Diomar Vaini

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

4/7/09

DEUS COMO REFUGIO

 

Normal
0

false
false
false

MicrosoftInternetExplorer4

st1\:*{behavior:url(#ieooui) }

/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}

Salmo 46.10 – “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus…”

 

O salmo nos apresenta Deus em muitas figuras e atributos, por isso é motivo de gratidão poder compreendê-los de um modo mais amplo. Eles nos apresentam a Deus como “Nosso Pastor”, “Luz que afasta as trevas”, “Rei da Glória”, “Misericordioso e Perdoador”, etc. No salmo em apreço Ele nos apresentado como um lugar de refúgio, e de socorro. Os salmos sempre nos apresentam Deus como um protetor guardador.

Que não precisa de refúgio? A vida sobre a face da terra é sempre cheia de adversidades, e quando os problemas nos alcançam, seja na vida íntima, no lar, no emprego ou quando os inimigos nos atacam e quem poderá ser o nosso refúgio, senão o Deus Protetor e Guardião! Quando o coração é abatido pela tristeza, pela dor, quando o caminho se fecha à nossa frente e não vislumbramos nenhuma saída, e Deus intervêm dando-nos abrigo, que bom o descansar de nosso esforço e o renovar nossas que Ele proporciona..

Portanto quando percorremos o salmo 46 encontramos algo sustentador e renovador como segue:

 

1º - “Deus é o nosso refúgio e socorro”

Esta idéia acompanha os salmos, Refúgio e Socorro, algo de nossa experiência pessoal com Deus, Ele é socorro bem presente que nos assiste onde é preciso ser assistido, me alcança quando estamos necessitados.

2º - “Ainda que a terra se transtorne”

Não é socorro somente para problemas corriqueiros, mas muito mais para as grandes catástrofes de nossa vida, mesmo que até os elementos da natureza sejam envolvidos, Deus ali está presente como foi presente na vida de Paulo no naufrágio, quando a caminho de Roma.

3º - “Um rio na cidade de Deus”

Esta linguagem figurada, o salmo relata que o crente ora na cidade de Deus, lugar onde Ele é o Senhor nessa cidade. O rio de sua graça nos dá segurança, conforto, alegria, paz, e aí, Seu nome é Adorado.

4º - “Bramam nações, reinos se abalam”

O mundo vive nessa situação, sempre às portas do desespero, bramando como se fosse feras enfurecidas e esfomeadas. Os reinos da terra que se julgam firmes, logo desaparecem. Mas, em nosso Deus há firmeza e segurança – “Ele é o Refúgio de geração em geração”.

5º - “Contemplai as obras do Senhor”

Olhando para o passado e contemplando as obras do Senhor, o que ele tem feito a partir da criação de todo o universo e seu governo sobre essa criação, dos livramentos que Ele já promoveu para o seu povo, e de tudo o quanto ele realizou em termos de sustento, na saúde física, no perdão exercido sobre a nossa rebeldia, e tudo mais, podemos confiar com toda segurança quer no presente e no futuro Ele continuará agindo, pois Ele é “de eternidade a eternidade” (Sl 90.2). Portanto, podemos contemplá-lo em nossa meditação com os olhos da alma, como o nosso refúgio e fortaleza e socorro bem presente em nossas tribulações.

6º - “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”

Portanto, a nossa aflição nada é diante do Senhor, por isso podemos nos aquietar confiando em seu socorro, nos abraçarmos a Ele como o bebê é abraçado ela mãe ao receber de seu seio o sustento. Veja o que nos diz o salmo 37:3-7 – “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia. Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.”.

Assim sendo, nada melhor para nos orientar, nos conduzir com sabedoria e nos fortalecer para suportarmos as adversidades dessa vida senão o nosso Deus. Nele encontramos o consolo e a paz nos momentos de tribulações.

Pense e medite nisso.

Pr Diomar

 

criado por dvaini    7:02 — Arquivado em: Sem categoria

27/6/09

CITAÇÕES INTERESSANTES

"A metade do mundo sente prazer em maldizer e a outra metade, em acreditar nas maledicências". (Dufresny - Amusents Sériux et comiques)

"O prazer da sociedade, sobretudo no interior, consiste em falar mal dos outros." (H. Balzac - O Deputado de Arcis).

"Aquele que contigo fala dos defeitos alheios, com os outros fala dos teus." (Diderot - Opinions des Anciens Philosophes)

"Entre as coisas feias, a mais feia é a lingua afiada." (Fr von Schiller)

"Malicioso. Os maliciosos, os que conhecem bem o valor de certos pecados, vigiam cuidadosamente as suas expressões e nada deixam transparecer dos desígnios que buscam ocultar, mas que satisfazem largamente. " (Medeiros de Albuquerque - Discurso na Academia em Resposta a Ataulfo de Paiva).

"concordo, pois, com os moralistas e os educadores, quanto à necessidade premente de ensinar aos garotos que não se deve mentir. Isto porém, é apenas a primeira parte do programa. Sendo a mentira a única defesa contra as perguntas indiscretas, as violências ideológicas, as exigências absurdas do próximo, cumpre ensinar à infância uma coisa muito mais importante: "não coloquemos o próximo na necessidade de mentir" (Piigrili - A necessidade de se iludir, 103.

