Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

29/3/08

SER VENCEDOR SOBRE A CANRE

II Co 3.6
"O qual nos fez também capazes de sermos ministros dum novo testamento, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, e o espírito vivifica”. 

É muito comum em nossos lábios a expressão: “A carne é fraca", embora seja bíblica e verdadeira, quando a pronunciamos, normalmente é porque queremos ocultar o pecado ou o erro que o nosso irmão praticou. Esta é uma forma que muitas vezes usamos para ocultar os nossos próprios pecados e erros. Quando dizemos ocultar não é no sentido de divulgar para todos ou a qualquer pessoa o nosso pecado ou o pecado de outrem, mas, no sentido de acharmos uma desculpa para nós mesmos, tirando com isso a responsabilidade de sobre nós, jogando-a na carne, daí a expressando "A carne é fraca” ser usada abundantemente fora do sentido bíblico mais profundo. Jesus ao dizer esta frase (Mc 14:38), exorta antes para vigiar e orar, para que não entremos em tentação, porque o Espírito é está pronto, mostrando com isso que a vontade da carne pode ser crucificada.
Se quisermos ser vitoriosos e vencedores dos desejos da carne precisamos: 1) Vivermos a Palavra de Deus, isto é seguirmos os seus mandamentos e sua orientação, para o nosso viver diário; 2) Devemos viver o espírito da letra, isto significa que a Bíblia e seus ensinamentos deve ser regra de fé e prática, não devendo servir apenas para conhecimento intelectual; 3) é verdade que a carne é fraca, mas Jesus nos deu poder para sermos fortalecidos no Espírito o qual mata a vontade da carne. Ef 6:10 "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu Poder", significa que se nos revestirmos do Espírito, a carne fraca com suas paixões e vontades desenfreadas, não resistirá ao poder do Espírito.
Portanto, podemos ser mais do que vencedores nesta luta da carne contra o espírito se tivermos em Jesus. No poder do Espírito dominamos a vontade da carne. E se assim andarmos, acontecerá que seremos “Mais que vencedores, por aquele que nos amou” porque estaremos na força do Seu poder.

Pr Diomar Vaini.

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26/3/08

O MEDO

O medo contém o homem pelo temor do castigo, sentimento de que ele nunca se liberta. (Maquiavel – O pensamento Vivo, 110)

Em João 8.32 Jesus disse: “E conhecereis a verdade e a verdade os libertará”

O ser humano medroso é aquele que olha o futuro como incógnita, como uma nebulosa através da qual não se é capaz de contemplar o que está após ela, e assim a incerteza invade com um sentimento pessimista provocando o medo. Portanto, o medo é um sentimento de insegurança porque a pessoa não sabe como será o dia seguinte, se os seus projetos serão realizados e bem sucedidos, se irá viver ou não, se vencerá o seu adversário ou não, sem ter certeza de como os amigos, colegas e parentes estão agindo em relação à sua própria pessoa, e assim se torna castigado pelos seus próprios sentimentos.
Dessa forma quando Jesus disse que “a verdade nos liberta”, é porque vivemos bem o presente, olhamos para o futuro com projetos, no entanto aguardando o momento exato de eles serem concretizados, sem nos importarmos com o resultado. Sabemos que neste mundo passamos por aflições como o próprio Jesus nos alertou, porém temos a convicção que essas aflições são passageiras, desde que no momento em que passamos para a eternidade tudo isso finda, e começa uma outra vida espiritual.
O medo especialmente da morte é exatamente a incerteza do que se vai encontrar no além, e como é inato em cada um a existência de Deus, e isso traz o sentido se julgamento pelos próprios atos, assim fica estabelecido que Deus é justo e o homem pecador, dai o medo da morte pelo julgamento fiel de Deus e o destino desse julgamento.
Há dois caminhos para o homem, um é o estado original aqui na terra, onde ele age de acordo com os próprios pensamentos, satisfazendo a vontade da carne e andando segundo o curso do mundo, vivendo, portanto, distante de Deus, e isso nunca traz satisfação plena e produz o medo. O outro é Jesus Cristo que liberta a pessoa desses pecados, sufocando a vontade da carne, matando seu desejo e saindo do curso do mundo para viver sob a égide da Palavra de Deus, guardando seus mandamentos e estatutos. Isso traz para a pessoa uma certeza de vida eterna com Deus em um novo céu e uma nova terra, e convicção que está liberta do inferno. Então a pessoa passa de uma velha vida para uma nova, agora olhando para o futuro como certeza e não mais uma incógnita, porque tem a garantia espiritual da vida futura, ou seja, vida após morte, e já não tem o apego nas coisas da terra, passando a fazer uso delas apenas para a sobrevivência, sem mais a doença da vaidade, da avareza, do egoísmo, do orgulho exarcebado e da satisfação temporária da carne, porque espera o momento da vida plena no novo céu e na nova terra.
Você vive como? Com medo ou com confiança. Se com medo saiba que você está completamente dominado pelo mundo, se com confiança na vida após morte com Deus, você venceu a carne e é mais que vencedor em Cristo Jesus.
Medite e pense sobre o assunto.

