19/6/09
COMO USAR O CORPO -(Gl 5.16-26)
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Um moço entrou na farmácia com uma receita. Enquanto o farmacêutico aviava a receita, o moço puxou prosa, com um senhor que estava também comprando alguns medicamentos.
O moço começou a dizer "quando a gente cai na farra, não pensa nas conseqüências". E então começou a dar explicações de como o seu corpo estava estragado por causa dos desregramentos sexuais. Dava pena ver o moço. Pálido, fraco, semblante envelhecido e muito mais coisas.
Que diferença, porém, nas causas do enfraquecimento dos servos de Deus!
Alguns trabalhando em regiões difíceis, carentes dos meios de saneamento básico, e envolvidos sacrificialmente com populações doentias e ambientes contaminados, aqueles obreiros do Senhor foram atingidos por moléstias contagiosas.
O moço que mencionamos no início tinha oferecido o seu corpo como oferta ao pecado. Os obreiros cristãos tinham oferecido seus corpos ao serviço de Cristo, como aroma suave ao Senhor, "por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus". (Rm 12.1).
Nem todos os que se entregam ao pecado ficam tão estragados no corpo como aquele moço; nem todos os obreiros cristãos sofrem no físico as conseqüências que os acima referidos sofreram. Mas a diferença entre dedicar o corpo ao pecado e dedicá-lo a Deus é grande e merece cuidadosa atenção. E também, é certo que os resultados do serviço ao pecado e do serviço a Deus não são somente físicos e terrenos, mas também morais, espirituais e eternos. Por isso, é indiscutível a importância deste estudo.
Espero que este estudo seja uma bênção para a sua vida e por seu intermédio, para muitas outras vidas, sob a graça de Deus.
COMO DEVEMOS USAR O CORPO? Não daremos aqui um rosário de regras sobre a maneira como usar o corpo. Queremos mostrar alguns princípios expostos no texto.
Partamos, pois, de um texto dentro deste contexto: I Co 6.13a; Paulo fala sobre o alimento; em seguida na parte b, faz uma afirmação que não se refere apenas a alimentos, mas, a todos os aspectos relacionados com o uso do corpo.
Se examinarmos o começo do capítulo 6 e o capítulo 5 verá que Paulo estava repreendendo e exortando os crentes da Igreja de Corínto por diversas formas de pecado. Portanto, I Co 6.13b se liga com todas as exortações que Paulo estava fazendo, e não apenas com a primeira parte do versículo. Com esse esclarecimento, vejamos agora os princípios presentes do texto.
O corpo não é para a impureza - Não devemos facilitar a contaminação do nosso corpo com alimentos ruins ou contaminados ou que nos envenenam ou nos viciam. Somente o serviço sacrifical, feito por amor a Deus e ao próximo, justifica a sujeição a coisas prejudiciais ao corpo. E, ainda assim, quando não podemos evitá-las sem prejudicar o serviço fiel.
Agora, os hábitos e costumes pecaminosos, tão comuns entre os mundanos, têm que ser evitados totalmente pelos cristãos.
Exemplos: O fato de ser natural a alimentação, não justifica a glutonaria. (Gl 5.21).
Também o fato de ser natural a relação sexual entre um homem e uma mulher, não justifica o adultério.
Este mesmo raciocínio aplica-se a todas as outras formas de pecado. Portanto, quando o cristão sentir-se tentado a fazer uso indevido do corpo, tem que se lembrar da palavra apostólica: 1. O corpo não é para a impureza; 2. O corpo é do Senhor. Portanto usemos nosso corpo, nossa vida, para glorificar o nome do Senhor Jesus.
Pr. Diomar Vaini
criado por dvaini
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