"O que ultrapassa olimite da moderação fica pendente de um fio inseguro" ( L. A. Sêneca - Oedipus, ato IV 409)

"Não seja sempre rigoroso, nem sempre brando, escolhe o meio termo entre êste dois extremos; porque nisto está o ponto de discrição." (Miguel de Cervantes - Don Quijote, parte II, cap. 51).

criado por dvaini    9:49 — Arquivado em: Sem categoria

19/6/09

COMO USAR O CORPO -(Gl 5.16-26)

Normal
0

false
false
false

MicrosoftInternetExplorer4

st1\:*{behavior:url(#ieooui) }

/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}

Um moço entrou na farmácia com uma receita. Enquanto o farmacêutico aviava a receita, o moço puxou prosa, com um senhor que estava também comprando alguns medicamentos.

     O moço começou a dizer "quando a gente cai na farra, não pensa nas conseqüências". E então começou a dar explicações de como o seu corpo estava estragado por causa dos desregramentos sexuais. Dava pena ver o moço. Pálido, fraco, semblante envelhecido e muito mais coisas.

     Que diferença, porém, nas causas do enfraquecimento dos servos de Deus!

     Alguns trabalhando em regiões difíceis, carentes dos meios de saneamento básico, e envolvidos sacrificialmente com populações doentias e ambientes contaminados, aqueles obreiros do Senhor foram atingidos por moléstias contagiosas.

     O moço que mencionamos no início tinha oferecido o seu corpo como oferta ao pecado. Os obreiros cristãos tinham oferecido seus corpos ao serviço de Cristo, como aroma suave ao Senhor, "por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus". (Rm 12.1).

     Nem todos os que se entregam ao pecado ficam tão estragados no corpo como aquele moço; nem todos os obreiros cristãos sofrem no físico as conseqüências que os acima referidos sofreram. Mas a diferença entre dedicar o corpo ao pecado e dedicá-lo a Deus é grande e merece cuidadosa atenção. E também, é certo que os resultados do serviço ao pecado e do serviço a Deus não são somente físicos e terrenos, mas também morais, espirituais e eternos. Por isso, é indiscutível a importância deste estudo.

     Espero que este estudo seja uma bênção para a sua vida e por seu intermédio, para muitas outras vidas, sob a graça de Deus.

     COMO DEVEMOS USAR O CORPO? Não daremos aqui um rosário de regras sobre a maneira como usar o corpo. Queremos mostrar alguns princípios expostos no texto.

     Partamos, pois, de um texto dentro deste contexto: I Co 6.13a; Paulo fala sobre o alimento; em seguida na parte b, faz uma afirmação que não se refere apenas a alimentos, mas, a todos os aspectos relacionados com o uso do corpo.

     Se examinarmos o começo do capítulo 6 e o capítulo 5 verá que Paulo estava repreendendo e exortando os crentes da Igreja de Corínto por diversas formas de pecado. Portanto, I Co 6.13b se liga com todas as exortações que Paulo estava fazendo, e não apenas com a primeira parte do versículo. Com esse esclarecimento, vejamos agora os princípios presentes do texto.

O corpo não é para a impureza - Não devemos facilitar a contaminação do nosso corpo com alimentos ruins ou contaminados ou que nos envenenam ou nos viciam. Somente o serviço sacrifical, feito por amor a Deus e ao próximo, justifica a sujeição a coisas prejudiciais ao corpo. E, ainda assim, quando não podemos evitá-las sem prejudicar o serviço fiel.

     Agora, os hábitos e costumes pecaminosos, tão comuns entre os mundanos, têm que ser evitados totalmente pelos cristãos.

Exemplos: O fato de ser natural a alimentação, não justifica a glutonaria. (Gl 5.21).

     Também o fato de ser natural a relação sexual entre um homem e uma mulher, não justifica o adultério.

     Este mesmo raciocínio aplica-se a todas as outras formas de pecado. Portanto, quando o cristão sentir-se tentado a fazer uso indevido do corpo, tem que se lembrar da palavra apostólica: 1. O corpo não é para a impureza; 2. O corpo é do Senhor. Portanto usemos nosso corpo, nossa vida, para glorificar o nome do Senhor Jesus.

 

Pr. Diomar Vaini

 

criado por dvaini    6:30 — Arquivado em: Sem categoria

11/6/09

OS SOFRIMENTOS

2ª Coríntios 11:22-23 “São Hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim) Eu ainda mais: em trabalhos, muitos mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitaz vezes.”

 
Eu nunca ouvi alguém afirmar que gosta de sofrer por ser uma boa coisa. Dizem que o masoquista gosta de sofrer, contudo eu tenho minhas dúvidas quanto a isso. Porém ninguém pode negar que para o cristão o sofrimento traz benefícios. Muito seria se pudéssemos viver aprendendo sem passar pelas experiências que se chama escola do sofrimento.
O sofrimento começou com o pecado de Adão, e no momento que Adão pecou, o sofrimento entrou no mundo e passou a todas as criaturas de Deus e o ser humano como toda a natureza começou a sofrer. Veio o medo, a vergonha e o sofrimento físico.
Assim sendo, o sofrimento é conseqüência da queda espiritual de nossos primeiros pais, e esta queda resultou em uma vida de lágrimas, dor, morte, lutas e problemas, insegurança, conflitos, etc. O ser humano sofre ao nascer, no viver e na morte. No entanto o sofrimento não deve ser motivo para desânimo e tristeza. Deus sempre abre espaço para o sorriso, Ele sempre promove a luz no meio das trevas, um oásis no deserto e refrigério no abrasador fogo. E, para aqueles que têm a Jesus como Salvador, tem a certeza absoluta da vida eterna, e sente-se como peregrino, estrangeiro nesse mundo e caminha para o novo céu e a nova terra, onde nada disso mais haverá. Lá novamente a alegria perene e completa por toda a eternidade.
 