Pr Diomar Vaini

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25/3/08

MAIOR PERDÃO, MAIOR AMOR.

A parábola do credor e seus dois devedores, em Lucas 7.41-43, faz parte de um texto maior que começa no versículo 36 e se estende até o versículo 50. Nele, afirma-se que o Senhor Jesus Cristo está em casa de um fariseu chamado Simão, que o havia convidado para jantar. Quando o Senhor toma lugar à mesa, chega uma mulher pecadora e age de maneira estranha, se considerado o comportamento, que na época se exigia da mulher, em publico: Ela beija os pés do Senhor, com a cabeça descoberta e os cabelos soltos. Beijar os pés de uma pessoa era o maior sinal de gratidão que alguém poderia demonstrar para com aquele que lhe havia salvado a vida. Soltar os cabelos na presença de um homem era um ato de descompostura jamais praticado por mulher de boa reputação. Assim, estamos diante de uma mulher que, que foi salva por Jesus Cristo, demonstrando para com o seu salvador uma gratidão imensa, a ponto de não se importar com a opinião das pessoas a respeito de seu comportamento em público.
O fariseu hospedeiro censura a acolhida que o Senhor Jesus dá a mulher de má reputação. Então, o Mestre lhe propõe a parábola do credor e seus dois devedores. Diz Ele que duas pessoas deviam para um mesmo credor. A primeira devia o equivalente a 50 dias de serviço de um trabalhador. A segunda devia o equivalente a 500 dias de serviço. Portanto, a segunda devia 10 vezes mais do que a primeira. A ambas, o credor perdoou a dívida. E o Mestre pergunta ao fariseu qual dos dois devedores deveria demonstrar maior gratidão. Ele nem precisou parar para pensar. Responde de pronto que era o que havia contraído a maior dívida.
Com a parábola, o Senhor chama a atenção do fariseu para si mesmo: Simão, você me recebe em sua casa. Você é muito gentil. Apenas isso. Na verdade, minha presença aqui em nada afeta a sua vida. Esta mulher me recebe de modo diferente. Ela me recebe no coração. Assim, a minha presença afeta inteiramente a sua vida. Simão, ela é pecadora sim. Concordo com você. Mas, Simão, o pecado não é barreira intransponível entre Deus e o homem. Digo-lhe que o Pai celeste ama o pecador e quer manter com ele uma relação de pai-filho verdadeira. Assim, se alguém considera a profundidade de seu pecado há de experimentar a grandeza do perdão de Deus. Mais que isso, reconhece as bênçãos de Deus e mostra-se grato a ele, como fez esta mulher. Ela, apesar de pecadora, está mais perto do reino de Deus do que você. Sabe por que? Porque ela tem aquilo que você não tem: profunda gratidão. Ela reconhece - você não - as bênçãos de Deus. Lembra-se da parábola? Pois é, ela está representada naquele que devia 500 dias de serviço. Maior perdão acarreta maior amor. Entendeu, agora, Simão, por que ela está mais perto do reino de Deus do que você?
O puxão de orelhas que Jesus Cristo dá em Simão, o fariseu, serve de lição para nós. Há, nessa lição, quatro aspectos fundamentais:
Primeiro - O verdadeiro cidadão do reino dos céus reconhece as bênçãos de Deus e, por isso, demonstra a sua gratidão, por meio da obediência à vontade do Senhor, em palavras e ações.
Segundo - a demonstração de nossa gratidão a Deus é diretamente proporcional à quantidade e à qualidade das bênçãos que consideramos ter recebido do Senhor. Todo aquele que pouco agradece pouco considera ter recebido. Todo aquele que muito agradece muito considera ter recebido.
Terceiro - a salvação de nossa vida depende da fé e não de atos meritórios (Lc 7.50). A verdadeira fé aceita o perdão de Deus em Cristo e manifesta-se em amor para com o seu Senhor e Consumador que é Jesus Cristo.
Quarto - Deus não faz acepção de pessoas. A preferência que temos por determinadas pessoas - seja no trabalho da Igreja, seja em outra esfera - é marca da nossa humanidade. Ao Senhor o que realmente interessa é a qualidade interior da vida. Ao Senhor interessa a essência da vida, não a sua aparência.
Rev Diomar Vaini

