todavia, não estão em perigo porque não estão sob o poder da morte e livres de toda maldição porque já não vivem segundo a carne, mas segundo o espírito. Reúne três coisas aqui:
1º - a imperfeição da qual os crentes estão sempre acompanhados;
2º - a bondade e a doçura de Deus que é manifesta suportando e perdoando os crentes;
3º - a regeneração do espírito, esta especialmente para que em nada se envaideçam e nem creiam em prodígios como se estando livres da maldição como se pudessem com muito gosto soltar a carne para satisfação de seus desejos. Como o assunto é sobre o combate que os crentes têm continuamente contra a carne, então mostra então que não devem gloriar-se em suas vitórias, porém, não se descuidarem de suas vidas, estarem sempre debaixo dos cuidados e do amparo da graça, som suas consciências presas ao temor do senhor para andarem cheios do Espírito, permanecendo em Cristo e assim fora do perigo da condenação eterna.
Estas são a nossa condição, podemos ser vitoriosos já, agora, a vitória futura esta garantida demonstremo-la sendo vitoriosos nas batalhas da vida terrena manifestando o poder do Espírito que em nós habita.

Pr Diomar Vaini

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12/7/08

QUEM DOMINA O HOMEM

"Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciões persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.
E, respondendo o presidente, disse-lhes: Quais desses dois querem que eu solte? E eles disseram: Barrabás.”Mt 27.20-21.

É inquestionável que o homem natural é dominado pelas coisas da carne, faz sempre aquilo que Satanás dita. Este domínio, contudo, não o liberta do sentimento de culpa. Muitos hoje em dia já não ligam para este sentimento de culpa, e procuram sufocá-lo com divertimentos ou desculpas, outros ainda continuam se penitenciando na quarta feira de cinzas para se livrarem da culpa ou confessando suas culpas a uma pessoa que diz ter poder de absolve-los dos pecados. Mas por que estamos falando disso? Vejamos o porquê:
1. Quando Jesus estava perante Pilatos para ser julgado, houve um “verdadeiro carnaval”, (a história nos conta que eles dançavam e gritavam, escarneciam e zombavam de Jesus) e a multidão presente guiada pelos seus líderes, foi conduzida a pedir a crucificação de um santo no lugar de um ladrão e salteador.
2. Na crucificação após acontecer tudo o que a Bíblia havia profetizado, então, esta multidão disse: "… Verdadeiramente este era o Filho de Deus." Em contraste com esta multidão a Bíblia relata que havia ali algumas poucas pessoas que serviam a Jesus, dentre estas alguns nomes são citados cf Mt 27.55-56. Estas poucas pessoas contemplavam tudo aquilo com dor no coração, por presenciarem a maldade do homem sem Deus, a maldade da multidão guiada por Satanás.
3. Hoje temos alguns grupos que se autodenominam evangélicos, que formam grupos carnavalescos e vão para as ruas dançarem, fantasiados, e até mesmo com vestimentas comprometedoras quanto à nudez e à sensualidade, cantando samba enredo que é essencialmente música espírita, e o pior que no meio dessa sensualidade levam o nome de Cristo ao escárnio, ou a se confundir com os mesmos costumes satânicos. Estes não sentem o peso do pecado, porque estão com suas mentes cauterizadas, e já não sabem diferenciar a doutrina da santificação com a doutrina da podridão. Aquela vem de Deus e esta do Diabo.
Meus queridos este quadro nos leva somente para uma idéia. A idéia de que devemos chorar muito, pois, até o nome de Cristo já estão usando para exporem todo o sentimento podre, sensual, e os mais baixos desejos da carne, para se livrarem da culpa. E nós temos que combater com todas as nossas forças este tipo de coisa.
Quando Jesus voltar, o sentimento de culpa por todas estas coisas voltará, a cada dos praticantes delas, e eles serão julgados e lançados no lago de Fogo. Porém, se nós não os avisarmos, o sangue deles será requerido de nossas mãos conforme nos responsabiliza Ezequiel 3.16-27.
Agora meus irmãos não existe quarta feira de cinzas, não existe bloco carnavalesco evangélico, não existe obra nenhuma que possa isentar esta multidão cega que está sendo guiada por Satanás, de sua culpa, desde o pecado original e mais todos os outros pecados cometidos, a não ser o Cristo crucificado e ressurreto. Ele que debaixo de uma grande festa foi crucificado ressurgiu para nos dar o perdão e nos livrar inteiramente da culpa do pecado. É este Cristo que devemos anunciar, com o Seu juízo, com o Seu perdão, para que a multidão se arrependa e tenha uma vida transformada, onde a alegria reina completamente sem a necessidade de carnaval, de brincos, de piercings, de muitas outras coisas de festas mundanas e tudo mais que a carne deseja em termos de sensualidade e pecado.