Observe o texto, como o apóstolo Paulo serviu a Cristo no meio de muitas tribulações, sofrimentos, perseguições, preocupações e muito mais..
 
Podemos ver na vida algumas coisas interessantes sobre o sofrimento:
 
1ª – Quais os sofrimentos nessa vida?
A – subsistência – Depois do pecado de Adão: No suor do rosto é que comemos nosso pão. Uma grande realidade. Temos necessidade do alimento, da roupa, do abrigo, e tudo isso conseguimos com a bênção do Senhor, porém com um trabalho árduo.
B – enfermidades – ninguém passa pela vida, sem que tenha sofrido nem que seja uma simples dor, mesmo que seja no ultimo fôlego de vida. Quantas doenças existem hoje! Temos doença de cunho moral, doenças contraídas por vícios, por contaminação da água, do ar, pela alimentação que está toda sendo produzida com o uso de drogas.
C – moral – Aqui está o maior problema do sofrimento. A dor que sofremos quando falhamos em alguma coisa, quando somos ofendidos, incompreendidos e injustiçados. Quando perdemos um ente querido, quando somos desprezados. Isso tudo nos abate o moral desapontando nossa fé tirando o encanto da vida.
 
2ª – Os sofrimentos que o Evangelho provoca?
Ser servo de Cristo é fazer sua obra, e isso não é fácil. A bíblia nos diz que para seguir a Cristo necessário é negar-se a si mesmo, e tomar a cruz que é símbolo de sofrimento (Mateus 16.24).
Paulo sofreu muito por causa do Evangelho para ser um servo fiel a Cristo, mas ele fez tudo por gratidão pela Salvação. Nós recebemos tantas bênçãos do Senhor sendo a maior delas a salvação, e esta foi através de muito sofrimento na cruz, também devemos tomar nossa cruz e sermos servos fieis a Cristo, o que implica em falar do evangelho às pessoas e isso não é uma tarefa fácil, mas temos que ser abnegados, mesmo quando somos escarnecidos, ridicularizados e perseguidos.
O trabalho da Igreja exige abnegação. Quantas coisas é preciso sacrificar para realizar a obra. Há Igrejas em que os membros não querem aceitar os ministérios, as tarefas. Todos querem ficar na platéia, o que é muito mais cômodo, assistir e emitir opiniões sobre a tarefa dos outros, como em um espetáculo que opinamos sobre os atores, sobre a filosofia da peça. Esse comodismo é como uma espécie de “pago para ver”, contudo não se dispõem a realizar para receber. Realizar exige sofrimento, esforço, abnegação, etc.
 
3ª – Sofrimentos devida a Insensatez.
Muitos dos nossos sofrimentos poderiam ser evitados. Pois acontecem por causa da nossa insensatez. Muitos estão sofrendo e fazem outros sofrer por causa do pecado. O pecado é a maior insensatez que o crente pode cometer, com ele ofendemos a Deus, e quase sempre o nosso semelhante. Em muitos lares o sofrimento, a desarmonia, é conseqüência da insensatez. A insensatez provoca a infidelidade entre os cônjuges, desobediência dos filhos, dificuldade nos relacionamentos dos membros da família, exigências pessoais, e nunca há disposição para servir, compreender, perdoar, porque a insensatez não permite amar. Ela provoca o egocentrismo, ou seja, “eu sou o centro”, “tenho direito”, e isso anula a visão dos deveres.
 
Portanto, precisamos raciocinar com a bíblia e deixarmos de usar Jesus como objeto de exploração e passarmos a adorá-lo como Senhor de nossas vidas. Tê-lo como Senhor é reconhecer que precisamos seguir os seus conselhos, obedecermos aos seus mandamentos e andarmos em Sua Luz.
Se quisermos amenizar nosso sofrimento, esta é a receita.
 
                                                                                                                      Pr Diomar Vaini
criado por dvaini    12:09 — Arquivado em: Sem categoria

4/6/09

UM NOVO CAMINHO

Normal
0

false
false
false

MicrosoftInternetExplorer4

/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}

Eu preciso gastar tempo com Deus.
Se eu orar farei grandes coisas
e Deus me deixará conhecê-lo.

Gozarei então a essência da vida:
o prazer da santidade é eterno,
o prazer do pecado é efêmero.

Haverá um dia - intransferível -,
em que a questão será pessoal:
entre Ele e mim, somente!

Nossa única e imensa nave
caminha a Seu encontro
e dará conta de todos.

É necessário entender o tempo,
mas o tempo noutra esfera:
em milhões de anos-luz.

