9/8/09
PAI
Este homem que eu admiro tanto,
com todas as suas virtudes e também com seus limites.
Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento,
mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.
Este mestre contador de histórias
traz em seu coração tantas memórias,
espalha no meu caminhar muitas esperanças,
certezas e confiança.
Este homem alegre e brincalhão,
mas também, às vezes, silencioso e pensativo,
homem de fé e grande luta,
sensível e generoso.
O abraço aconchegante a me acolher, este homem,
meu pai, com quem aprendo a viver.
Pai, paizinho, paizão…
meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo:
infinito é teu coração.
Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,
feito de lutas e incertezas
mas também de muitas esperanças e sonhos
autor desconhecido
criado por dvaini
7:13 — Arquivado em: 

Bonita poesia.
A arte poética deixa-nos a possibilidade de tocar o inefável. Mas, quando nos despertamos desse sonho, a realidade é bem outra.
Agora que sou pai, sinto o quanto não compreendi o pai, principalmente, naqueles momentos de explosão de raiva e ira, em que fazia sibilar a sua cinta. Com tantos problemas na cabeça e um montão de outros se solução, ficava muito difÃcil amparar o que a poesia, hoje, quer nos ensinar. Nosso pai, mais do que uma ficção poética é, na verdade, um homem que tenta sobreviver à hectombe da realidade existencial.
Mas de qualquer forma, valeu a pena lê-la. Sonhar, também é ter esperança. O utópico, às vezes é só uma questão de tampo.
Abraços. Parabéns!
shalom.
Comentário por Manoel Peres — 9 09UTC agosto 09UTC 2009 @ 17:35