Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

21/8/09

PROBLEMAS ESPIRITUAIS DA ATUALIDADE

 

Êxodo 20.3 “Não terás outros deuses diante de mim”
 
A Bíblia é um livre que permanece inalterado. Embora haja muitas traduções mudando o sentido e suprimindo coisas importantes e acrescentando outras, os verdadeiros escolhidos de Deus jamais serão enganados por esses falsificadores. A palavra de Deus sacode as mentes, transforma pessoas, muda pensamentos, altera as filosofias e especialmente traz uma verdadeira perspectiva espiritual. Em cada época da história da humanidade Deus esteve sempre presente nos problemas, pois, Ele mesmo escreveu a história. A Igreja de Cristo tem sido convocada e até mesmo desafiada a dar respostas às indagações da mente humana e não pode se omitir a responder e dar luz ao mundo como testemunha da verdade.
Sobre os textos abaixo teceremos pequeno comentário, mas creio que de grande utilidade para a compreensão do tema.
 
I – A ORIENTAÇÃO BÍBLICA
Êxodo 20.
22 Então disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que do céu eu vos falei.
23 Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não os fareis para vós.
24 um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.”
A idéia central dos dois primeiros mandamentos é repetida neste texto de forma prática. A proibição aqui é para que o povo de Deus não faça qualquer representação de Deus, mesmo que fosse usado o metal mais precioso do mundo. Pois, o Senhor conhece bem a tendência humana para a idolatria e por isso a proibição. Na época em que o texto foi escrito o culto era apenas em um simples altar onde se apresentava as ofertas. Assim o culto era distinguido o culto de seu povo das expressões exóticas das religiões pagãs.
 
Deuteronômio 18.9-12 “9 Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos,
10 o Senhor vosso Deus já vos tem multiplicado, e eis que hoje sois tão numerosos como as estrelas do céu.
11 O Senhor Deus de vossos pais vos faça mil vezes mais numerosos do que sois; e vos abençoe, como vos prometeu.
12 Como posso eu sozinho suportar o vosso peso, as vossas cargas e as vossas contendas?”
O povo de Deus estava em contato com os cananeus e deveria conhecer seus costumes e suas práticas religiosas, entre elas se destacavam: a oferta dos filhos a Maloque, que representava o sol, fazendo-os passar pelo fogo, a magia, a feitiçaria e as adivinhações. Isso tudo para Deus é abominação. Antes de entrarem na terra, Deus os exortou para não se associarem a esses males.
Mateus 7
7 Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo:
8 Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.
9 Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.
A discussão de Jesus com os fariseus aqui foi sobre o rito externo. Eles estavam recriminando os discípulos do Mestre, porque não lavavam as mãos antes de se alimentarem, conforme a tradição exigia. Então Jesus lembra-lhes Isaias e mostra-lhes como a religião deveria ser exercida.
 
Romanos 1
18 Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça.
19 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
20 Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;
Aqui é mostrado que apesar de os homens terem diante de si recursos para conhecerem a Deus, estão decaídos, todavia, não são humildes, nem reconhecem a glória e a majestade do Criador. O Pai se revelou aos homens, mas estes não O reconheceram. Por isso são indesculpáveis.
 
II - O PROBLEMA DOUTRINÁRIO
1.                           Idolatria – conceitos errados a respeito de Deus e da religião, fazem com que os indivíduos procurem representações materiais ou concretas da divindade. Não se contentando com o culto simples, alguns buscam nas representações exteriores de Deus, ou de deuses, satisfazer seus anseios espirituais. Os idólatras são de todos os tempos e eles negam que as representações sejam objetos de adoração, mas na prática, o povo expressa sua idolatria, por meio de oração de oferendas a essas representações. O povo de Deus que caiu na idolatria e nos dias atuais ainda caem, recebem sobre si mesmos a correção de seus atos passando pelos mais variados tipos de adversidades e ainda assim não aprenderam e não aprendem a lição vinda de Deus. Os idólatras não alcançarão a bênção de Deus, veja em Apocalipse 21.8.09.
2.                           Feitiçaria - Há hoje muitas formas de culto exóticos, os quais são cultivados pelos homens, lembrando antigos pagãos. Muitos cultos aos mortos, adivinhações, ritos esquisitos, oferecimento sacrifical de pessoas e muitas superstições. No Brasil as superstições tomaram conta daqueles que se dizem religiosos. Tudo isso foi condenado por Deus no texto fundamental de Deuteronômio.
3.                           Hipocrisia - A solução dos problemas espirituais, para alguns, está nos atos exteriores de cultos. Tais como esmolas, orações, participação de serviços religiosos, cumprimento de determinadas exigências, manifestações e animações, tornando a religião em um mero formalismo. Os fariseus eram, no tempo de Jesus, os maiores representantes desse grupo. Contra eles dirigiu as mais duras palavras de reprovação.
4.                           Indiferença – Muitos homens, decepcionados com a religião e até mesmo com a própria vida, desinteressaram-se pelas formas espirituais ou pelos atos exteriores de culto. Vivem sob a égide de uma vida terrena do seguinte dito: “comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. Estes quando se afundam no ateísmo ou no materialismo, mergulham na lama das práticas pecaminosas. As necessidades e os apetites da vida física recebem a preferência e os problemas espirituais ficam sem resposta e sem solução.
 