A Terra está cheia da Graça de Deus,
e independente de nós, e apesar de nós,
Ele é eterno e eternamente fiel.

Não tenho que buscar (necessariamente)
um novo caminho,
mas um novo caminhar.

 

Pb. Avaniel Marinho

Igreja Presbiteriana de Boa Viagem, Recife/PE

(www.avanielmarinho.com.br)

 

 

criado por dvaini    6:17 — Arquivado em: Sem categoria

27/5/09

ADORAÇÃO FORMAL

"Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como carmesin, se tornarão como a lã." Isaias 1.18.

Uma das coisas que mais os homens fazem é justificar-se com explicações para acobertar seus erros. Adão e Eva assim fizeram, Eva jogou a culpa na serpente não assumindo seu desejo, Adão foi conivente não a repreendendo e além disso acusou-a de ser a culpada de lhe dar do fruto. Ambos justificaram-se e deram explicações para acobertar a sua desobediência. Portanto, adorar a Deus em Espírito e em Verdade é necesário uma vida íntegra, assumindo as próprias ações e quando estas contrariam os mandamentos de Deus, rrepender-se e confessar buscando o perdão.

Vamos três pontos importantes:

I - Adoração formal

1.Em Isaias 1:10-18, Isaias descreve como os filhos de Israel procuravam as bênçãos do Senhor sem contudo satisfazer os santos requisitos dos mandamentos (Verso 10).

2.Eles usavam de oblações (objetos que se oferece à divindade), luas novas, sábados, incensos, sangue de bezerros, a gordura de carneiros e outras coisas mais, mas especialmente a assembleia convocada e o encontro solene (versos 11 a 14)

Em objeção a esta grande omissão, Isaias mostra abertamente os requisitos de Deus (versos 16,17). Ele expõe que o fundamental era a retidão e o cumprimento da ordem para atender os necessitados como os órfãos e viuvas (vesos 17 e Tiago 1.27).

II - Analisando o texto acima

"Vinde, pois, e arrazoemos" Como foi no Éden, quem toma a iniciativa é Deus convidando o homem a raciocinar junto com Ele acerca do pecado e suas consequências em face da desobediência de sua lei, oferecendo a oportunidade de reconciliação.

"Ainda que os vossos pecados são como a escarlate" Escarlate, carmesin estes termos são praticamente sinônimos designando um vermelho vivo, o que contrasta fortemente com a cor da neve e la â em seu estado natural.

"Eles se tornarão brancos com a neve" É purificação total prometida, obra exclusiva de Deus e não do homem. Deus oferece o perdão mediante o arrependimento e confissão. Isso é uma obra do pedão livre de Deus que age no coração do homem para leva-lo ao arrependimento.

III - Últimas considerações

O pecado é o desviar-se de Deus. É cumprir todo o ritual exigido pela lei, porém com a mente distante do Senhor, apenas uma coisa formal para buscar favores (Isaias 29.13).

Deus exige que o homem retorne a Ele para isso providenciou o substituto e o sacrifício foi realizado na Cruz, para expiação do pecado, tudo isso é que o povo fazia, porém não compreendendo o verdadeiro significado. Assim, como hoje muitos falam do sacrifício de Cristo sem contundo entenderem o grande objetivo dele.

O convite "vinde, pois, e arrazoemos", é para que a Igreja viva sinceramente uma vida santa e preste um culto santo a Deus, com seus pecados apagados pelo arrependimento, confissão e consequente perdão.

Concluindo

Como está você em relação a Deus? Como você presta culto a Deus?

Pois bem, somente ligado a Ele em uma vida santa você poderá contemplar seus mandamentos, sua criação, sua salvação e desfrutar da paz, força e consolo que emanam de seu trono.

Pr Diomar

criado por dvaini    7:29 — Arquivado em: Sem categoria

2/5/09

A GUERRA DOS DEUSES

  No Egito antigo, em termos espirituais o que predominava era a religiosidade da nação. Embora houvesse uma noção sobre o Deus Vivo e Verdadeiro quanto ao culto que lhe era devido, os egípcios se enveredaram pela espiritualização da natureza, adorando o sol, a lua, o rio Nilo e os animais. O próprio Faraó era endeusado e ele próprio se considerava deus. Nessa imensa idolatria foi que Deus colocou seu povo para viver durante 400 anos. Nesses anos todos este povo recebeu as influências religiosas e filosóficas egípcias as quais eram assustadoramente negativas. Ocorre que dentro do plano pré-estabelecido por Deus Ele haveria de libertar o Seu povo com mão forte e executando seu Juízo sobre o Egito e todos os seus deuses. Travou-se então uma guerra com objetivos definidos pelo Senhor, culminando com a saída de Israel. A guerra foi o envio de Deus de dez pragas como demonstração de Sua soberania e do Seu poder contra todas as potestades espirituais do mal e porque não dizer do próprio Satanás que é o comandante de toda espécie de idolatria ou religiões não submissas ao Único Deus Vivo e Verdadeiro. Mostraremos três aspectos ilustrativos:

 

I – O FIM DAS DEZ PRAGAS

 

Conforme Registra o livro de êxodo do capítulo sete ao capítulo doze percebe-se claramente que estas pragas evidenciam o julgamento de Deus sobre aqueles que oprimiam Seu povo, ou seja, Faraó com todos os ídolos cultuados ali.