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19/3/08

AUDIÇÃO, COMPREENSÃO E AÇÃO

"Nós vos mandamos, irmãos em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de qualquer irmão que anda desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes." II Ts 3.6

Vos aparteis, a palavra originalmente significa equipar, aprontar, referindo-se especialmente à preparação de um exército para uma expedição ou viagem marítima. Daí veio a significar reunião, ajuntar, como, por exemplo, uma pessoa ajunta as roupas e disso vem o sentido de uma reunião interior ou retiro, e, assim, de evitar ou desviar-se. Aqui denota o afastamento em relação aos irmãos que estão fora do caminho. Aqueles que se rebelam contra a doutrina séria e verdadeira, para se apegarem em coisas emocionais, em dogmas filosóficos que nada mais são do que sofismas. São pessoas que antes de procurarem a verdade, se deixam levar pelos sofismas, porque procuram agradarem a si mesmas.
Tradição, o apóstolo faz uma junção daqueles que andam desordenadamente e não seguem a tradição, isto é, o ensino autoritário que o apóstolo dava desde que, ele tinha a autoridade concedida pelo próprio Cristo. Portanto, não podia ele levar sofismas aos fiéis da Igreja. A verdade de Cristo, por si só, é autoritária, sem meio termo, e por vezes dura. Era isto que o apóstolo Paulo estava dizendo aqui como tradição. A tradição era permanecer na verdade, ensinar a verdade, e não fazer aliança, com os dissidentes desta verdade.
Recebestes, a palavra é direta e sem nenhum subterfúgio, é receber aquilo que é ensinado, e imediatamente colocar em prática. Esta é uma obrigação de todo crente. Jesus é muito claro no Evangelho, quando diz: Vós sereis meus amigos, se ouvirdes as minhas palavras e as praticardes. Tiago é enfático quando diz: Não sejais apenas ouvintes, mas sejais praticantes. Assim sendo, receber a palavra implica em audição, compreensão e ação. O crente ouve e é iluminado pelo Espírito Santo a compreender para imediatamente passar a viver de acordo com o que fora ensinado.
Meus queridos e amados, uma das coisas que mais agrada a Deus é a obediência. A obediência em todos os aspectos é a maior fonte de bênçãos do crente. Então que você se torne um filho obediente ao Deus e Pai, e por Ele seja grandemente abençoado.

