Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

22/4/08

LOUVOR

Louvor é algo que caracteriza a vida do povo de Deus. É uma atitude básica de alegria e também de tristeza.
Deus se compraz e se deleita em Suas obras - Gn 1. Sl l04.31. Pv 8.30,3l. E toda a criação, incluindo os anjos, expressam sua alegria por meio do Louvor: Jó 38.4-7; Ap 4.6-11.
O Homem foi especialmente criado para regozijar-se nas obras de Deus, Sl 90.14-16, e cumpre esse propósito ao receber os dons de Deus. Ec 8.15; 9.7; 11.9; Fp 4.4,8.
A vinda do reino de Deus até este mundo é assinalada pela restauração da alegria, do louvor da parte do povo de Deus e da criação inteira. Is 9.2; Sl 96.11-13; Ap 96.11-13; Lc 2.13,14. Esta alegria onde o louvor se origina é franca pela presença remidora de Deus. Dt 27.7; Nm 10.10; Lv 23.40.
Portanto, na terra o louvor é dado a Deus tanto por causa da criação, como por causa da redenção. Sls 24 e 136. Este louvor é apenas um eco do louvor que vibra no céu. Ap 4.11 e 5.9,10.
Esta é uma diferença fundamental entre os pagãos e os filhos de Deus. Os pagãos negam atribuir qualquer fato à glória de Deus Rm 1.21 e Ap 16.9. Enquanto que o louvor é uma característica do povo de Deus para a glória de Deus I Pedro 2.9; Ef 1.13-14 e Fp 1.11.
O ato do louvor implica o dever da mais íntima comunhão com Aquele que está sendo louvado. Assim o louvor não somente expressa, mas completa o desfrutar de sua consumação tencionada.
No entanto, o louvor a Deus é freqüentemente ordenado aos homens como um dever, e a atitude do louvor deve depender da atitude de sentimento, Jó 1.21.
Alegrar-se perante o Senhor é parte da vida comum do Seu povo Dt 12.7; 16.11,12..
Há salmos que falam do louvor por toda a congregação, Sl 22.25; 34.3; 35.18. - onde o louvor honra o prazer a Deus 50.12.
Há salmos que são de um indivíduo, dando seu testemunho, 51.12-15.
Arranjos musicais elaborados eram feitos para a condução do louvor no templo. Sl 42.4. Havia coros ou solistas e coros Ex 15.20; O louvor era algo elaborado e não qualquer tipo de som ou barulho, ou letra. Salmo 150. Lembremo-nos dos cantores e levitas no templo.
Em termos de louvor o salmo que mais me impressiona é o 95. A Igreja primitiva guardou o hábito deste regozijo Lc 24.53 e At 3.1. Embora agora o louvor esteja muito mais ligado à redenção Lc 18.43 e Mc 2.12.
Novos hinos com a fisionomia cristã foram elaborados Ap 5.8-14, cf Cl 3.16 e I Co 14.26.
Ex Fp 2.6-11, foi composto e usado como hino de louvor a Cristo. Temos ainda Rm 8.31-39. O louvor deve ter como principal ponto:
Gratidão - Dt 26.1-11, auto-oferta sacrificial Fp 2.17-18.
Portanto louvor não é prazer individual das pessoas que louvam, mas deve ser um prazer para Deus ao recebê-lo. Porém, Deus não se agrada do louvor de tolos ou do louvor que não está em acordo com aquilo que Ele mesmo determina e para tanto registrou na Palavra.
Todo louvor que não expressa a verdade bíblica e tudo aquilo que não se coaduna com culto bíblico não agrada a Deus, mas somente as pessoas que o entoam.

Coletânea feita pela PR Diomar Vaini.