Aprendemos com a Bíblia e com a experiência cristã, que os atos de Deus estão revestidos de um fim bem definido. Deus não age por acaso, nem por capricho. Ele o faz com um fim pré-determinado e definido. Destacamos, portanto, que o fim definido de Deus ao enviar sucessivas pragas contra o Egito teve dois entraves importantes:

 

1 – A evidência de Sua soberania. Em nome do Senhor Moisés e Arão chegam à presença de Faraó e pleiteiam a saída de Israel do Egito. Faraó com insolência e desprezo responde-lhes  “…Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel…” (Êxodo 5.2). Deus responde a Faraó através das pragas manifestando sua majestade não somente aos Egípcios como a todo o povo da terra. As pragas provaram que Deus é Soberano e tem o controle de todo o Universo, ou seja, sobre tudo que existe no céu, na terra, nos ares bem como sobre Faraó e todos os seus deuses.

 

As pragas foram: SANGUE, atingiu o deus Nilo; RÃ sucumbiu a deusa Hequite que era representada pela rã; PIOLHOS, que contra Khepera, o deus que defendia o povo dos piolhos; MOSCAS afetaram a deusa Seb, a deusa da terra; PESTE, nos animais atingiu o gado que representava no macho boi o deus Apis, um dos mais elevados; ÚLCERAS, contra a deusa Neit, que sem seus cultos cinzas era espalhada pelos seus sacerdotes como sinal de bênçãos; SARAIVA, atingiram Isis e Osíris os deuses da água e do fogo; GAFANHOTO atingiu Isis e Serapis, os protetores do país contra gafanhotos e outras espécies similares; TREVAS mostraram a impotência de Ra, o deus do sol; finalmente MORTE, dos primogênitos, o golpe fatal contra todos os deuses e especialmente Faraó.

 

2 – Crescimento da fé no coração de Israel. Por quatrocentos anos Israel conviveu com a religiosidade e idolatria do Egito e foi influenciado sem, contudo perceber a fragilidade, incompetência e engodo desses deuses e do “soberano” Faraó. As pragas, portanto, teve como ação fundamental o crescimento da fé de Israel e lhe mostrar duas coisas: a) – só o Senhor é Deus (Deuteronômio 6.4); b) – o Senhor como Deus é o único poderoso para livrar e conduzir o seu povo à vitória (Ex 18:9-11).

 

 

II – A LIMITAÇÃO DOS MAGOS DE FARAÓ

 

II - A OPOSICAO DOS MAGOS - Na luta travada pelo Senhor e Seus servos contra os deuses do Egito e a opressão de Faraó, fica evidente a participação dos magos, contra os pianos de Deus. Os magos eram elementos influentes na vida religiosa de seu país e gozavam da confiança de Faraó. Seus nomes nos são revelados em II Tim. 3:8, bem como o caráter de ambos e o fim de sua oposição. Janes e Jambres fizeram oposição a Moises simplesmen­te imitando-o, e isso até onde o Soberano Deus Ihes permitiu, tudo aquilo que ele fazia. Com essa permissão de Deus os próprios magos eram iludidos com seu poder enganador ou mau e pensavam estarem neutralizando os efeitos sobre a consciência do povo. O que Moises fazia também eles o podiam fazer, de modo que, então qual a grande diferença? Um era tão bom como os outros. Um milagre é um milagre. Se Moises fazia milagres para tirar o povo do Egito, eles podiam fazer milagres para os obrigarem a ficar no país.

 Se considerarmos as sutilezas de oposição que Satanás realiza à verdade de Deus em primeiro lugar é, opor a violência; se isso falhar, corrompe-Ia por meio de imitação. Por isso, procurou em primeiro lugar matar Moises (capitulo 2:15), e tendo falhado em realizar o seu propósito, procurou imitar as suas obras. Da mesma forma aconteceu com a verdade confiada à Igreja de Deus. Os primeiros esforços de Satanás eram alimentar a Ira dos principais sacerdotes e anciãos do povo por melo do tribunal, o cárcere e a espada. Porém, na passagem que reproduzimos da segunda epístola a Timóteo não se faz menção de tais processos. A violência aberta foi substituída por um meio muito mais astuto e perigoso de uma profissão vazia, ineficaz de imitação. O inimigo, em vez de se apresentar com a espada da perseguição na Mão, usa o manto da profissão professando e imitando aquilo que em outro tempo combateu e perseguiu; e, assim consegue vantagens assombrosas no tempo presente. O pecado moral tem revestido de formas horríveis de século para século manchando a história da humanidade, não apenas nos antros e caver­nas das trevas humanas, mas nos ocultos do manto de uma profissão fria, impotente e esta é uma das obras primas de Satanás e naturalmente o homem, como ser caído e corrompido, torna-se egoísta, cobiçoso, vaidoso, altivo; mas tudo isso sob uma formosa aparência de piedade, denotando uma força especial de Satanás contra a verdade “nos últimos dias”.