III – O SENTIDO PRÁTICO
Diante do exposto convém observarmos algumas coisas:
 
1.      O problema espiritual é a questão principal da vida. Pois o problema espiritual tem a ver com a vida eterna e não apenas com a vida sobre a terra. Para se ter certeza disso basta apenas consultar Mateus 6.33 e 16.26. No incidente da cura do paralítico Lucas 5.17-26, Jesus, antes de curar a doença do homem, disse-lhe que os seus pecados estavam perdoados. Fica evidente aqui que a maior necessidade do enfermo estava na sua alma.
2.      A solução para o problema espiritual é uma só, única, é Cristo. Isso foi reconhecido por Pedro na sua célebre confissão de fé. “Senhor, para que iremos? Tu tens as palavras de vida eterna e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” Jô 6.68,69.
3.      A solução para o problema espiritual é alcançada por um processo experimental. Conhecer não basta. É preciso crer, é preciso conviver com Cristo. O problema experimental exige o exercício que se constitui de: a) piedade (leitura e meditação da bíblia); b) comunhão (oração); c) testemunho (atividade e serviço). Quem realiza esses exercícios de livre e espontânea vontade e de coração sincero já alcançou a solução de seus problemas espirituais.
 
Portanto, é mister que você se examine diante de Deus, não importando qual a sua religião ou crença, pois você deve pensar que esta vida é passageira e após o período vivido aqui na terra você irá para a eternidade, e do outro lado da vida só há dois caminhos, queira você crer ou não: 1 – O novo céu e a nova terra, lugar de paz e perfeição, veja apocalipse 21.1-/. 2. O lugar de sofrimento eterno. Veja apocalipse 21.
 
Medite nisso.
 
Pr Diomar Vaini
criado por dvaini    7:26 — Arquivado em: Sem categoria

9/8/09

PAI

Este homem que eu admiro tanto,
com todas as suas virtudes e também com seus limites.
Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento,
mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.

Este mestre contador de histórias
traz em seu coração tantas memórias,
espalha no meu caminhar muitas esperanças,
certezas e confiança.

Este homem alegre e brincalhão,
mas também, às vezes, silencioso e pensativo,
homem de fé e grande luta,
sensível e generoso.

O abraço aconchegante a me acolher, este homem,
meu pai, com quem aprendo a viver.
Pai, paizinho, paizão…
meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo:
infinito é teu coração.

Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,
feito de lutas e incertezas
mas também de muitas esperanças e sonhos

autor desconhecido

criado por dvaini    7:13 — Arquivado em: Sem categoria

7/8/09

PAI, UM HOMEM QUE FAZ A DIFERENÇA

  

Nossa sociedade está precisando de modelos. Falta referenciais positivos para a presente geração. A paternidade é uma missão nobilíssima que requer preparo, dedicação e abnegação. A paternidade responsável é uma das maiores carências dos nossos dias. Sem ela a família fica acéfala ou enfrenta gigantescas dificuldades para superar o hiato deixado pela sua ausência.
Hoje quero trazer o exemplo de um pai que pode servir-nos de modelo: Esse homem é Jó. Vejamos o a Bíblia nos ensina a seu respeito como pai:
1.     Jó tinha uma vida íntegra - Esse é o conceito que Deus tem a seu respeito: “…homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.” (Jó 1.8). Na verdade, não havia ninguém na terra semelhante a ele. Sua vida era ilibada. Seu caráter era irrepreensível. Ele era modelo para os seus filhos. Seu ensino era respaldado pelo seu exemplo. Ele vivia o que ensinava. Ele educava os seus filhos não apenas pelo que falava, mas sobretudo pelo que demonstrava com sua vida.
2.     uns dos outros (Jó 1.4). Isso só é possível quando os pais instilam esses princípios no coração dos filhos. Jó certamente não vivia comparando um filho com outro, despertando neles ciúmes e inveja. Jó investiu na unidade da família. Ele se esforçou para que seus filhos vivessem em constante harmonia. Os filhos de Jó eram pessoas que aprenderam a celebrar a vida com alegria e em comunhão uns com os outros.Jó cultivou a amizade entre os seus filhos - Os filhos de Jó eram amigos
3.     Jó velava constantemente pela vida espiritual de seus filhos - Jó 1.5 diz: “Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava…”. O ensino e o zelo pela formação espiritual de seus filhos não foi um esforço despendido apenas na infância. Jó continua confrontando, educando, santificando, exortando e abençoando seus filhos mesmo depois de adultos. Ele não abre mão da sua responsabilidade de pai que quer inculcar no coração de seus filhos os valores do céu. Por isso, chama seus filhos e os santifica.
4.     Jó era intercessor dos seus filhos - Jó não abria mão de orar pelos seus filhos de madrugada. Ele era um homem de negócios. Era rico. Tinha muitos compromissos. Tinha uma agenda congestionada. Mas a sua prioridade era levantar de madrugada para interceder pelos seus filhos. Era sacerdote do seu lar. “…levantava-se de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos, e blasfemado contra Deus em seu coração…” (Jó 1.5).
5.     Jó era perseverante na oração pelos seus filhos - O texto de Jó 1.5 prossegue e diz: “…assim o fazia Jó continuamente.” Muitos pais oram durante algum tempo, mas logo desistem de interceder com fervor e persistentemente pelos seus filhos. A presente geração precisa desesperadamente de pais perseverantes na oração, de pais intercessores. Temos muitos pais que não sabem o que é levantar de madrugada para orar pelos seus filhos. Temos muitos filhos que não vêem seus pais de joelhos, clamando aos céus pelas suas vidas. Oh, que Deus desperte uma geração de pais que possam ser modelos para seus filhos, como o foi Jó.
 
                                     Rev. Hernandes Dias Lopes

 

 

criado por dvaini    6:30 — Arquivado em: Sem categoria
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