Como diz o Hino:
Disse Jesus: "Ide por todo o mundo,
E pregai o eterno dom
Da salvação que, com amor profundo,
Dá o Deus gracioso e bom!"
Tendo na cruz a afirmação do amor
Proclamai o dom do Redentor!
Oh! Conquista
Almas perdidas, buscai
O pecador enfermo, quase moribundo!

Que Deus encha o nosso coração de amor, de coragem, de ousadia, para levarmos esta mensagem da redenção, para que o sangue destes pecadores não seja cobrado de nossas mãos. Mas façamos isto, não por medo, mas por amor a estas almas perdidas, com o desejo ardente de que elas sejam transformadas e saiam do domínio de Satanás, para ficarem sob a direção amorosa de Cristo.

Pr. Diomar Vaini

criado por dvaini    8:46 — Arquivado em: Religião e comentários

25/6/08

DEITAR E DOMIR TRANQULO

“Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor me fazes habitar em segurança”. Sl 4.8.

Temos no mundo de hoje várias doenças que afligem a humanidade, que provocam dores, desfiguram as pessoas, e matam o corpo sem piedade. A aids é uma doença que está atormentando o mundo. A ciência, ainda não conseguiu descobrir a cura para a lepra, para certos tipos de câncer, para o fogo selvagem, e já aparece esta “Aids” (Aids pode ser adquirida também por transfusão de sangue) ainda pior, e, esta é fruto exclusivo da promiscuidade sexual, isto é, a afronta obstinada contra Deus, mudando as coisas naturais que Deus criou no mais profundo lamento humano. Paulo inspirado pelo Espírito Santo, escreveu na sua primeira abordagem da carta aos Romanos, cap 1 verso 23 “E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível”. No verso 24 ele diz: “Pelo que também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre sí”, no verso 26 “pelo que Deus os abandonou às paixões infames, porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no contrário a natureza”, no verso 27 “E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”.
Dentro do quadro acima, existe uma doença chamada insônia, ou seja, a falta de sono, isto devido, aos homens estarem voltados em servir a criatura, e não ao Criador, estão introspectivos nos seus próprios pensamentos e sentimentos, possuídos pela avareza, pelos prazeres carnais, pelo desejo do poder, e não havendo um governo espiritual, o homem se perde na imensidão dos seus nojentos pecados, ficando vazio e sem o espírito de Deus, consequentemente vive sem um fim definido, por isso se entregam às paixões carnais.
Mas, aquele que têm ao Senhor Deus, (criador de todas as coisas, poderoso, amoroso, misericordioso, paciente) dorme tranqüilo, porque o Senhor o faz habitar seguro no céu. Esse Deus na pessoa de Cristo o redimiu dos pecados, e lhe deu uma nova perspectiva de vida, uma nova visão de todas as coisas, e na pessoa do Espírito Santo, o consola, conforta em todos os problemas, fortalecendo-o para que supere todas as adversidades da vida, iluminado o seu caminho para que não caia nas tentações humanas. Tudo isso Deus faz para a exaltação do Seu próprio Poder, justiça e amor.
Para que você seja alvo de todas essas bênçãos, basta se entregar ao Senhor. Ele então tudo fará por você, e aí realmente você se “deitará e dormirá”, porque certamente o Senhor estará contigo todos os dias até a consumação dos séculos.

Pr Diomar Vaini.

criado por dvaini    18:48 — Arquivado em: Religião e comentários
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