 

 

III – A ESTRATÉGIA DE FARAÓ

 

Quando Faraó percebe que seus magos nada mais podem fazer para imitar as pragas e que começa haver uma distinção entre o povo de Deus e o povo do Egito conforme êxodo 8:16 e sgs, ele faz várias tentativas para manter Israel cativo nas terras do Egito procurando desvirtuar o sentido amplo da santificação, adoração e serviço ao Senhor.

Primeira tentativa, era de que Israel sacrificasse na própria terra do Egito. A sutileza de Satanás aqui é colocar todos os deuses no mesmo nível do Deus Vivo e Verdadeiro, apenas fazendo distinção entre Israel e o Egito, ambos com o seu culto, porém todos no Egito. Assim, nós adoramos os nossos deuses eles adoram o Deus deles, porém somos iguais ou superiores porque eles ainda continuam nossos escravos.

Segunda tentativa, não ir longe. Estando Israel nas fronteiras do Egito e sendo vigiados por eles, a influência continuaria e facilmente poderiam ser reconduzidos de volta ao Egito.

Terceira tentativa, Israel estaria liberado para ir adorar, desde que os filhos não os acompanhassem. Uma libertação parcial que implicaria na divisão de Israel, enquanto os pais serviam ao Deus Vivo e Verdadeiro, os filhos estavam entregues à idolatria e ao mundo. Eis aqui um cuidado para os pais cristãos tomarem. Isto provoca inutilidade do culto e desonra para Deus.

Quarta tentativa, não conseguindo seu intento nas primeiras tentativas, procura agora subtrair os meios que Israel tinha para servir a Deus. Estaria Israel liberado para a adoração e sacrifício desde que seus bens não fossem levados, então Israel não teria como oferecer os seus sacrifícios. A resposta de Moisés, porém foi enfática e clara conforme êxodo 10:25:26: “Respondeu-lhe Moisés: Também tu nos tens de dar em nossas mãos sacrifícios e holocausto, que ofereçamos ao Senhor nosso Deus. E também os nossos rebanhos irão conosco, nem uma unha ficará, porque deles havemos de tomar, para servir ao Senhor, até que cheguemos lá.”

 

Concluímos dizendo que Deus endureceu o coração de Faraó para não facilitar a saída de seu povo, por isso Faraó foi indisposto a liberar Israel. Mas isso foi para a manifestação da gloriosa majestade de Deus e demonstração do Seu poder real e não apenas ilusório. Deus não somente venceu a Faraó, como também encorajou seu povo em todos os tempos para as lides da vida com tranqüilidade e Sua paz. “ELE É O SENHOR QUE PELEJA POR NÓS! (DEUTERONÔMIO 1.30).

 

Pr Diomar Vaini


criado por dvaini    9:42 — Arquivado em: Sem categoria

6/3/09

OS VITORIOSOS

Em 1970 o Brasil conquistou em caráter definitivo a taça Jules Rimet, ou seja, a copa do mundo. Todos torceram, para que o Brasil a ganhasse e então foi uma festa geral, gritos, pulos, fogos, uma vibração geral com os jogos, sobretudo na vitória final. Foi um entusiasmo geral, um contentamento sem igual, pois os brasileiros se sentiram parte de um time vencedor. Porém, não é somente nos esportes que as pessoas podem ser vitoriosas. Muitos lutam por vencer nos estudos, no trabalho, na família com o objetivo de conquistar maior prestígio, maior poder e mais comodidade.

O mundo em que vivemos é um mundo dinâmico onde quem não é ativo nos mais diversos aspectos fica para trás. A vida cristã, de forma idêntica, também é dinâmica e não pode parar. O cristão deve crescer sempre, não se acomodar à situação da vida espiritual atual. Porém, o que significa vitória na vida cristã? Que deve fazer ou qual caminho a seguir para alcançar esse crescimento? Qual o ganho com isso? Vejamos o que segue:
 
I – O OBJETIVO – Todo aquele que participa de uma competição certamente tem um objetivo ou uma meta a alcançar. (I Corintios 9.26). O jogador de futebol precisa de gol. Gol vem da palavra inglesa “goal”, que significa exatamente meta, alvo. Portanto qual a meta que o cristão precisa alcançar? A estatura de Cristo é a resposta. Isto é crescer constantemente para aproximar-se o mais possível da perfeição de Cristo (I Coríntios 1.28). Não se pode pensar em vitória sem que se tenham os olhos fixos na meta. Mas, saber qual o alvo que se deve atingir não é o bastante. Precisa-se caminhar para alcançá-lo (Filipenses 3.13,14). Para isso veremos mais um ponto.
 
II – EMPENHO – Qualquer pessoa que está em uma competição, em uma luta, necessita de empenhar-se. Um corredor automobilístico prepara-se a si mesmo e ao seu carro com muito treinamento e no momento da competição com muita concentração. Outros esportes necessitam de preparação física e psicológica. Eles se preparam muito para atingirem seu objetivo, ou seja, uma glória passageira, quanto mais deve então se preparar o cristão para um objetivo bem mais glorioso e eterno.
O empenho que o cristão deve ter não é preocupar-se com seu físico, isso não quer dizer que não precisa cuidar de sua saúde e aparência, mesmo porque ele é templo do Espírito Santo e não é propriedade sua, mas de Deus. Nesse sentido, portanto, o cristão é apenas mordomo dele? Com isso deve amar o seu corpo, cuidar dele, alimentá-lo, vesti-lo. Mas, o melhor empenho é cuidar da mente, desenvolver os dons que Deus lhe deu (Mateus 25.14-30), selecionando suas amizades e ambientes de convivência, enfim precisa ser disciplinado no mais importante que é o crescimento espiritual. É esse crescimento que promove constante comunhão com o Senhor, portanto indispensável (I Timóteo 4.8).
 
