Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

14/3/08

A DIFEERENÇA ENTRE DESEJO NATURAL E COBIÇA

Como poderíamos discernir entre um desejo humano natural e o que chamamos pecado da cobiça?
O décimo mandamento prescreve: “Não cobiçarás o servo de teu próximo”. A palavra servo fala de um empregador e seu empregado. Existem diferentes maneiras de um empregador observar um funcionário de outra pessoa. Ele pode dizer “Mas aquele rapaz trabalha! Gostaria de ter um funcionário como ele!” Podemos admirar a eficiência de um empregado de outra pessoa, sem que nisso haja cobiça. Mas se ele disser: “Quero aquele rapaz para mim”. “Vou dar um jeito para que ele venha trabalhar para mim”. O que aconteceu aí? Aquele empregador não apenas observou o bom funcionário; ele alimentou seu próprio egoísmo. Começou a fazer planos em seu coração e mente. Por causa dessa atitude egoísta, ele poderá vir a dizer ao rapaz: “Posso oferecer-lhe algumas vantagens se quiser trabalhar para mim”. Pode também começar a criticar o seu empregador, para diminuí-lo no conceito que o empregado tem, ou forma do atual empregador. Isto é um ato pecaminoso. O décimo mandamento diz respeito ao pecado interior que reside em nós. Este tipo de pecado torna-se forte, procura resistir ao Espírito Santo, tentando impedi-lo de agir. Porém, quando o Espírito Santo revela ao crente esse pecado, que o traz em cativeiro interior, ele exclama: “Tenho uma luta em meu coração!” Como posso libertar-me?
Fica entendido que um desejo humano natural, ou uma opinião apreciativa sincera não constituem pecado? O pecado é concebido quando a vontade cede a um desejo errôneo, e se liga a ele. Fica desta maneira, claro, que o pecado interior limita bastante a liberdade que deveríamos gozar. Tiago 1.25 “mas aquele que considera atentamente na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera não sendo ouvinte negligente, mas operoso e praticante, esse será bem-aventurado no que realizar”. Essa lei da liberdade não é a lei moral. Na verdade, é o evangelho apresentado em Romanos 8.2: “Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte”. Em Gálatas 5.1, lemos o seguinte: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permaneceis, pois, firmes e não vos submetais de novo ao jugo de servidão”.
Você pode se libertar do pecado, dos desejos carnais e dos vícios. Cristo te salvou, e te deu um poder que sobrepuja todas as tuas forças e também todas as forças que querem subjugá-lo (a). O Espírito Santo está habitando em você, e na força do Seu poder, você pode ser vitorioso. Romanos 8.31 “Que diremos, pois, à vista destas cousas: Se Deus é por nós quem será contra nós?” Neste mesmo capítulo no verso 37, lemos: “Em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou”.
Portanto, meus amados, abracem de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento uma vida vitoriosa, e se revistam do Espírito Santo de Deus.

Pr. Diomar Vaini.

criado por dvaini    19:53 — Arquivado em: Religião e comentários

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