Pr Diomar Vaini

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14/3/08

A DIFEERENÇA ENTRE DESEJO NATURAL E COBIÇA

Como poderíamos discernir entre um desejo humano natural e o que chamamos pecado da cobiça?
O décimo mandamento prescreve: “Não cobiçarás o servo de teu próximo”. A palavra servo fala de um empregador e seu empregado. Existem diferentes maneiras de um empregador observar um funcionário de outra pessoa. Ele pode dizer “Mas aquele rapaz trabalha! Gostaria de ter um funcionário como ele!” Podemos admirar a eficiência de um empregado de outra pessoa, sem que nisso haja cobiça. Mas se ele disser: “Quero aquele rapaz para mim”. “Vou dar um jeito para que ele venha trabalhar para mim”. O que aconteceu aí? Aquele empregador não apenas observou o bom funcionário; ele alimentou seu próprio egoísmo. Começou a fazer planos em seu coração e mente. Por causa dessa atitude egoísta, ele poderá vir a dizer ao rapaz: “Posso oferecer-lhe algumas vantagens se quiser trabalhar para mim”. Pode também começar a criticar o seu empregador, para diminuí-lo no conceito que o empregado tem, ou forma do atual empregador. Isto é um ato pecaminoso. O décimo mandamento diz respeito ao pecado interior que reside em nós. Este tipo de pecado torna-se forte, procura resistir ao Espírito Santo, tentando impedi-lo de agir. Porém, quando o Espírito Santo revela ao crente esse pecado, que o traz em cativeiro interior, ele exclama: “Tenho uma luta em meu coração!” Como posso libertar-me?
Fica entendido que um desejo humano natural, ou uma opinião apreciativa sincera não constituem pecado? O pecado é concebido quando a vontade cede a um desejo errôneo, e se liga a ele. Fica desta maneira, claro, que o pecado interior limita bastante a liberdade que deveríamos gozar. Tiago 1.25 “mas aquele que considera atentamente na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera não sendo ouvinte negligente, mas operoso e praticante, esse será bem-aventurado no que realizar”. Essa lei da liberdade não é a lei moral. Na verdade, é o evangelho apresentado em Romanos 8.2: “Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte”. Em Gálatas 5.1, lemos o seguinte: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permaneceis, pois, firmes e não vos submetais de novo ao jugo de servidão”.
Você pode se libertar do pecado, dos desejos carnais e dos vícios. Cristo te salvou, e te deu um poder que sobrepuja todas as tuas forças e também todas as forças que querem subjugá-lo (a). O Espírito Santo está habitando em você, e na força do Seu poder, você pode ser vitorioso. Romanos 8.31 “Que diremos, pois, à vista destas cousas: Se Deus é por nós quem será contra nós?” Neste mesmo capítulo no verso 37, lemos: “Em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou”.
Portanto, meus amados, abracem de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento uma vida vitoriosa, e se revistam do Espírito Santo de Deus.

Pr. Diomar Vaini.

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13/3/08

PELA FÉ

“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança: e partiu sem saber aonde ia.” Hb 11.8