III – A JORNADA – Como vimos, o empenho no crescimento e no preparo para uma vida cristã mais dinâmica não está alienada à jornada da vida aqui neste mundo. Qual o adversário a enfrentar? A Escritura nos diz que são forças do mal (Efésios 6.11-12). Essas forças agem no mundo nos tentando para que pequemos e assim estejamos ainda que por pouco tempo afastados de Deus. Ao nos submetermos às insinuações dessas forças somos levados à desobediência e à infidelidade a Deus. Os nossos pecados, as nossas fraquezas, o nosso comodismo, as ofertas deste mundo, querem nos levar para longe de Deus. Portanto a vida cristã nos apresenta vários desafios que devemos lutar por vencê-los com o objetivo de vivermos uma vida santa. Duas coisas devem nos incentivar nessa jornada, a certeza de que Deus está em nosso auxílio e a vitória final que é eterna.
 
Concluindo podemos dizer que os que perseveram nessa jornada com uma vida santa, já têm a vitória garantida por Deus (I Coríntios 9.24-25) e é uma vitória concedida por Deus (I Coríntios 15.57). A coroa da vida que é a nossa vitória (Apocalipse 2.10). Sabemos que nessa jornada sobre a terra passamos por tribulações, mas a recompensa é maior que as dificuldades. A vida que teremos na eternidade junto de Jesus cheia de alegria, sem quaisquer problemas, sem dores, sem pranto, sem clamor, sem morte (Apocalipse 21.4) ultrapassa a nossa compreensão. Portanto a Ele o Senhor Jesus é que devemos servir para que sua Igreja seja santa, sem sensacionalismo, sem comoção, mas equilibrada e racional para que a Ele seja dada a glória de nossa vitória. A nossa vitória, a nossa taça é muito maior que a “Jules Rimet”, a nossa alegria é muito maior que a alegria do povo brasileiro quando teve toda aquela emoção em que a nação inteira foi envolvida. Aquela taça já foi roubada e destruída, a nossa coroa é eterna e nem a traça e a ferrugem a consome e nem o ladrão a rouba. Ela tem o selo não de uma pessoa humana, mas o carimbo do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Pr Diomar Vaini.
 
criado por dvaini    21:13 — Arquivado em: Religião e comentários

26/2/09

AS BEM-AVENTURANÇAS

 Mateus 5.1-12

 
Nesta passagem convencionada por “Sermão do Monte, ou da Montanha”, um discurso particular para seus discípulos, foi realizado em campo aberto. E foi nesse sermão que o Mestre estabeleceu os pontos básicos do reino que veio instalar.
 
I – NARRAÇÃO – Nesse sermão foi estabelecido Jesus como eterno ou sumo sacerdote e profeta. Antes, porém Jesus passou pelos dois batismos: a) o da justiça – Mt 3.13-15), b) o do fogo (tentação) Mt 4.1. Agora investido, inicia seu ministério com a pregação cf Mt 4.17, e daí por diante passou a ter vários seguidores, entre os quais alguns se fizeram seus discípulos – Mt 4.23 e 25. Foi com estes que Jesus realizou um curso de doutrina pedagógico e prático, por cerca de três anos, no qual o sermão do Monte foi a inauguração, e a aula que teve, na noite da Santa Ceia foi o seu encerramento. No sermão do Monte Jesus apresenta as diretrizes do seu Reino. O texto em apreço ressalta as características dos cidadãos do Reino, ou o caráter do cristão. O texto destaca o fato de que o Mestre se afastou da multidão, e seus discípulos de acercaram dele, então e lhes dá essa primeira aula das diretrizes do Reino.
 
II – AS BEM AVENTURANÇAS – Bem-aventurado expressa felicidade, ventura. Essa característica é íntima do cristão. O cristão é feliz e genuinamente feliz. Essa felicidade é gerada pelo Espírito Santo que lhe dá o senso moral, ou seja, uma consciência que tem a cumprir os princípios cristãos. As bem-aventuranças são oito, as quais passaremos a uma análise.
 
1.Humildes de espírito– verso 3 – Pobres de espírito conforme o original, não são pessoas retardadas nem simplórias. A palavra no original é “pobres no espírito”. É algo interior, ou seja, humildade, pureza e sinceridade interior. É a isenção de má fé, malícia ou maledicência, é uma demonstração de humilde sentimento de sinceridade e modéstia interior.
 
2.Os que Choram –verso 4 – A referência aqui não é apenas para um choro exterior, ou emocional. O significado aqui é para aquele que embora sinceramente entristecido por causa do mal seja feliz. É uma consciência ocasionada pela consciência do mal em sua vida, e também observação da existência do mal, neste mundo. É a sensibilidade espiritual ante a existência e das conseqüências do pecado, em sua vida e na dos outros.
 