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21/4/08

O CONSOLADOR

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,”. João 14.16

Se existe algo na vida de uma pessoa que pode confortá-la, este algo só pode vir do Senhor Jesus. Quando Jesus ainda exercia seu ministério aqui na terra, como o Deus encarnado, no contexto do texto acima, estava confortando e fortalecendo os discípulos para aquilo que iria acontecer com Ele. Certamente Ele seria preso, morto na cruz e depois ressuscitaria. Mas antes que os discípulos pudessem entrar em pânico por tudo que iria acontecer, Jesus os avisa e os conforta, não somente para aqueles instantes desagradáveis que estavam prestes a se concretizar, mas a promessa aqui se estende para todos os dias da vida daqueles crêem nele e vivem sobre a face da terra, “a fim de que esteja para sempre convosco”.
Quando alguém está aflito, em tribulação, com enfermidade, em perseguição, ou qualquer outro tipo de adversidade que se possa imaginar, necessariamente é carente de Consolo. Jesus conhecendo as aflições que os seus discípulos iriam passar por aqueles dias, e que a Igreja seria perseguida, e que neste mundo a vida é cheia de aflições, faz a maior de todas as promessas para os seus viverem com a sua paz sobre a face da terra. Promete vir como Consolador na pessoa do Seu Espírito, ou seja, o Espírito Santo. Ele jamais abandona suas ovelhas, sempre está com elas e sobre elas para sustentá-las nos momentos de maiores perigos e adversidades que esta vida oferece.
Portanto diz Ele: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro CONSOLADOR”. Que maravilha não! Saber que podemos ter a certeza que em momentos difíceis da vida, Jesus está presente em nós na pessoa de um Consolador. Este Consolador, não somente tem a função de consolar, mas de sustentar a salvação, conceder forças, sabedoria e suporte para que o crente enfrente com ousadia, cara a cara todos os problemas que possam surgir. É exatamente por isso que o apóstolo Paulo escreve no livro à Igreja de Roma no cap 8.37 “Em todas as cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. E isto ele fala no contexto de que nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Nessa condição de termos junto a nós o Consolador, podemos confiantemente viver na paz de Deus. Não precisamos de modo algum nos desesperar seja qual for o problema que porventura venha nos atingir, porque esse Consolador também, nos guarda e nos protege como a menina de seus olhos, e assim tudo aquilo que possa nos atingir, certamente Ele mesmo estará tomando as providências necessárias. Assim, podemos descansar no Senhor, e confiar porque tudo o mais Ele fará.
Portanto, vivamos como consolados, como vencedores, porque Cristo já nos garantiu isso, tanto aqui na terra, como especialmente no novo céu e na nova terra. Rev. Diomar Vaini

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7/4/08

ALEGREI-ME

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor" S1 122.1

Alegria é resultado um sentimento que emanam de acontecimentos que envolvem o ser humano, mormente nas vitorias, nas realizações, nas conquistas e no lazer. Em assim sendo, o ser humano esta sempre a procura da alegria. Portanto, ele luta para que os seus objetivos sejam alcançados, para que o almejado a conquistar de fato e de verdade se concretize, então se prepara muito para o lazer. Por exemplo, ele trabalha uma semana um mês e até mesmo um ano com sua mente fixa no período de férias para ir a uma praia, fazer uma viagem, tudo em nome do descanso, mas na realidade. O que ele quer, salvas as exceções, é a satisfação e o lazer da carne.
Muitas vezes, um ápice de alegria está em uma conquista, para a qual, no entanto, não foram poupados nem pessoas nem métodos indecentes para atingi-lo. Este tipo de alegria é a mais alta satisfação do ego do ser humano, que em verdade em futuro próximo o cume atingido, se toma em lagrimas e tristeza.
Portanto o que o salmista diz sobre alegria, no texto em apreço nada tem haver com a alegria terrena, e sim com a alegria espiritual que emana da benção de Deus. A alegria do salmista está exatamente em ir à casa do Senhor, cuja casa é chamada casa de oração, onde o lazer da carne não é cultuado, as realizações, conquistas e tudo mais para a vida do ser humano na terra são deixadas para traz e pensa-se em cultuar a Deus, em plena comunhão com Ele, por se entender que nela se convém render graças por tudo o que Deus tem realizado na vida pessoal e na vida da Igreja (4), e por se entender que nela está o trono da justiça.
Por isso mesmo ele pede para que oremos pela paz da Igreja para que sejam prósperos os que amam ao Senhor (6) e assim e feito um pedido muito forte para que reine a paz na Igreja (7) esta paz seja por amor dos irmãos e amigos (8) e assim haja uma busca constante para o bem da Igreja e da Casa do Senhor.
Fica em tudo isso algumas perguntas para todos: Como temos nos comportado diante destes aspectos? Temos tido alegria em ir à casa do Senhor para nela cultuarmos a Deus e não a nos mesmos? Temos de fato rendido graças ao Senhor quando nela estamos ou temos ido apenas no intuito de buscarmos bênçãos? Temos orado pela paz da Igreja e a paz de cada irmão, por amor a eles e aos nossos amigos? Temos buscado o bem da Casa do Senhor? Pois bem se o nosso comportamento não tem sido esse, peçamos perdão a Deus, e mudemos a nossa vida espiritual. 