Podemos considerar isto, que Abraão partiu sem saber para onde ia por obedecer a um chamado de Deus. Nesse caso a fé de Abraão foi provada, somente porque creu na promessa do Senhor, e mesmo sem saber como seria a terra que herdaria, partiu somente pela fé firme em saber que Deus não falharia. Mais que isso ainda, ao chamar Abraão Deus o separou de toda a sua família cf Gn 12.1, chamando-o para uma terra que Ele veria no futuro, e que dele seria uma grande nação, e também todas as famílias da terra seriam abençoadas nele, e todos que se oporiam a ele seriam amaldiçoados.
Pois bem, Abraão foi um fundamento da Igreja na Antiga Dispensação, não foi Ele igual a Cristo, porque não era o Deus encarnado, mas foi obediente ao Pai como Cristo, sem questionamentos obedeceu em tudo o que Deus lhe atribuiu.
Hoje nós temos a Igreja da Nova Dispensação, onde a promessa é garantida e revelada a terra que iremos habitar, pois, Cristo, o Deus encarnado no-la revelou, e ainda mais, substituiu todas os cerimoniais que Abraão e toda a Igreja da Antiga Dispensação tinham que praticar, e ofereceu-se a Si mesmo como o Cordeiro de Deus, para nos garantir a promessa da nova terra e do novo céu.
Isso deve servir de exemplo para que possamos nos colocar como filhos da obediência, e procurarmos com todas as nossas forças cumprir os mandamentos que a nós são exigidos na Palavra do Senhor. Temos motivos sem conta de que realmente o Senhor nos tem assistido em tudo o que necessitamos, olhemos para quando estamos com dificuldades financeiras, como o Senhor nos dirige e nos assiste, para as adversidades, como ele nos fortalece e orienta, para os momentos de doenças, como ele nos dá resignação e paz, embora tenhamos a dor física, enfim, em todas as coisas somos mais que vencedores, e podemos todas as coisas, pois, é Ele que nos fortalece e consola nos momentos de angústia, de escassez, nos momentos de perseguição, assim como nos alegra nos momentos em quem experimentamos a vitória.
Sejamos, pois, gratos a Ele, pelo privilégio que estamos tendo de servi-lo em Sua Igreja, e mostremos essa gratidão com o nosso serviço espiritual e com nossa obediência aos seus mandamentos, e assim gozemos da paz que Ele nos dá em Cristo Jesus. Amem.

Rev Diomar Vaini

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11/3/08

RESSURREIÇÃO

 As declarações acerca da ressurreição de Jesus ocupam uma posição central, inclusive as predições feitas tanto no Velho como no Novo Testamentos, sem contar o testemunho de Maria Madalena, dos discípulos. Essa ressurreição ocorreu por meio um ato de Deus, o Senhor morto e sepultado foi novamente despertado para a vida com um corpo novo, material, não idêntico ao antigo, mas não meramente visionário. Apareceu aos Seus discípulos numa forma que podia ser vista e tocada, embora, nem sempre Ele permitisse ser tocado. Mesmo Jesus já possuindo um corpo de > de Luz < espírito da nova dispensação, mantinha comunhão normal com Seus discípulos ao comer e beber com eles. O testemunho dos discípulos não se baseava no evento em que Jesus foi ressuscitado, que ninguém viu – os guardas tinham desmaiado – mas, sim, nos seus encontros com o Ressurreto. O fato de que Jesus não permaneceu entre os mortos, mas com vida, deu aos seus discípulos, que até então tinham vacilado, a certeza de que estavam se relacionando com o Senhor, o Filho. A ressurreição de Jesus veio a ser, assim o sinal do triunfo de Deus sobre o poder do pecado e da morte. Em outras palavras, cancelara a queda de Adão e toda a escravidão humana que ela provocara, porque o Crucificado entrara na glória de Deus como o primeiro entre muitos. Esta mensagem é o alicerce de toda a esperança e a pregação cristã.
Jesus incorpora no mistério de Sua Pessoa, a ressurreição e vida (Jo 11.25). Assim toda pessoa que está morta nos delitos e pecados que a queda de Adão provocou ao receber (unicamente e exclusivamente pela vontade de Deus e por sua misericórdia) a graça isto é Cristo recebe também a ressurreição para a vida. Colossenses 3.1 “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo,…”. Esta ressurreição é o renovo, o novo nascimento, o ser uma nova criatura, ou seja, estar livre da queda provocada por Adão, e estar a caminho de volta àquele jardim que Adão perdeu.
Portanto todo cerimonial da páscoa está extinto, porque temos agora o anuncio da morte do Senhor, porque também não se precisa mais derramar sangue porque o sangue do Senhor foi derramado uma única vez (I Pe 3.18). Hoje todo o domingo é o dia do Senhor, por isso, nós cultuamos ao Senhor aos domingos, porque estamos comemorando a sua ressurreição que nos trouxe vida e paz com Deus. A páscoa, esse dia de hoje, está fortemente ligada a um calendário romano, que provém de festas profanas e todo um rito de cinzas na quarta após o carnaval, uma quarenta de resguardo que aponta para a morte de Cristo, um sábado de Aleluia e um Domingo de Páscoa. Tudo isso cronologicamente estudado para coincidir os dias.
Meus queridos irmãos vamos comemorar a ressurreição de Cristo, e não nos deixemos envolver pela emoção desse dia, que dizem ser especial. Para nós todos os domingos são especiais, porque foi nesse dia que o Senhor adquiriu para nós a ressurreição para a vida após ter matado o corpo do pecado na cruz.