3.Mansos – verso 5 – Esta virtude somente o verdadeiro cristão a possui. Ela é resultado da humildade interior referida no verso 3. Significa que três cousas estão ausentes: 1) pretensão ou vaidade; 2) ressentimento; 3) impaciência ao enfrentar a injustiça. São Atitudes dinâmicas e positivas, pois elas exigem esforços, domínio próprio e compreensão.
 
4.Sede de Justiça – verso 6 – “Fome e sede de justiça” é um desejo profundo de agir de forma correta. É a procura de respeitar as leis humanas e cumprir as leis de Deus. Jesus aponta o ideal cristão de vida correta. O cristão aceita esses padrões e princípios como forma correta de vida e procura viver essa retidão.
5.Misericórdia – verso 7 – Por ter o cristão um padrão muito elevado, torna-se difícil de ser seguido. Esse atributo aparece apenas duas vezes no Novo Testamento, aqui, como padrão e em Hebreus 2.17, como atributo de Cristo. Misericórdia significa se preocupar com o bem dos outros: 1) emocionalmente, presta solidariedade; 2) voluntariamente, exerce compaixão com compreensão; 3) praticamente, exerce beneficência. A misericórdia leva o cristão a sentir, emocionar-se e ajudar na necessidade alheia.
 
6.Pureza – verso 8 – É o interior purificado pelo Espírito Santo. A pureza cristã é algo que está na alma, um interior genuíno. Em Natanael Jesus não viu dolo, o cristão sincero é pessoa limpa pelo Espírito de Deus.
 
7.Pacificadores – verso 9 – A palavra no original grego significa cultivar e promover a paz. O cristão é devidamente habilitado para estabelecer a paz porque ele tem a noção consciente e experiência de paz. Ele é um trabalhador incansável na luta pela paz. Ele não é um grevista ou pacifista, mas verdadeiro pacificador: Romanos 12.18 “se possível, quanto depender de voz, tende paz com todos os homens”.
 
8.Perseguidos por causa da justiça – verso 10 – O cristão é a pessoa que com as características até aqui assinaladas vive em constante conflito com o mundo. Na prática o cristão vive padrões diferentes dos padrões do mundo. Embora na maioria das vezes incompreendido, o cristão é feliz mesmo vivendo os conflitos e as adversidades que o mundo lhe impõe. Embora esteja sendo perseguido por causa da justiça de Cristo na luta dos seus conflitos ele se exercita e se disciplina como súdito do reino de Cristo.
 
9.Prova final – versos 11 e 12 – Esta bem-aventurança nos parece uma continuação da anterior. O cristão exercendo sua missão para glorificar e anunciar a Cristo passa por essa tremenda prova, sujeitando-se à crítica insultuosa (injúria), à tensão externa (perseguição), às tentações do mal (todo mal) e finalmente à maledicência (mentiras).
 
10.Recompensa final – verso 12 – O cristão ao passar por esses rigorosos testes, liberalmente, para seguir este mais elevado padrão de conduta e moral pela relevância de seus motivos: 1) A mais nobre e elevada causa – “por minha causa”, 2) A mais digna companhia – “Assim perseguiram os profetas”, 3) A mais elevada recompensa – “grande é o vosso galardão nos céus).
 
Portanto, o cristão que se desvencilha das coisas da carne e dos prazeres do mundo sofre e goza as bem-aventuranças, porém é portador da paz na alma que somente ele pode sentir o que é impossível descrever, e isso incomoda as pessoas e até mesmo os cristãos francos na fé, mas agrada e glorifica a Deus.
 
Pr Diomar Vaini
criado por dvaini    7:25 — Arquivado em: Religião e comentários

21/2/09

COMBATI O BOM COMBATE

 

“Quanto a mim, a hora de ser sacrificado já chegou, e já é tempo de deixar esta vida” 2 Tm 4.6
 
Parece que foi ontem que comecei a lutar por Cristo. E tudo passou tão rápidamente…
Ao longo do tempo as marcas do combate apare­ceram em meu corpo. Meus olhos e suas lagrimas, minha voz e a rouquidão das pregações, dos cânticos e dos gritos de dor.      .
Minhas mãos e os calos das agulhas de tecelão e as manchas das tintas.
Meus pés e a marcha por caminhos que Ele um dia me fez andar.
Combati o bom combate, não para derramar san­gue ou fazer violência, mas para repartir o amor de Deus com os outros.
E o sangue do meu coração se uniu às lágrimas do meu rosto pela dureza de coração daqueles que rejei­taram o amor de Jesus.
Combati o bom combate. E ainda que meu corpo se aproxime do fim, do ponto final, da grande chegada por essa estrada que me levou, ainda assim a fé no Senhor me faz olhar alem da cortina do tempo e do imenso espaço.
Chego ao fim da carreira, mas não para o deses­pero do não ter futuro. Contemplo uma estrada longa que me espera.
E Ele, que esteve comigo na manha daquele cami­nho de Damasco, quando atônito fui jogado ao chão, já me espera "um pouco além do presente", na esquina do tempo e da eternidade.
 
                                                                                                       Extraído do Cada Dia
 

 

criado por dvaini    8:35 — Arquivado em: Religião e comentários
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://pastordiomar.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.