Pr Diomar Vaini

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3/4/08

TENHAMOS AMOR

“E, vendo Davi ao anjo que feria o povo falou ao Senhor, e disse: Eis que eu sou o que pequei, e eu o que iniquamente obrei; porém estas ovelhas que fizeram? seja, pois a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai.” II Sm 24.17 

Davi cometeu um pecado contra Deus, o pecado de mandar fazer o senso (contagem) do povo sem a permissão de Deus. Por este pecado foi então que Deus propôs a Davi três coisas: 1. Sete anos de fome sobre a terra; 2. Estar fugindo durante três meses dos inimigos; 3. Três dias de peste na terra. Davi respondeu que estava em grande angústia e preferia cair nas mãos do Senhor e não nas mãos dos homens. Então Deus enviou a peste a Israel.
Deus, desta forma tocou no que havia de mais precioso para Davi, que era o seu povo, aqui colocado como ovelhas demonstrando todo o seu cuidado. Ele havia pecado e agora intercede a favor das ovelhas. E pede que a mão do Senhor seja contra ele, Davi, e contra os da sua casa, poupando, assim, as ovelhas que estavam sofrendo a conseqüência do pecado cometido por ele.
Isto nos traz uma primorosa lição, a qual devemos aplicar à nossa própria vida. Se olharmos para Davi contemplaremos que ele não teve medo do Senhor. Sentiu, sim, uma grande dor pelas ovelhas que estavam sendo acometidas pela peste por sua culpa junto ao Senhor e que elas estavam sofrendo. É uma lição de amor, uma lição de altruísmo que deve nos movimentar para mudar o nosso ser. Quando vemos nossos irmãos doentes, necessitados, angustiados, atribulados, o que é que temos feito? Temos visitado? Temos orado por eles? Temos nos colocado à disposição deles para ajudá-los? Temos desenvolvido empatia, isto é, sentido o mesmo que estes nossos queridos sentem, se é que os temos por nossos queridos de fato? Será que já desejamos alguma vez estar no lugar do nosso irmão que está enfermo, angustiado, atribulado, necessitado, por amor a ele? Lembremo-nos que Cristo mostrou seu amor assumindo o nosso lugar na cruz.
O que de fato precisamos é ter mais amor, mais calor espiritual, mais comunhão e menos dissensões. Precisamos ser menos críticos, menos discordantes, menos difamadores.
Tomemos por exemplo o amor de Davi pelos seus irmãos, e apliquemos este exemplo em nossa vida diária para termos uma vida realmente cristã.

Rev. Diomar Vaini.

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1/4/08

PROTEÇÃO E SEGURANÇA

“Os caminhos do Senhor são retos; os justos andarão neles…” 

Em nenhum lugar da Bíblia é dito que a vida cristã seja fácil e que nosso roteiro nos seja dado com muita antecedência. O que Deus diz claramente é que Ele chama os filhos para exercitar a fé, para aprenderem a viver da Palavra que sai de Sua boca, continuando sempre em Seu caminho.
É o próprio Cristo que diz, em João 8.12 “Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. Todo crente sabe, de antemão, que os caminhos do Senhor são retos, seguros e traçados por Sua mão. Andando neles os justos permanecem firmes e em paz. Daquilo que não compreende sabe que terá um dia a explicação; não procura fugir às dificuldades; aceita-as como disciplina do Pai Celeste para instruí-lo. Basta ao crente saber que está dentro da vontade de Deus, em comunhão com Ele, sob céu aberto.
Muitas vezes o Senhor não nos conduz pelo caminho que nos parece o mais curto, mas Ele sabe conduzir pelo deserto o povo redimido por tão grande preço e seguramente por meio dos perigos através do Seu Santo Espírito. Andar em Seus caminhos é para o crente segurança e proteção, mesmo em situações adversas o Senhor nos abre caminho, e prepara-nos veredas para andarmos em frescor ainda que seja nos desertos da vida.
Ele disse; “Ensinar-te-ei o caminho que deves andar” Sl 32.9-8. Eis o segredo do repouso, da paz, da prosperidade e do sucesso espiritual: ficar nos caminhos de Deus, saber que são justos e que Ele conduz seus filhos passo a passo. Quando o cristão permanece nessa atitude, o maravilhoso plano de Deus se desvenda em toda a clareza de Seu amor, o qual conhece o fim desde o começo. É desta forma que o crente tem paz com Deus e comunhão com todos.

Rev. Diomar Vaini

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