Rev. Diomar Vaini

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5/3/08

GLORIEMOS NAS TRIBULAÇÕES

P A S T O R A L
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; (paciência na RC) e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado." Rm 5.3-5.

NOS GLORIEMOS - Esta afirmação é uma antecipação possível de escárnios dirigidos aos cristãos que, devido a sua exultação (sentimento e demonstração de grande júbilo), são inusitadamente molestados e afligidos nesta vida, parecendo que longe estão de uma condição abençoada. É uma declaração que seus sofrimentos calamitosos, longe estão de impedirem sua felicidade, até mesmo promovem sua glória.
A afirmação de que os santos se gloriam em suas tribulações (sejam elas de que natureza for) não pode ser entendida como se não tremessem nem fugissem da adversidade, ou nem sentissem a dor das aflições e amarguras quando elas ocorrerem. Isto é que faz que o resultado seja a paciência perante as dificuldades. Por isso os cristãos se gloriam na tribulação, visto que em suas tristezas e dores são profundamente consolados pela antevisão de que todos os seus sofrimentos são-lhes destinados para que se transformem num grande bem pelas mãos do mais Indulgente de todos os pais - o Pai celestial. Aprende-se daqui o propósito de nossas tribulações. Se porventura almejarmos mostrar que somos filhos de Deus, logo devemos exercitar-nos na paciência, do contrário nos depravaríamos, tornando a obra do Senhor vazia e ineficiente.
A TRIBULAÇÃO PRODUZ A PACIÊNCIA - A paciência não é algo natural decorrente da tribulação. É notório que grande parte da humanidade murmura contra Deus, e chegando às vezes chega a amaldiçoá-lo quando atribulados. Porém, nos crentes invade uma submissão interior comunicada pelo Espírito de Deus; e uma consolação comunicada pelo mesmo Espírito, assumindo o lugar de nossa obstinação, então as tribulações, as quais, na teimosia só podem produzir indignação e descontentamento, tornam-se crentes meios de gerar a paciência.
E A PACIÊNCIA A EXPERIÊNCIA - A experiência que o cristão tem na provação, ou na correção vinda da proteção garantida por Deus, quando, confiando em seu auxílio, suplanta todas as dificuldades. Eles mantêm-se firmes e suportam tudo pacientemente, experimentando a resistência do poder do Senhor que prometeu que sempre estaria presente no meio do seu povo. Portanto, fazemos progresso na paciência quando a consideramos como havendo sido estabelecida para nós, pelo poder de Deus, e assim, quanto ao futuro, nutre a esperança de que jamais estaremos sem a graça de Deus a qual nos tem sempre socorrido em nossas necessidades. Muitas vezes passamos por provações, para que possamos exercitar a paciência e adquirir experiência, por estarmos executando uma obra que não agrada o inimigo da Igreja, ou, porque Deus está nos preparando para melhor executar esta obra. Assim a experiência nos traz muitas alegrias no decorrer e no término da obra.
ORA, A ESPERANÇA NÃO CONFUNDE - A esperança tem a nossa salvação como um fato garantido. Ela mostra claramente que a aflição é usada pelo Senhor para provar-nos ou corrigir-nos, de modo que a nossa salvação possa, por isso, progredir gradualmente. As misérias, que a seu próprio modo são os suportes de nossa felicidade, não podem transformar-nos em miseráveis. E assim a tese bíblica fica provada, ou seja: que os piedosos contam com as bases sólidas para gloriarem-se no meio de suas aflições.
Confiem no Senhor, e gozem as bênçãos aqui descritas.
Pr Diomar Vaini.

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4/3/08

NOME ACIMA DE TODOS OS NOMES

"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos" Atos 4.12. 

NOME - Palavra que designa pessoa, coisa ou animal; qualificação, reputação, apelido, etc.
Na cultura hebraica, o nome identifica uma pessoa e de algum modo mostra sua reputação. Ex: "Isaias" o nome em Hebraico Yesha’- Yahu - O Senhor é salvação, dá o nome à pessoa, mostra-o como profeta que prega a salvação em Cristo, e sua reputação de sinceridade para com o Senhor está implícita. "Jezabel" em hebraico, Casta - que pertence a uma sociedade diferente, ela era filha de Etbaal, rei dos sidônios, mulher de Acabe, com personalidade diabólica, que lutou para desmoralizar os profetas de Deus.
Muitos nomes na Bíblia que são atribuídos a Cristo, mesmo assim na soma de todos eles não identificam completamente o Senhor. Isto porque Ele é Deus, e como Deus, é impossível descrevê-lo por completo com nossa mente finita. O finito jamais alcança o infinito. Contudo, podemos analisar o versículo em questão sobre o NOME. Este texto dentro do seu contexto refere-se ao Senhor com o nome de Jesus. O que significa o nome ‘JESUS’? Ele significa "Salvador", é exatamente o que Pedro está mostrando aos judeus nesse texto. Diz ele que Jesus é o nome anunciado, nos profetas, e foi morto na cruz, ressuscitou, foi assunto ao céu, é o que permanece, pois, é, o nome que está acima de todo e qualquer nome.
Fora deste nome não há salvação, fora dele não há amizade com Deus, nem tampouco comunhão, fora do nome de Jesus não há perdão, fora dele não há paz, enfim, fora do nome de Jesus tudo o que existe é morto.
Jesus, O Salvador, é o nome que está acima de todo o nome, não importa o nome bíblico que se use para qualificá-lo, Ele é o Senhor de todas as coisas, só Ele pode só Ele é o que é só Ele governa o universo e tudo que nele há só Ele salva, guarda, concede paz, leva para o homem para o novo céu e a nova terra. Só Jesus, só Jesus, ninguém mais.
Portanto, tudo o que existe em termos de religião, seitas, filosofias, esoterismo, espiritismo, é vão, e é mentira pregada e inculcada na cabeça por outro nome que é "Satanás", o qual significa destruidor, homicida, mentiroso, enganador.
Por isso meu querido irmão(ã), ou meu amigo, somente em Jesus você pode encontrar a paz, a convicção da salvação, livrar-se da escravidão do pecado que faz com que você goste de tudo que não agrada a Deus.
Jesus em última análise é tudo o que você precisa para sair das incertezas, da insegurança, dos conflitos, e ter uma vida determinada, segura, pois, ele resolve o problema principal do homem, que nada mais é, do que colocá-lo novamente em contato com Deus, gerando-o como filho do Altíssimo.
Que o próprio Deus, te dê esta compreensão máxima, e você se torne a pessoa mais feliz do mundo por ter recebido este nome derivado Dele. Cristão, filho verdadeiro do Deus eterno. Amém.

Rev. Diomar Vaini

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Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.